Cadeira 9: Professor Maia

 

 

 

Francisco Maia dos Santos, nascido aos 08 de novembro de 1950, no Sítio Piedade, município de Jardim de Piranhas, morando em Caicó, desde 1969.

Formação: ELETROTÉCNICO, pela antiga ETFERN (Escola Técnica Federal do Rio Grande do Norte), Bacharel em FÍSICA e licenciado em MATEMÁTICA pela UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte). Professor desde 1978. Membro efetivo do CTS (Clube dos Trovadores do Seridó), da ATRN (Academia de Trovas do Rio Grande do Norte) e da UBT (União Brasileira de
Trovadores).

 

Patrono

 

Sertão Caboclo na rima e no repente: HOMENAGEM A CHICO PEDRA

Chico Pedra 

 

 

Francisco Fabrício de Oliveira (Chico Pedra), nascido no sítio Morcego, município de Jardim de Piranhas, aos 17/09/1918/. Era filho do paraibano, José Fabrício de Oliveira e da seridoense, Antônia Inácia de Jesus. Fez dupla com vários poetas, entre eles: Sebastião da Silva; Hercílio Pinheiro; os Bandeiras; os Batistas; Eliseu Ventania; João Liberalino; Antônio França; Manoel Xudu; Ivanildo Vila Nova; Fenelon Dantas; Esmerino Ernesto(avô de Lucelia) e tantos outros.
Entre os poemas escrito por Chico Pedra, podemos destacar:
Despedida do vaqueiro e A Volta de Vaqueiro”.

Chico Pedra, partiu para a vida eterna em, 10/04/2012, com 95 anos de idade.

Cantando com Berlamino de França, Berlarmino terminou sua estrofe dizendo:
Você atenda um amigo
Que tanto lhe co sidera

Pegando na deixa, Chico Pedra disse:

Quando a gente não espera
A desgraça se aproxima
Nisso, um menino que estava na cantoria, caiu e Chico completou:

Caiu ali um menino
Ficou de perna pra cima
Eu tive um susto tão grande
Que quase perdia a rima.

Numa cantoria com Ivanildo Vila Nova, em que, Vila já havia cantado 165 estrofes sobre a guerra da Alemanha, terminou uma estrofe dizendo:

Você perdeu o cartaz
Que ganhou no Seridó
Juntou todos seus chaleiras
Que havia em Mossoró
Veio aqui pra me açoitar
Apanhou de fazer dó

Chico Pedra respondeu:

A turma de Mossoró
Não gritou nem bateu palma
Mas os teus bajuladores
Perderam de tudo a calma
Mostrando a miséria negra
Que tem no fundo da alma

Cantando com António Nunes de França (1962), Antônio fez sua estrofe dizendo:

Com esse inverno abundante
Todo clamor se desperta
De manhã as Neves brancas
Beijam a face da Serra
E o claro do pai dos astros
Consola os filhos da terra

Chico Pedra aproveitando a deixa, disse:

Deus, o poder que não erra
Criou terra, céu e mar
Água, fogo, treva e luz
Vida, morte, tempo e ar
A chuva que molha as plantas
E o vento para secar

Cantando com Louro Branco, Louro terminou sua estrofe dizendo:

A flor emurchece e cai
A fruta que fica cheira

Chico Pedra em cima da bucha disse:

Eu sou como a bananeira
Que plantada, cresce e flora
Frutifica, o dono colhe
Corta a haste e joga fora
O pé cortado emurchece
O tronco que fica chora

Cantando com Hercílio Pinheiro, Hercílio fez essa estrofe:

Já cantei muito com Dimas
E enfrentei Otacílio
Hoje ninguém lhe defende
De sofrer nas mãos de Hercílio
Vivo da terra não vem
Do céu não lhe chega auxílio

Chico Pedra fez essa estrofe:

Você Dimas e Otacílio
São cantadores de classe
Mas pra surrar Chico Pedra
Nunca nasceu e nem nasce
Só se Deus se arrependesse
É o dom que me deu tomasse

Cantando com Apolônio Cardoso, surgiu o seguinte mote:
Eu bebo para esquecer
As mágoas da minha vida
Entre muitas estrofes destacou-se essa:

Eu sou como pedra preta
Que ninguém olha pra ela
Já tive uma cara bela
Hoje só tenho careta
Vivo como a borboleta
Que vive sem ser nascida
Beijando uma flor pendida
Sem coisa alguma colher
Eu bebo para esquecer
As mágoas da minha vida

Uma décima, falando das aves do sertão

Entre as aves do campo tem cancão
Asa branca, rolinha e juriti
Condoniz, beija-flor e bentivi
Papacebo, anum preto e azulão
Curicaca, coruja e gavião
Periquito, canário e jaçanã
Siriema, peitica e acauã
Caboré, zabelê e bacurau
Tem xexeu, tico-tico e pica-pau
João de barro, concriz e ribaçã

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