Cadeira 3: Marciano Medeiros

 

Marciano Batista de Medeiros

Natural de Santo Antônio (RN). Seu nascimento ocorreu no dia 18 de setembro de 1973. Ele é filho de João Batista de Medeiros e Francisca Viana Salustino Medeiros, ambos nascidos em Serra de São Bento (RN).

O escritor Marciano Medeiros é integrante da Academia Norte-rio-grandense de Literatura de Cordel, da Academia de Letras e Artes do Agreste Potiguar e sócio do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. O poeta também profere palestras sobre a evolução do cordel brasileiro.

 

Patrono

 

Zeto do Pajeú

 

O poeta José Antonio do Nascimento Filho, Zeto, nasceu em Canhotinho, Agreste pernambucano, em 1956. Ainda criança se mudou para Caruaru, onde permaneceu até sua adolescência. Quando se mudou para o Recife, para estudar um curso superior, muita coisa aconteceu. Entre a perda do pai, sua grande referência humana, e a aprovação e a desistência em três faculdades, resolveu pela arte. O violão e a poesia passaram a ser suas companhias. Já era reconhecido por ser poeta, compositor, músico, passou a profissionalizar-se e a cantar em bares e festivais do Recife. Já com um presença de palco e uma força teatral impressionantes, ia além do barzinho e fazia da noite um grande espetáculo. Em 1985, num congresso do Partido Comunista em São Paulo, conheceu Bia Marinho, cantora e poetisa de São José do Egito, terra de grande tradição na história do repente brasileiro. Ela era também filha do grande Lourival Batista, o Louro do Pajeú, o mais respeitado violeiro do Brasil. Desse encontro nasceu a dupla Zeto e Bia e um casamento. Zeto foi morar em São José do Egito, onde conviveu com alguns dos grandes repentistas daquela terra, como Jó Patriota, Zé Catota e o seu sogro, já citado, Lourival. Até a sua morte em 2002, fez sua carreira ao lado da companheira. Em 1989 a dupla lançou o LP Estrada, homenageando o grande compositor Zé Marcolino. Zeto ainda lançou sozinho o álbum Curvas, em 2001.

O curioso e lamentável é que a obra de Zeto passou a alcançar um público maior alguns anos depois da sua morte. Músicos como Renato Teixeira e Yamandu Costa revelaram sua admiração pelo poeta, vários artistas e grupos gravaram músicas suas, o cinema e a academia basearam-se em sua obra. Mas tudo isso depois da sua partida aos 46 anos. Assim sendo é um nome que faz-se mais necessário ainda que se explore e divulgue.

Um nome que mesmo sem a presença física tem inspirado e guiado novas gerações a escolherem a poesia, a boa música, a arte, como escudos para proteger a vida.

 

Um comentário em “Cadeira 3: Marciano Medeiros”

  • Troya D'souza disse:

    Parabéns, nobre confrade! Tenho certeza que a sua presença: enriquece, abrilhanta e fortalece muito o nosso colegiado poético. Forte abraço, muito sucesso e seja bem vindo.
    Atenciosamente: o poeta e amigo, Troya D’souza!

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