Cadeira 10: João Almir

João Almir Mendes de Sousa

 

João Almir Mendes de Sousa é piauiense, nascido em Marcos Parente, em 23 de junho de 1969. É escritor, cordelista, produtor, gestor cultural, pesquisador e dirigente do Ponto de Cultura Tríade. Membro fundador do CTN – Centro de Tradições Nordestinas e do Grupo Cordel Improvisado. É acadêmico da Academia literária virtual do clube da poesia nordestina ocupando a cadeira no 145 cujo Patrono é o Poeta Firmino Teixeira do Amaral (1896-1926). Atuou também como secretário e diretor de Cultura de Luziânia (GO), vindo a criar vários projetos socioculturais no município.
Começou trabalhar desde moço, tendo como sua vocação inicial era torna-se vaqueiro, profissão muito difundida e digna nos sertões do Piauí. Aos 15 anos, tornou-se pedreiro. Período também que passou a se dedicar mais na criação de versos da literatura de cordel, e sua primeira publicação foi o folheto intitulado Joaozinho Sonhador.
Pedagogo e pós-graduado em Educação e Patrimônio Cultural e Artístico, formação em Gestão Cultural ambos pela Universidade de Brasília – UNB.
Curso de extensão universitária Literatura Cearense – Universidade Aberta do Nordeste da Fundação Demócrito Rocha.
Idealizador do projeto Cordeliando criado em 2016 a partir do lançamento do Livro Cordeliando composto por 6 (seis) folhetos de cordéis. A iniciativa tem por finalidade difundir e fomentar a literatura de cordel e suas características, em espaço formal, não formal comunidades e também de forma digital. Tem por  objetivo contribuir com os novos autores e veteranos na publicação e divulgação de suas produções literárias.
Autor premiado em 2018, com o Prêmio Cultura Popular – Selma do Coco  (Ministério da Cultura) Mestre da Cultura Popular, Prêmio Cultura Viva (FAC-DF), como Agente Comunitário de Base da Cultura. Em 2020 foi agraciado com o prêmio do Edital Gran Circular – Lei Aldir Blanc – Coletivo Ponto de Cultura Tríade.

 

Patrono

Poeta Firmino Teixeira do Amaral

Poeta popular e jornalista piauiense, Firmino Teixeira do Amaral nasceu na localidade de Bezerro Morto, então pertencente à Amarração, hoje Luís Correia, Piauí, em 1896 e faleceu precocemente, aos 30 anos (1926), em Parnaíba, Piauí.
Considerado o mais brilhante poeta popular do Piauí.
Nasceu no povoado de Amarração (Luís Correia-PI) e mudou-se muito jovem para Belém-PA, tornando-se o principal poeta da Editora Guajarina, fundada pelo pernambucano Francisco Lopes e funcionou por 14 anos (1914-1942). Foi ele quem escreveu a famosa Peleja de Cego Aderaldo com Zé Pretinho do Tucum, tida por muitos como real, mas, ao que tudo indica, foi fruto de sua imaginação. E foi a partir desta consagrada obra que ele criou um novo gênero na cantoria: o “trava-língua”. Portanto é Firmino o pai desse gênero.
Autor da célebre Peleja de Cego Aderaldo com Zé Pretinho do Tucum (1916), que muitos consideram real, tudo indica que foi ficção; chegou a ser gravada por Nara Leão e João do Vale no disco OPINIÃO (Philips, novembro de 1964).

Peleja do Cego Aderaldo com Zé Pretinho dos Tucuns

“Apreciem, meus leitores,
Uma forte discussão,
Que tive com Zé Pretinho,
Um cantador do sertão,
O qual, no tanger do verso,
Vencia qualquer questão.
Um dia, determinei
A sair do Quixadá
Uma das belas cidades
Do estado do Ceará.
Fui até o Piauí,
Ver os cantores de lá.
Me hospedei na Pimenteira
Depois em Alagoinha;
Cantei no Campo Maior,
No Angico e na Baixinha.
De lá eu tive um convite
Para cantar na Varzinha.

[…]”

FONTES CONSULTADAS
Grandes Cordelistas | ABLC

É idealizador dos seguintes projetos socioculturais:
 Festejos Juninos – Arraiá Tio João – executado 12 edições;
 Semana do Folclore – executado 7 edições;
 Ponto de Cultura Tríade – criado em 2007;
 Projeto Cordeliando Pela Literatura de Cordel – criado em 2016.
Produções literárias:

 Livro Cordeliando – composto por 6 cordéis – 2016
 Livro Curiosidades de Luziânia em Cordel – 2018
 Livro Tinguis Di Repente 50 – 2018
 Livro Por Uma Cultura Desenvolvida – 2020
 Cordel Luziânia O descobrimento;
 Cordel Luziânia O Patrimônio Imaterial;
 Cordel Luziânia O Patrimônio material;
 Cordel Arraiá do Tio João;
 Cordel História de Brasília 60 Anos;
 Cordel História de Taguatinga 62 anos;
 Cordel Dona Chica e o Pé de Pequi;
 Cordel a Vida e o Futuro Pós – Pandemia;
 Cordel Calango cedido par rede de Escolas Salesianos – Livro didático
7o ano – 2020

 

Produção em Homenagem aos 60 anos da Capital Federal, publicado na A Revista Com
Censo (RCC) é um periódico científico, Jornadas do Patrimônio do Distrito Federal
2020.

Cordel Brasília 60 Anos

O Distrito Federal
Tem impressão de ser distante
Mas parece ficar próximo
De todos a todo instante,
Pois ali nossos destinos
Pensa cada governante.

Cidade miscigenada
De cultura e religião
Com os vários desafios
Que enfrenta a população
E nesses sessenta anos
Tem muita aglomeração.

Tem na arte dessa gente
As diversas expressões
Da cultura popular
E outras manifestações,
O boi de seu Teodoro
Que sempre atrai multidões.

Nossos festejos juninos
Movimenta os quadrilheiros
A arte urbana é presente
Com os artistas grafiteiros
Já a música é bem ampla
Hip Hop e forrozeiros…

ISSN 2359-2494. Disponível em: . Acesso em: 25 mar. 2021. Introdução ao Dossiê |
Revista Com Censo: Estudos Educacionais do Distrito Federal

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