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Charles Sant’Ana Pão de Açúcar-AL

Sua face tão velha e já cansada,
São as marcas do tempo que passou,
Juventude esse tempo carregou,
Cicatriz no seu rosto foi bordada,
Toda ruga ficou ali marcada,
Indo em busca do pão pelo caminho,
Hoje vive carente e tão sozinho,
Seu sorriso esboçado em triste dor,
No semblante do pai trabalhador
Tem um riso sedento de carinho.

Mote: Marciano Medeiros

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El Gorrión Itatuba-PB

O meu pai foi um sábio conselheiro
Que lutou sempre pra me proteger.
Seu abraço mostrava bem-querer;
Com cuidado de amigo e companheiro.
Eu me lembro saudoso do seu cheiro…
Seus conselhos, grafei num pergaminho.
Para nunca esquecê-los no caminho
Empunhei seus ensinos com valor.
No semblante do pai trabalhador
Tem um riso sedento de carinho.

Mote: Marciano Medeiros

Silvano

Silvano Lyra – Olinda-PE

Face oculta não diz tudo que sente
Que o sentir vez por outra é ofuscado
Mesmo quando vem sendo fustigado
Coração se interliga com a mente
Abrir mão deixa o pai tão reluzente
Pra doar todo amor ao seu filhinho
Rasga a face ao ouvir chamar painho…
…”Eu te amo hoje ontem e aonde for”
No semblante do pai trabalhador
Tem um riso sedento de carinho.

Mote: Marciano Medeiros

Amauri

Amauri Sales – Camalaú-PB

Todo pai necessita de atenção
Todo filho precisa ter cuidado
Todo pai precisa ser respeitado
Todo filho de ter bom coração
Que o filho que tem dedicação
Nunca deixa seu pai ficar sozinho
Se o filho do pai segue o caminho
No futuro será bom genitor
No semblante do pai trabalhador
Tem um riso sedento de carinho.

Mote: Marciano Medeiros

Otacílio Pires

Otacílio Pires – Recife-PE

Pai; Aquele que dedica seu afeto,
Passando o dia inteiro na labuta
E pra família ele dedica sua luta
De amor; Verdadeiro e completo.
Um pai é construtor e arquiteto,
Um forte defensor do seu ninho
Hábil na construção do caminho
Que, do filho, ele é predecessor.
No semblante do pai trabalhador
Tem um riso sedento de carinho.

Mote: Marciano Medeiros

João Bosco

João Bosco – Poção-PE

Todo pai que trabalha trás na mente
A família que em casa tá na espera,
Batalhando na paz é quem supera
O sertão com sol forte, vento quente,
Ao chegar pai recebe bem contente,
Um abraço dos filhos em seu ninho,
Esse afago transforma todo espinho
Em roseiras de pétalas de amor,
No semblante do pai trabalhador
Tem um riso sedento de carinho.

Mote: Marciano Medeiros

Adilson

Adilson Costa – São Lourenço da Mata-PE

No semblante do pai trabalhador
Tem um riso sedento de carinho.
Se algum dia o seu filho perguntar
Onde estão os valores dessa vida,
Diga apenas que estão pela ferida
Que somente o amor pode fechar
E se a chave do tempo destravar
Todo estorvo das pedras do caminho
Faça o sopro da brisa de mansinho
Transportar pra família todo amor
No semblante do pai trabalhador
Tem um riso sedento de carinho.

Mote: Marciano Medeiros

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Teresa Machado Apodi-RN

Revirando a gaveta da lembrança
A saudade apertou meu coração
Minha vida feliz lá no Sertão
O meu pai transmitindo confiança
Repassada na forma de esperança
Nosso pai foi pro céu, voou do ninho
Mas deixou como exemplo seu caminho
Semelhança de Deus Pai Criador
No semblante do pai trabalhador
Tem um riso sedento de carinho.

Mote: Marciano Medeiros

PRA GLOSA DE JOÃO NUNES

João Nunes – Sítio Serrote Preto-PB

Eu tentei segurar minhas lembranças
Como fosse um acervo de riquezas
De uma vida repleta de proezas
Acabei por perder as esperanças
Na poeira e percalços das andanças
Minha mente é aos poucos apagada
A memória acabou foi naufragada
Nesse mar que o destino preparou
A moenda do tempo triturou
A saudade que estava impregnada.

Mote: Silvano Lyra

Maria Farias

Maria Farias – Santa Terezinha-PE

Eu voltei pra rever o meu passado,
Recordei bons momentos que vivi;
Nesta tela do tempo revivi
Cada peça que trouxe o meu legado:
Nela vejo meu tio, é engraçado,
Pois fazia pra nós só palhaçada,
Me ensinou estudar a tabuada
E romances pra mim apresentou.
‘A moenda do tempo triturou
A saudade que estava impregnada’.

Mote: Silvano Lyra

Aurineide Alencar

Aurineide Alencar Dourados-MS

Plantei sonhos na terra da ilusão,
Cultivei esperança de viver
Quando pude encontrar meu bem querer
Lhe entregando meu pobre coração,
Fui feliz até vir desilusão
E você me deixar abandonada,
Eu chorei por estar apaixonada
Que a tristeza em meu peito se instalou,
A moenda do tempo triturou
A saudade que estava impregnada.

Mote: Silvano Lyra

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Armando Medeiros Princesa Isabel-PB

Tu que vives tristonho, acabrunhado
A saudade causando contratempo
Peraí, meu irmão, dê tempo ao tempo
Que com o tempo verás o resultado,
Eu confesso que quase fui tragado
Pelo remanso da saudade exagerada,
Mas saudade é datada e setorizada
Se venceu a validade, ela inspirou
A moenda do tempo triturou
A saudade que estava impregnada.

Mote: Silvano Lyra

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Edmilton Torres – Pesqueira-PE

Cada canto da casa que eu olhava
Via algo a lembrar sua partida
Pois mostrava a história de uma vida
Reabrindo uma chaga que sangrava
Ao perder um alguém que tanto amava
Minha vida ficou despedaçada
Minha fé no Meu Deus foi abalada
Mesmo assim ele não me abandonou
A moenda do tempo triturou
A saudade que estava impregnada.

Mote: Silvano Lyra

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Luiz Gonzaga Limoeiro do Norte-CE

Num momento saudoso do passado
Me tornei a mais frágil criatura,
Fiz do peito um refúgio de amargura
Pra guardar meu desejo acalentado.
A mulher por quem fui apaixonado
Não quiz ser minha eterna namorada,
Posso agora dizer de alma lavada
A vontade que eu tinha já passou,
A moenda do tempo triturou
A saudade que estava impregnada.

Mote: Silvano Lyra

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Iranildo Marques – Serra Talhada-PE

Não me venha pedir o meu perdão
O amor que’ra seu, se foi, partiu
Num estalo de sonho ele sumiu
Quando viu tu ferir meu coração
Como um sonho, buscaste uma ilusão
Eu fiquei te esperando na estrada
Mas o tempo passou sem dizer nada
Apagando da mente o que restou
A moenda do tempo triturou
A saudade que estava impregnada.

Mote: Silvano Lyra

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Teresa Machado Apodi-RN

Como flor machucada no Jardim
Esmagado já vi meu sentimento
O que trouxe só dor e sofrimento
Um espinho que a vida pôs em mim
Resolvi decretar logo o seu fim
Da paixão que senti não restou nada
Foi com tiro certeiro eliminada
A lembrança o presente aniquilou
A moenda do tempo triturou
A saudade que estava impregnada.

Mote: Silvano Lyra

Otacílio Pires

Otacílio Pires – Recife-PE

Ampulheta de Kronos, Implacável,
Determina todo tempo do viver
E esse tempo impossível recorrer
Deixando-nos cada vez mais vulnerável.
A tristeza torna-se inevitável
Quando se perde a pessoa amada
Mas, com o tempo, a dor é abrandada
A cicatriz o amor reverberou.
“A moenda do tempo triturou
A saudade que estava impregnada.”

Mote: Silvano Lyra

Jerson Brito

Jerson Brito – Porto Velho-RO

Precisei me ferir nessa ilusão,
Mergulhar de cabeça em agonias,
Permitir as lembranças nos meus dias
Torturando demais o coração.
Finalmente enxerguei, na solidão,
Uma escolha mal feita, equivocada.
Hoje sou criatura libertada
Pela dura verdade que restou.
A moenda do tempo triturou
A saudade que estava impregnada.

Mote: Silvano Lyra

Bandeira

Bandeira Júnior – Fortaleza-CE

Foi o tempo,pra mim,melhor parceiro,
Ansioso,os segundos eu contava,
Triturou a saudade que estava
triturando meu peito por inteiro.
Eu que fui pacientemente ordeiro,
Aguardei o momento da chegada,
A distância era tudo mas do nada
Numa noite de amor se transformou…
A moenda do tempo triturou
A saudade que estava impregnada.

Mote: Silvano Lyra

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Rena Bezerra – São José de Princesa-PB

Desde quando ela foi daqui embora
A saudade no engenho começou
A moer o restinho que ficou
Dum passado que vem a toda hora.
Eu fiquei lamentando, mas agora
Vou fazer da lembrança uma queimada
Cachear com amor outra fornada
E dizer bem feliz pra quem passou,
A moenda do tempo triturou
A saudade que estava impregnada.

Mote: Silvano Lyra

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Massilon Silva Aracaju-SE

O pretérito estive revirando
No baú das histórias tão contadas
Descobri que são horas já passadas
Que o relógio do tempo foi marcando
Na verdade o presente foi deixando
A lembrança entre escombros soterrada
E na estrada do tempo empoeirada
Foi ficando pra trás nada sobrou
A moenda do tempo triturou
A saudade que estava impregnada.

Mote: Silvano Lyra

Silvano

Silvano Lyra – Olinda-PE

Nosso amor lembra mais um velho engenho
Corroído sem ter manutenção
Engrenagem que mói sem coração
Esbagaça esperança quando eu tenho
Resta um pouco do mel que hoje desdenho
Sem valor, serventia é quase nada!
Pena ou dó virou pó nessa empreitada
Pois cremei a fuligem que sobrou
A moenda do tempo triturou
A saudade que estava impregnada.

Mote: Silvano Lyra

Melchior Machado

Melchior Sezefredo Machado – João Pessoa-PB

Nosso amor teve um tempo de bonança,
E ao deixá-la me enchia de saudade…
Como tudo que traz felicidade
É motivo pra alma de festança,
Eu guardava os seus beijos na lembrança.
Mas depois nossa sorte foi quebrada
E ao você me trocar por quase nada
Cada arquivo o meu peito deletou…
A moenda do tempo triturou
A saudade que estava impregnada.

Mote: Silvano Lyra

Charles

Charles Brunno Pão de Açúcar-AL

A partida em corrente me prendeu,
Fez prisão do meu peito uma saudade,
Coração perdeu toda liberdade,
Pois o dela levou chave do meu,
Mas o tempo passou e devolveu,
Outra chave pra abrir porta fechada,
Me trazendo uma nova namorada,
A prisão o passado espatifou,
“A moenda do tempo triturou,
A saudade que estava impregnada”.

Mote: Silvano Lyra

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Charles Sant’Ana Pão de Açúcar-AL

O cupido flechou-me com fervura,
Seu amor me deixou alucinado,
Não durou pra deixar-me abandonado,
Abandono gerou maior loucura,
Como um louco eu segui outra aventura,
Me dei bem a paixão foi deletada,
Sentimento de dor não dói mais nada,
O remédio do tempo me curou,
“A moenda do tempo triturou,
A saudade que estava impregnada.”

Mote: Silvano Lyra

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El Gorrión Itatuba-PB

A saudade moldou meu pensamento
E eu paguei alto preço amargurado
Vi meu peito sofrer dilacerado
E meu rosto verter triste lamento
Pois a falta do amor trás sofrimento
E esta dor que massacra é tão malvada
Escolheu o coração pra ser colada
Foi o tempo responsável quem colou
A moeda do tempo triturou
A saudade que estava impregnada.

Mote: Silvano Lyra

Francisco Gabriel

Francisco Gabriel Natal-RN

Entre as mágoas, refiz os meus caminhos,
refleti sobre as dores dos meus sonhos,
meditei nos momentos mais tristonhos,
recompus minha vida entre os espinhos.
Procurei o aconchego doutros ninhos…
despertei duma eterna madrugada.
Noutros braços busquei por nova estrada,
novamente outro sol me deslumbrou.
“A moenda do tempo triturou
a saudade que estava impregnada”.

Mote: Silvano Lyra

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Marciano Medeiros – Santo Antônio-RN

Nas lembranças do tempo de menino
vejo as rosas sutis das primaveras:
meu casebre um reduto de quimeras,
construído num sítio pequenino.
Larguei tudo e busquei novo destino,
sofri muito ao voltar nessa morada,
quando olhei minha casa abandonada,
vi um filme mental que me marcou;
A moenda do tempo triturou
A saudade que estava impregnada.

Mote: Silvano Lyra

Edilene Soares Cordelista

Edilene Soares Cordelista – Garanhuns-PE

Por querer à minha alma sequestrar,
Invadiu e tomou conta de mim,
Eu procuro com jeito ver seu fim,
Essa banda eu não sei como orquestrar,
Faz de tudo querendo me afinar,
Desafino ao tocar sem sentir nada,
Esse som no meu peito faz zoada,
A lembrança do passado carregou,
“A moenda do tempo triturou
A saudade que estava impregnada.”

Mote: Silvano Lyra

Francisco

Francisco Maia – Caicó-RN

Só o tempo talvez possa rever
As saudades cruéis que me devoram
As lembranças infindas, que em mim moram
E os dilemas que eu tento resolver
Vou pedir para o tempo devolver
Uma a uma, lembrança sequestrada
Pois a vida sem ser autorizada
Todas minhas lembranças confiscou
A moenda do tempo triturou
A saudade que estava impregnada.

Mote: Silvano Lyra

Amauri

Amauri Sales – Camalaú-PB

Com saudade eu vivia lamentando
Só depois com coragem e paciência
Fiz de tudo uma resiliência
E fui assim da saudade me livrando
Hoje em dia no peito estou guardando
Com aspecto de peça reciclada
A saudade em lembrança transformada
Que o engenho dos anos transformou
A moenda do tempo triturou
A saudade que estava impregnada.

Mote: Silvano Lyra

Dulce Esteves

Duducha – Recife-PE

Quando a lua clareia no terreiro
Todo mundo sentado lá na frente
A viola puxando um som dolente
Vai juntando também um sanfoneiro
No batente deitado um perdigueiro
A coruja a piar na  cumeeira
O café bem quentinho na chaleira
Minha mãe preparando a refeição
Quem conhece os costumes do sertão
Se recorda de tudo a vida inteira.

Mote: João Paraibano

Edilene Soares Cordelista

Edilene Soares Cordelista – Garanhuns-PE

Foi na casa de taipa o nascimento
Meu remédio foi plantas naturais
E tive ensinamento dos meus pais
No roçado eu pratico um ensinamento
Trago um feixe de lenha no jumento,
Numa brenha no mato eu fiz fogueira
E no rancho eu descanso numa esteira
O meu terno de couro é o gibão
“Quem conhece os costumes do sertão
Se recorda de tudo a vida inteira”.

Mote: João Paraibano

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Iranildo Marques – Serra Talhada-PE

Uma casa de alpendre, uma latada
no chiqueiro, cabrita vai berrando
no terreiro galinha vai ciscando
vai passando um jumento na estrada
uma imagem dum santo na entrada
oratório de fé, de rezadeira
um moinho de pé e uma peneira
onde o milho moído vira pão
QUEM CONHECE OS COSTUMES DO SERTÃO
SE RECORDA DE TUDO A VIDA INTEIRA.

Mote: João Paraibano

Júnior Monteiro

Júnior Monteiro – Caraúbas-RN

Se algum dia eu mudar pra capital
Levarei cem por cento das lembranças,
Eu pequeno brincando entre as crianças
E papai trabalhando num curral,
Meu irmão construindo um garajau
Pra botar ao redor da laranjeira,
E mamãe arrumando uma copeira
Na casinha de taipa só dum vão,
Quem conhece os costumes do sertão
Se recorda de tudo a vida inteira.

Mote: João Paraibano

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