Cadeira 12: Rena Bezerra

 

 

 

 

Rena Bezerra, nascido aos 02/11/1969 no Sítio Alto dos Bezerras, São José de Princesa – PB, filho do agricultor Edilson Bezerra Leite e da professora Rita Henriques de Siqueira, é poeta cordelista, sonetista e contador de ‘causos’. É membro da APLA (Academia Princesense de Letras e Artes). Iniciou seus estudos aos 07 anos de idade no ano de 1977 na Escola Estadual Dep. Nominando Muniz Diniz na antiga Vila São José, hoje cidade de São José de Princesa – PB concluindo assim o primário, daí foi cursar o ginásio em 1981 na Escola Cenecista Nossa Senhora do Bom Conselho em Princesa Isabel, concluindo no ano de 1984 com 14 anos, no ano seguinte, já em 1985 iniciou o 1º Científico, (hoje o médio) na mesma escola Cenecista, em 1986 foi estudar em Campina Grande já cursando o 2º ano e 3º, concluindo assim o científico. Em 1989 prestou vestibular para Biologia na Faculdade de Formação de Professores de Arcoverde- PE -FAFOPA tendo obtido êxito no vestibular e concluindo o curso superior no ano de 1993.

Com 09 anos (1979) já declamava na escola poemas de grandes poetas, aos 14 (1984) descobriu que levava jeito com as rimas nas aulas de literatura e vendo nas feiras livres os cordelistas lendo para seu público que fiel, os mais variados títulos, como O Pavão Misterioso, A Donzela Theodora, Coco Verde e Melancia, entre outros, em casa tentava fazer suas primeiras glosas e em 1986 (com 16 anos) fez seu primeiro cordel intitulado “O Morto Que não Morreu”, hoje tem mais de 100 títulos de cordéis escritos, e lançados na praça são 20 números, e ainda participou da coletânea das sete edições do Festival Vamos Fazer Poesia. Eis alguns dos títulos em cordel:

– O Morto que não morreu 1986;

– Se Você For vou Morrer na Solidão, 1989;

– A Capação do Jumento e a Inocência do Menino, 1994;

– Frei Damião “O Mensageiro de Deus”, 1997;

– Velei-me Meu “Padim Ciço”, 1997;

– A Infância do Rico e a do Pobre, 1999;

– A Diversidade Religiosa, 2000,

– Casa de Matuto Tem, 2013;

– A Primeira Vez de Um Matuto, 2013;

– O Encontro de Lampião com o Caboclo Marcolino, 2015;

– Cangaceiro Meia-Noite, “Bravura, amor, ódio e traição”, 2015;

– O Caloteiro- 2017;

– O Velho Bernardo e a Onça que falava, 2017;

– O Quilombo do Livramento, 2017;

– Princesa e Seus Topônimos “As ruas da Minha História”, 2017;

– Linda Flor Pajeuzeira, 2018;

– O Que Não Falta no Sertão é Solidariedade, 2019;

– Ilustres Anônimos da Minha Terra, 2019.

 

Patrono

Ronaldo Cunha Lima

 

 

Ronaldo José da Cunha Lima (Guarabira, 18 de março de 1936 – João Pessoa, 7 de julho de 2012) foi um advogado, promotor de justiça, professor, poeta e político brasileiro. Durante sua carreira política foi vereador de Campina Grande, deputado estadual da Paraíba por dois mandatos consecutivos, prefeito de Campina Grande em duas ocasiões, governador da Paraíba, senador da república e eleito deputado federal por duas vezes.

Também foi conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil e membro da Academia Paraibana de Letras.
Estudou no Colégio Pio X e no Colégio Estadual do Prata em Campina Grande. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito da Universidade Federal da Paraíba. Foi casado com Maria da Glória Rodrigues da Cunha Lima com quem tem 4 filhos: Ronaldo Cunha Lima Filho, Cássio Cunha Lima, Glauce (Gal) Cunha Lima e Savigny Cunha Lima.

Em 1951 iniciou a vida como vendedor de jornais, depois como garçom, no restaurante do seu irmão Aluísio, e trabalhou na Associação Comercial de Campina Grande, na Rede Ferroviária do Nordeste e no Cartório de Dona Nevinha Tavares. Tudo isso para custear os seus estudos e ajudar nas despesas domésticas, porque o seu pai, Demóstenes Cunha Lima, ex-prefeito de Araruna, faleceu muito cedo, deixando sua mãe Dona “Nenzinha” com a responsabilidade de criar e educar uma família numerosa. Ronaldo também desde jovem já demonstrava vocação para a política.

Carreira política

Ainda estudante, Ronaldo foi representante estudantil e vice-presidente do Centro Estudantil Campinense.
Começou a sua carreira política sendo vereador de Campina Grande pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), deputado estadual por dois mandatos, e prefeito eleito em 1968, já pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Em 14 de março de 1969 teve os seus direitos políticos cassados, passando dez anos no ostracismo, indo para São Paulo e depois para o Rio de Janeiro recomeçando a sua carreira de advogado. Anistiado, em 1982, foi reconduzido à prefeitura de Campina Grande pelo voto popular, no seu mandato à frente da PMCG (1983/1989) teve como vice-prefeito Antônio de Carvalho Souza, um vice muito atuante na Administração, o qual assumiu a titularidade da gestão por trinta e três vezes no curso do mandato. Reconstruiu o Parque do Povo que por sua vez foi idealizado e primeiramente construído pelo ex-deputado federal Enivaldo Ribeiro, a terceira adutora, a Casa do Poeta, dentre outras obras. Foi governador do estado da Paraíba (1991/1994), Senador da República (1995/2002) e foi deputado federal, eleito em pela 1ª vez em 2002 com mais de 95 mil votos e reeleito em 2006 com 124.192 votos.

Poesia

Membro da Academia Campinense de Letras, Membro do Conselho Federal da OAB. Ronaldo Cunha Lima ingressou na Academia de Letras em 11 de março de 1994, saudado pelo acadêmico Amaury Vasconcelos. Em 2004, Ronaldo foi indicado para ocupar uma cadeira na Academia Paraibana de Letras (APL).[4]
Ronaldo, lançou, entre outros livros, são eles:
• 50 canções de amor e um poema de espera, 1955;
• Alice Carneiro: Imagem da Mulher Paraibana a Serviço das Grandes Causas, 1977
• Perfil do Município, 1984;
• 13 Poemas Pinturas de Carlos Furtado, 1986
• Estado e Município na Reprodução do Espaço, 1991;
• Poemas de sala e quarto, 1992;
• A Serviço da Poesia, 1993
• Versos gramaticais, 1994;
• A Seu Serviço, 1995;
• Legislação Eleitoral, 1997
• Livro dos tercetos – Em defesa da língua portuguesa (discurso no Senado Federal, 1998);
• Sede de Viver Boqueirão – Ameaça de um Colapso, 1998;
• 3 seis, 5 setes, 4 oitos e 3 noves – grito das águas (discurso no Senado Federal, 1999);
• A seu serviço II, 1999;
• Efeito Vinculante, 1999;
• A seu serviço III, 2000;
• Lei de Responsabilidade Fiscal, 2001;
• Roteiro sentimental – fragmentos humanos e urbanos de Campina Grande, 2001;
• Poesias Forenses, 2002;
• Novo Código Civil – Exposição de Motivos e Texto Sancionado, 2002;
• Poemas amenos, amores demais, 2003;
• Gramática Poética, 2004;
• A Missa Em Versos e Outros Cantos de Fé, 2004
• Eu Nas Entrelinhas – Extratos e Retratos da Minha Vida, 2004;
• Breves e leves poemas, 2005;
• Azul itinerante, poesia policrômica, 2006;
• Sal no rosto – sonetos escolhidos, 2006;
• Princípios e Teorias Criminais, 2006
• As flores na janela sem ninguém – uma história em verso e prosa, 2007.
• Artesanato e Arte Popular na Paraíba, 2007
• Frentes de Emergência – Uma Solução Definitiva, 2008;
• Velas Enfunadas, poemas à beira mar, 2010;
Academia Paraibana de Letras
Ingressou na Academia Paraibana de Letras ocupando a cadeira número 14 em 11 de março de 1994, tendo como patrono Eliseu Elias César. Foi saudado pelo acadêmico Amaury Vasconcelos.

Doença e morte

Seu filho Cássio confirmou no dia 26 de julho de 2011, através do Twitter, a situação da saúde de seu pai. Segundo Cunha Lima, um especialista do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, confirmou o diagnóstico como sendo adenocarcinoma no pulmão esquerdo, causado por fumo excessivo de cigarros. No início de 2012 foi diagnosticado em Ronaldo Cunha lima um quadro moderado de derrame pleural, sendo submetido a pleurodese na cidade de São Paulo.

Já no início do mês de dezembro de 2011 deu entrada no Hospital da Unimed, em João Pessoa, sentindo dores no estômago, quando foi diagnosticada uma gastrite moderada.
Morreu no dia 7 de julho de 2012, em decorrência do câncer que tinha desde 2011, na sua residência, no bairro de Tambaú, em João Pessoa. Mais de 20 mil pessoas acompanharam seu cortejo, em Campina Grande.

8 comentários on “Cadeira 12: Rena Bezerra

  • Josefa Alexandrina da Silva disse:

    Parabéns ao poeta Rena Bezerra, com sua prosa e rima irradia amor, solidariedade e expressa a alma nordestina.

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  • Rosilene Leonardo da Silva disse:

    Parabéns amigo poeta, sinto-me cada dia mais aprendiz diante da pureza dos teus versos e forma peculiar dos teus temas. Um abraço de poetisa.

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  • Nilda Maria Cordeiro Lopes disse:

    Se tenho orgulho? Morro de orgulho de ter um amigo poeta como você. Parabéns e muito sucesso! O abraço ficará para depois, quando nos encontrarmos.”Caso já tenha passado a pandemia “

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  • Miguel Ferreira disse:

    Parabéns meu amigo Rena, pela sua trajetória e talento, retratando com paixão e mantendo vida a cultura nordestina.

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  • Sinto prazer de receber a notícia de seu talento.
    Na cadeira número 12 por força de seu pensamento.
    Você é merecedor, faça seu, seu juramento.
    Não esqueças da história que lhe deu o seu acento!
    Do seu amigo – Dr. Neto.

    Abraço fraterno

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