Conceição França

Conceição França – Caruaru-PE

Parar o tempo eu queria
Recordar me traz saudade
Vivia repleta de felicidade
De brincadeira e alegria
Se eu pudesse teria
De volta minha liberdade
Meu coração sem maldade
De sonhos eu era repleta
Sou criança mais completa
Quando olho a minha idade

Toinho de Triunfo

Toinho de Trinfo – Triunfo-PE

No baú do pensamento
Eu guardei o meu pião
O meu carrinho de mão
E a pipa papa vento
O mais sublime momento
Se transformou em saudade
Aquela simplicidade
Orgulho desse poeta
Sou criança mais completa
Quando olho a minha idade.

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Ailton Campelo – Recife-PE

Longa Estrada

Plantei na beira da estrada, bem na margem,
Uma árvore para marcar minha passagem
Nesta caminhada por essa paragem.
E segui sempre em frente procurando
Realizar meus desejos, meus sonhos
Às vezes correndo para fazer
Às vezes correndo para esquecer
Às vezes correndo para dizer
Às vezes correndo para abraçar
Às vezes agitando as mão para acenar
Às vezes parando para me esconder e chorar
Com medo de não conseguir fazer
Com medo de não poder lembrar
Com medo de abraçar e gostar
E depois ter que perder, me afastar
E quem sabe ter que calar
O que dentro o coração fala
E as mãos não possam mais afagar
E segui em frente nessa estrada
Procurando sonhos, raízes plantadas
E não desconfiei que a arvore que plantei
Bem na margem da estrada tinha na verdade
Um nome somente: saudade.
E quanto mais eu me afastava
Caminhando nessa longa estrada
Mais frondosa essa saudade ficava.
Quem dera não me perdesse no caminho da volta
E quando chegasse finalmente a sua sombra, dizer
Do amor que tive ao deitar nas suas folhas caídas
Abraçar o teu tronco, dar o meu último beijo e morrer.

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Aida Maria – Caicó-RN

Sem você solidão já me devora

Na varanda do teu corpo perfeito
Coloquei minha rede junto a sua
tive paz no seu cOlo e no seu peito
que sentir nas estrelas e na lua

seus braços envolvendo por inteira
na retina dos seus olhos eu via
que havia uma paixao verdadeira
arrebentando por dentro ja sentia

Acordei de um sonho tao real
a tristeza tomou conta de mim
Invadindo meu ser que sofre e chora

Feito flecha com sua mira fatal
sem perfume ficou meu jardim
Sem você solidão já me devora.

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ena Bezerra – São José de Princesa-PB

MINHA MUSA

Já faz dias que a minha inspiração
foi buscar em você o sentimento
que faltava para dar contentamento
no meu verso de amor e sedução.

Já faz dias que você virou paixão
feito aquelas que não sai do pensamento,
Toda hora sendo assim meu alimento
Todo instante ferroando o coração.

Com você tudo está mais fascinante
o meu dia está mais irradiante
minhas noites se encheram de prazer,

O meu peito ta batendo no compasso
vou aqui esperando teu abraço
esperando ser feliz só com você.

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Constância Maria – Caicó-RN

E distante seremos só metade.

Numa codependência nossas faces
Se fundem em apego necessário
Nesse amor fiz da fuga escapulário
Foram dribles, jogadas de mil passes

Nós um só e com vínculos tão fortes
Que seu mal, confundia com o meu mal
Que te olhar e me ver foi tão normal
Que sem ti muitas são as minhas mortes

Caso foi de homogênea mistura
Foi vontade tão mútua de brandura
Parecida e tão única que invade

Que se estamos partidos, sem valor
Combinados num tanto de sabor
Que distantes seremos só metade.

 

 

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Melchior Sezefredo Machado – Campinas-SP

ETERNIZADO

Mesmo quando acaba…. o amor não morre!
Se eterniza, feito fotografia.
É um sangue seco, que já não escorre,
Mas marca o leito por onde corria.

Mesmo quando acaba, o amor resiste,
Como num filme que ficou gravado:
Aquilo tudo já não mais existe,
Porém encontra-se eternizado…

Um amor sempre será uma história,
Mesmo que tenha, enfim, acabado…
Porque, bem lá no fundo da memória,

Sempre permanecerá intocado,
Como um filme à espera de luz,
Como um Cristo a levar sua cruz!!!

 

Kayson Oliveira Pires – São José do Belmonte-PE

Jogando a crise nas costas
Nas costas do brasileiro

Neste momento o Brasil
Se encontra desmantelado
Com um governo sombril
E falência do estado
Tudo vem sofrendo aumento
Aumentando o sofrimento
Está sumindo o dinheiro
É um Brasil sem propostas
Jogando a crise nas costas
Nas costas do brasileiro.

João Luckwu.- Serra Talhada-PE

Canta triste assum preto na gaiola
Sem poder ver a luz do alvorecer

No seu canto parece estar contente
Mas esconde a tristeza no cantar
No consolo de não mais enxergar
Chora um canto que dói n’alma da gente
Mutilado por ato inconsequente
D’um alguém tão insano no saber
Sem tamanha noção do que é sofrer
Só lhe oferta um xerém como esmola
Canta triste assum preto na gaiola
Sem poder ver a luz do alvorecer

Neci Lopes de Almeida – Itapetim-PE

“A senha do coração
Só você pode acessar”.

Vou lhe entregar de presente
A chave de um segredo
Receba sem sentir medo
Guarde cuidadosamente
Gravado na sua mente
Com ela verificar
Um jeito de desvendar
A grandeza da paixão
A senha do coração
Só você pode acessar.

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Iranildo Marques – Serra Talhada-PE

VENHA TAMBÉM FAZER PARTE
DA POESIA NORDESTINA.

Nosso espaço tem a meta
Valorizar todo dia
O sonho, nossa poesia
Deixando a alma completa
Dando valor ao poeta
No sol qu’ele  descortina
Pegando a lua que ensina
O verso a viver com arte
VENHA TAMBÉM FAZER PARTE
DA POESIA NORDESTINA.

Faça a sua inscrição
Solte o verso da garganta
Trazendo a rima qu’encanta
Quem tem alma e coração
Fabricando a emoção
No caminho dessa mina
Onde a estrela combina:
Que nunca o amor descarte
VENHA TAMBÉM FAZER PARTE
DA POESIA NORDESTINA.

 

Nelson Nunes Farias – Prata-PB

“La vem o sol colorindo
O resto da madrudada”

A noite que passa lenta
Me traz rios de saudade
De mim não tem piedade
No céu a lua se ostenta
Parecendo desatenta
É tela sendo pintada
Para ser admirada
Mais um dia que vem vindo
“La vem o sol colorindo
O resto da madrugada”

Renova-se a esperança
Chegada de um novo dia
Como um passe de magia
As nuvens todas em dança
Brincando feito criança
No ventre sendo gerada
De cores sendo pintada
Parecem dizer sorrindo
“La vem o sol colorindo
O resto da madrudada”

Mote: Raimundo Asfora Neto

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Plácido Ferreira do Amaral Júnior – Caicó-RN

” O ser humano, sem ser humano, está exterminando o que a mãe natureza lhe concedeu. Imaginem um filho ingrato…”

” Homem, O Predador “

Homem, estás matando tuas plantas
com tuas queimadas e motosserras.
Belas, tuas florestas, que eram tantas,
já se escasseiam em extensas terras.

Homem, estás destruindo águas santas
com este instinto de cultivar guerras.
Verdadeiro poluente das serras,
ceifando nascentes de fluidas mantas…

Homem, escárnio! Por que não te encantas
e voas às selvas, qual passarinhos
que armam de galhos frondosas gargantas…

Gargantas de paus que tanto maltratas,
que antigamente chamavas de ninhos,
e tentas hoje sumi-las das matas?

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Natan da Paraíba

“Quem não vive a poesia nordestina
Não terá dessa vida o seu prazer”

Eu nasci no sertão e agradeço
A meu DEUS fortemente essa alegria
E ainda mais por gostar de poesia
Essa arte que eu penso não tem preço
Nessa vida nem sei se eu mereço
No meu ciclo de amigos sempre ter
Os poetas que me fazem crescer
Tao feliz e nesse tao belo clima
Quem não vive a poesia nordestina
Não terá dessa vida o seu prazer.

O meu pai desde cedo me ensinou
Que um poeta não sofre com a tristeza
Ele vive feliz com a natureza
O poeta nunca desanimou
E poeta aqui hoje eu estou
Na poesia prá sempre vou viver
E um dia ao meu eu vou dizer
Que minha vida foi toda feito rima
Quem não vive a poesia nordestina
Não terá dessa vida o seu prazer.

MARKOS VÉRAS

Solidão-PE

“Todo dia a saudade canta um verso
Pra lembrar quem foi João Paraibano”

João foi desses poetas geniais
Que a morte carrega sem vontade,
Um poeta daquela qualidade
Este mundo não cria nunca mais.
A viola deixada para traz
É a prova de um gênio sobrehumano
Que deixou o sertão já faz um ano
E esse ano sem João foi tão perverso,
Todo dia a saudade canta um verso
Pra lembrar quem foi João Paraibano

A saudade tem mesma assinatura
Do poeta que veio de Princesa
Sua história possui tanta grandeza
Que jamais caberá na sepultura
Detentor de uma carga de cultura
Tão imensa igualmente ao oceano
Mas sem João a cultura teve um dano
E o sertão sem João é controverso
Todo dia a saudade canta um verso
Pra lembrar João Paraibano

A abelha sem ter mais quem lhe cante
Sem João se sentiu mais abatida
Do que mesmo ter visto a flor sem vida
No verão tão cruel e castigante
O Pajeú abrigou esse gigante
E Recife assistiu com desengano
O poeta partir pro outro plano
E na saudade o sertão ficou imerso
Todo dia a saudade canta um verso
Pra lembrar quem foi João Paraibano.

toinho de triunfo

TOINHO DE TRIUNFO

“Nordestinho”

Sou feliz por ser esse nordestino
Ora gente, ora bicho na bravura
Esse chão é meu berço, meu destino
Meu torrão e meu ninho de cultura.

Digo “oxente” e daí o qu’ é que tem?
Meu “pru mode” é igual ao seu porquê
Se pergunto “tá donde?” isso é também
Irmão gêmeo, a cara do seu cadê.

É cordão do umbigo e nunca aparto
Da placenta da terra como um parto
Pra viver numa outra região…

Hoje digo bem alto com certeza
Que seria pra mim grande tristeza
S’ eu dissesse ao meu eu sou daqui não.

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ALLEF PEIXOTO

Afogados da Ingazeira-PE

“Preso e diário”

Numa noite fria de realidade
A tinta fervia tocando o papel
A mente subia tocando no céu
Por todos os lados estava a saudade

Eu muito sonhei com a felicidade
tão doce, tão pura igual é o mel
Mas tenho sentido o gosto do fel
E busco somente minha liberdade

Sou preso dos sonhos que tive na vida
A chave da tranca esperança perdida
Não abre não folga sou preso a dilemas

Recebo visitas da triste lembrança
Não tenho notícias da tal esperança
E as cartas que escrevo se tornam poemas

DAMIÃO DE ANDRADE LIMA.

Maracanaú-CE

“Saudades de João”

O camponês no roçado;
O vaqueiro aboiador;
No jardim a beija-flor;
Na fazenda todo o gado;
Açude seco e rachado;
Menino correndo nu;
O pé de mandacaru;
A viola e o baião,
Sentem saudades de João
No Sertão do Pajeú!

O Poeta Sertanejo;
Uma rã numa lagoa;
Jangadeiro na canoa;
O trovão e o relampejo.
A matuta dando um beijo
No caboclo apaixonado.
Um cantador inspirado;
A sabiá e o carão,
Sentem saudades de João
No Sertão que fui criado!

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