Dulce Esteves

Duducha – Recife-PE

Quando a lua clareia no terreiro
Todo mundo sentado lá na frente
A viola puxando um som dolente
Vai juntando também um sanfoneiro
No batente deitado um perdigueiro
A coruja a piar na  cumeeira
O café bem quentinho na chaleira
Minha mãe preparando a refeição
Quem conhece os costumes do sertão
Se recorda de tudo a vida inteira.

Mote: João Paraibano

Edilene Soares Cordelista

Edilene Soares Cordelista – Garanhuns-PE

Foi na casa de taipa o nascimento
Meu remédio foi plantas naturais
E tive ensinamento dos meus pais
No roçado eu pratico um ensinamento
Trago um feixe de lenha no jumento,
Numa brenha no mato eu fiz fogueira
E no rancho eu descanso numa esteira
O meu terno de couro é o gibão
“Quem conhece os costumes do sertão
Se recorda de tudo a vida inteira”.

Mote: João Paraibano

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Iranildo Marques – Serra Talhada-PE

Uma casa de alpendre, uma latada
no chiqueiro, cabrita vai berrando
no terreiro galinha vai ciscando
vai passando um jumento na estrada
uma imagem dum santo na entrada
oratório de fé, de rezadeira
um moinho de pé e uma peneira
onde o milho moído vira pão
QUEM CONHECE OS COSTUMES DO SERTÃO
SE RECORDA DE TUDO A VIDA INTEIRA.

Mote: João Paraibano

Júnior Monteiro

Júnior Monteiro – Caraúbas-RN

Se algum dia eu mudar pra capital
Levarei cem por cento das lembranças,
Eu pequeno brincando entre as crianças
E papai trabalhando num curral,
Meu irmão construindo um garajau
Pra botar ao redor da laranjeira,
E mamãe arrumando uma copeira
Na casinha de taipa só dum vão,
Quem conhece os costumes do sertão
Se recorda de tudo a vida inteira.

Mote: João Paraibano

Amauri

Amauri Sales – Camalaú-PB

É normal ver vaqueiro tanger gado
Aboiando montado num cavalo
Acordar quando ouvir a voz do galo
Colocar o boi manso no arado
A matuta do barro do roçado
Fazer pote panela e cuscuseira
Festejar com forró e com fogueira
Santo Antônio São Pedro e São João
Quem conhece os costumes do sertão
Se recorda de tudo a vida inteira.

Mote: João Paraibano

Edmilton Torres

Edmilton Torres – Pesqueira-PE

Acordar de manhã com a passarada
Botar milho pras aves no terreiro
Ir buscar água limpa no barreiro
Desjejum com um prato de coalhada
Prosear numa noite enluarada
Assar milho nas brasas da fogueira
Escutar cantador no “mei” da feira
Café forte moído no pilão
Quem conhece os costumes do Sertão
Se recorda de tudo a vida inteira.

Mote: João Paraibano

Neci

Neci Almeida – Itapetim-PE

A sanfona a zabumba e o pandeiro
Instrumentos que toca um pé de serra
Tradição que orgulha a minha terra
Na palhoça bem no centro do terreiro
Tem pedido pro santo casamenteiro
De moça que se encontra solteira
Tem rapaz procurando uma parceira
Prum xamego na noite de São João
Quem conhece os costumes do sertão
Se recorda de tudo a vida inteira.

Mote: João Paraibano

Otacílio Pires

Otacílio Pires – Recife-PE

Quando chove no dia de São José,
O feijão e o milho é garantido.
O xaxado o dançar é divertido,
E a cova é fechada com o pé
Ascende-se uma vela, pela fé,
A São José cuja fé é verdadeira.
A alegria, pra valer, é de primeira,
A esperar pelo dia de são João.
“Quem conhece os costumes do sertão
Se recorda de tudo a vida inteira”.

Mote: João Paraibano

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Armando Medeiros – Princesa Isabel-PB

O vaqueiro se adentrando na mata
o boiato fujão e mandingueiro
o namoro na luz do candeeiro
o boêmio fazendo serenata
o andar fascinante da mulata,
o ébrio pedindo a derradeira
o poeta de frente da fogueira
faz um verso e dá viva a são João
quem conhece os costumes do sertão
se recorda de tudo a vida inteira.

Mote: João Paraibano

Francisco

Francisco Maia – Caicó-RN

Numa casa modesta, inacabada
Convivi com costumes do passado
Vi na vaca um chucalho pendurado
Informando o restante da boiada
Uma rede estendida na latada
Um galão pendurado na porteira
E com folhas curava-se bicheira
Que surgisse na pata do alazão
QUEM CONHECE OS COSTUMES DO SERTÃO
SE RECORDA DE TUDO A VIDA INTEIRA.

Mote: João Paraibano

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Teresa Machado – Apodi-RN

Observo as belezas do nordeste
Seus costumes e suas tradições
Suas crenças, também aparições
Nessas festas de gado que se investe
Nas cidades, nos campos e no agreste
A mulher é valente e forrozeira
A quadrilha ou a dança da rancheira
Os encantos da lua na amplidão
Quem conhece os costumes do sertão
Se recorda de tudo a vida inteira.

Mote: João Paraibano

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Mauricelio Silva – Camalaú-PB

No sertão tem valente agricultor
Que trabalha com fé no seu roçado
Tem vaqueiro lutando com o gado
Tem matuto,  poeta e cantador
Tem rezando com fé e com amor
Com um galho de mato a benzedeira
Tem cantigas em volta da fogueira
Quando chega nas festas de São João
Quem conhece os costumes do sertão
Se recorda de tudo a vida inteira.

Mote: João Paraibano

Maria Farias

Maria Farias – Santa Terezinha-PE

Quem aqui nos visita sai feliz,
Aprecia o forró e o bom repente,
O xaxado, as piadas, o aguardente,
Vai ganhando uma nova diretriz;
Vê criança rezando na matriz,
A seresta que traz a roedeira;
Vê Dedé declamando fim de feira,
Vaquejada e bonita procissão
Quem conhece os costumes do sertão
Se recorda de tudo a vida inteira.

Mote: João Paraibano

João

João Nunes -Sítio Serrote Preto/PB

As imagens que trago na lembrança
Formatadas nos tempos de menino
São histórias reais de um campesino
Celebrando um Sertão de esperança
Suas cores, sotaque e bela dança
Tem pião, cabra-cega e baladeira
O seu hino é “olê mulher rendeira”
Seu herói: Virgulino o Lampião
Quem conhece os costumes do Sertão
Se recorda de tudo a vida inteira.

Mote: João Paraibano

Luiz Esperantivo

Luiz Esperantivo – Orobó-PE

Eu relembro mamãe torrando milho
Em um caco no fogo feito a lenha
E o vaqueiro feliz, fazendo ordenha;
Lembro a cabra que cuida do seu filho
E vovó que a tardinha fez cequilho,
Da lavoura cuidou e foi rendeira,
Eu recordo Maria a rezadeira,
Todo o verde que tem a plantação.
Quem conhece os costumes do sertão
Se recorda de tudo a vida inteira.

Mote: João Paraibano

Francisco Gabriel

Francisco Gabriel – Natal-RN

Despertar ao romper da madrugada,
com um galo exaltando um novo dia.
Ordenhar uma vaca que deu cria,
embalado no som da passarada.
Se fartar sobre um prato de coalhada,
e depois se embrenhar na capoeira,
procurando uma vaca bandoleira,
que se encontra perdida no brejão.
“Quem conhece os costumes do sertão,
se recorda de tudo a vida inteira”.

Mote : João Paraibano

Aurineide Alencar

Aurineide Alencar – Dourados-MS

A comida é tão boa e diferente
O tempero com cheiro especial,
A cultura de lá não tem igual
Na alegria que tem aquela gente
Que supera a de todo continente
Humildade que a torna tão faceira
No semblante de alguma rezadeira
Procurando ajudar o seu irmão
Quem conhece os costumes do Sertão
Se recorda de tudo a vida inteira.

Mote: João Paraibano

Charles

 Charles Brunno – Pão de Açúcar-AL

No sertão onde vivo no momento,
Destoquei, rocei mato e fiz coivara,
Fiz a cerca de arame, grampo e vara,
Transportei o que pude no jumento,
Caçuá transportando o alimento,
A mulher dando a luz pela parteira,
A consulta com ramo e rezadeira,
No quintal a gamela e o pilão,
“Quem conhece os costumes do sertão,
Se recorda de tudo a vida inteira”.

Mote: João Paraibano

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Charles Sant’Ana Pão de Açúcar-AL

No sertão eu me acordo muito cedo,
Vou cumprir meu trabalho no roçado,
Tirar leite e cortar palma pra o gado,
Pastorar cabra e bode no rochedo,
Vou vivendo e seguindo todo enredo,
Minha esposa é melhor mulher rendeira,
Já mamãe tradição de rezadeira,
No meu sangue circula a tradição,
“Quem conhece os costumes do sertão,
Se recorda de tudo a vida inteira”.

Mote: João Paraibano

Mônica

Mônica Freitas – Apodi-RN

Dos amores que vivi na mocidade
Namorando sentado no batente
Com a luz da lamparina na frente
Eu me lembro de toda felicidade
Quando íamos novena na Cidade.
Mês de junho era tempo de fogueira,
De quadrilha com moça dançadeira
De alegria, explodia o coração.
Quem conhece os costumes do sertão
Se recorda de tudo a vida inteira.

Mote: João Paraibano

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Luiz Gonzaga – Limoeiro do Norte-CE

Aguardando o início da invernada
Eu olhava papai queimando broca,
Vi mamãe preparando tapioca
Na quentura do caco bem assada
Minha vó com semblante de cansada
Desfrutando o balanço da cadeira
Segurava no colo uma peneira
Separando as escolhas do feijão
Quem conhece os costumes do sertão
Se recorda de tudo a vida inteira.

Mote: João Paraibano

Adilson

Adilson Costa – São Lourenço da Mata-PE

Uma rede estendida na varanda,
Um cachorro ancião de sentinela,
O ranger matutino da cancela
E o luar dando adeus, logo se manda,
O vaqueiro tristonho põe de banda
Seu chapéu quando desce a ribanceira
Um retrato guardado na carteira
E a medalha do frade Damião,
QUEM CONHECE OS COSTUMES DO SERTÃO
SE RECORDA DE TUDO A VIDA INTEIRA.

Mote: João Paraibano

HELIODORO

Heliodoro Morais – Caicó-RN

Você sai do sertão, mas ele fica
Você fica distante e ele vai
Porque entra no peito de quem sai
E o seu modo de ser não modifica
A raiz da cultura ramifica
Que nem erva daninha em capoeira
No cercado sem trinca e sem porteira
Dos valores da nossa tradição
Quem conhece os costumes do sertão
Se recorda de tudo a vida inteira.

Mote: João Paraibano

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El Gorrión – Itatuba-PB

O sertão mantém firme seu costume
No bailar inspirado da ciranda.
O forró e o repente têm demanda
E a festança junina mais volume.
Sertanejo com garra logo assume
Que no peito reluz uma fogueira,
As lembranças que flecha esta bandeira
Faz brilhar no estalar do foguetão.
Quem conhece os costumes do sertão
Se recorda de tudo a vida inteira.

Mote: João Paraibano

Marciano

Marciano Medeiros – Santo Antônio-RN

Não esqueço o semblante do vaqueiro
a tanger no cavalo uma boiada,
vejo o brilho do sol numa alvorada,
ouço um galo cantar no meu terreiro.
Me recordo do céu com aguaceiro,
lembro a queda da chuva na biqueira,
sinto o gosto do chá de laranjeira
preparado num velho caldeirão;
Quem conhece os costumes do sertão
Se recorda de tudo a vida inteira.

Mote: João Paraibano

João Bosco

João Bosco – Poção-PE

Quem aqui não brincou de tô no poço?
Pra ganhar um beijinho na bochecha
E de esconde-esconde e não se mecha
Com pião eu brinquei sem alvoroço,
Eu pequeno e franzino, couro e osso,
Mas feliz com aquela brincadeira
No São João assar milho na fogueira
E dançar o forró de Gonzagão,
Quem conhece os costumes do Sertão
Se recorda de tudo a vida inteira.

Mote: João Paraibano

Silvano

Silvano Lyra – Olinda-PE

No sertão sobressai o sensitivo
Vibrações interliga-se no tato
Na visão, cor e luz  registra o fato!
Paladar, culinária dá seu crivo!
Já olfato conecta ao inclusivo
Audição leva o corpo a brincadeira
Conservei tradição dessa maneira
Que amnesia não tem vez nesse chão
*QUEM CONHECE OS COSTUMES DO SERTÃO*
*SE RECORDA DE TUDO A VIDA INTEIRA*.

Mote: João Paraibano

Bandeira

Bandeira Junior Fortaleza-CE

O reflexo do sol no Juazeiro,
Mostra a pose do Galo de Campina,
Com galões sobre os ombros, como sina,
O campônio traz água do Barreiro,
O aboio estridente do vaqueiro,
Chega treme a cancela da cocheira,
E na sombra de uma Gameleira
Ele para e descansa o coração….
*QUEM CONHECE OS COSTUMES DO SERTÃO*
*SE RECORDA DE TUDO A VIDA INTEIRA*.

Mote: João Paraibano

Toinho de Triunfo

Toinho de Triunfo – Triunfo-PE

As cortinas da mente vão se abrindo
Pra o filme LEMBRANÇA ser mostrado
Vaquejada, repente, a roça, o gado,
As novenas, as festas vão surgindo
Vêm as chuvas e tudo vai cobrindo
Com o verde esperança a catingueira
O barulho que vem da cachoeira
Estremece o cinema coração
Quem conhece os costumes do sertão
Se recorda de tudo a vida inteira.

Mote: João Paraibano

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Rena Bezerra – São José de Princesa

Acordar sempre as cinco da matina
Aprontar café num fogão de lenha
Depois ir pro curral fazer ordenha
Da vaquinha zebu e da turina.
Entrançar uma cerca de faxina
Soltar gado na manga da ribeira
Pra depois descansar na gameleira
Escutando o piado do cancão,
Quem conhece os costumes do sertão
Se recorda de tudo a vida inteira.

Mote: João Paraibano

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Massilon Silva – Aracaju-SE

Chuva fina batendo no telhado
Prenuncia o chegar da trovoada
E depois quando vem a invernada
Mato verde crescendo no roçado
O sol nasce vermelho-amarelado
Por detrás de dois pés de gameleira
Um cachorro dormindo numa esteira
Ventania apagando o lampião
“Quem conhece os costumes do sertão
Se recorda de tudo a vida inteira”.

Mote: João Paraibano

Luiz Esperantivo

Luiz Esperantivo – Orobó-PE

Mãe só traz para nós felicidade,
Faz renúncia tão grande em sua vida,
Os seus braços nos dá como guarida,
Seu olhar nos transmite lealdade;
Nos protege com muita intensidade,
Rumo ao bem, com carinho ela nos guia,
Da tristeza, vem sempre e nos desvia
Pra podermos seguros caminhar.
Hoje é dia da gente se lembrar
De quem lembra da gente todo dia.

Mote: Lenelson Piancó

Maria Farias

Maria Farias – Santa Terezinha-PE

Gratidão pelo amor mais verdadeiro
Dedicado na base da ternura,
Pois a Mãe é a mais bela criatura,
Que renova o viver o tempo inteiro.
Como um pássaro fora do viveiro,
Meu viver é repleto de alegria
Por contar co’a virtude e a magia
De poder sua face contemplar
Hoje é dia da gente se lembrar
De quem lembra da gente todo dia!

Mote: Lenelson Piancó

Jmarley

 Jmarley Saraiva – Barro-CE

Esse nome de mãe é tão bonito
Que é sinônimo de amor de paz e fé
Que a santa MARIA NAZARÉ
Foi a mãe que gerou o eterno mito
Seu amor por seu filho e infinito
Seus pedidos JESUS lhe atendia
Uma mãe é eterna poesia
Que que um filho adora declamar
Hoje é dia da gente se lembrar
De quem lembra da gente todo dia.

Mote: Lenelson Piancó

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Nena Gonçalves – Monteiro-PB

Minha mãe em noventa Deus levou,
É fez jús ao reino Divinal
Cinco filhos, amou todos por igual.
Foi profundo o vazio que ficou,
É a saudade infinita que restou,
Mora em nós, é eterna companhia.
Sua presença tão Santa todo dia,
Eu a vejo na moldura a me olhar.
Hoje é dia da gente se lembrar
De quem lembra da gente todo dia.

Mote: Lenelson Piancó

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