Cadeira 24: Márcio Fabiano

 

 

 

Márcio Fabiano Monteiro, filho de Arari Aguiar Monteiro e Eni Cardoso Monteiro, nasceu em 25 de maio de 1974, na cidade de Ribeirão Pires-SP. No ano de 2004, migrou para Ribeirão Preto, onde reside até hoje. Poeta desde 2006 (com cerca de 1000 poemas escritos), teve sua participação com poemas em diversos livros de antologias de poemas por diversas editoras, não adotando somente o poema livre, como também praticando diversos gêneros poéticos como o soneto, a trova, o haicai, a aldravia, o camaquiano, a spina, a quinta e o camolê. Iniciou sua carreira como autor de cordel em 2017, ao parafrasear algumas fábulas para o cordel para serem exclusivamente utilizadas na sala de aula com seus alunos. Em 2018, recebeu o prêmio pelo primeiro lugar no I Concurso de Cordel de Ribeirão Preto com a obra “Lucas e a lua”. No ano seguinte, foi selecionado para as antologias de cordel “Anuário do cordel brasileiro” pela Nordestina Editora, e “Um encanto de cordel” pela Editora Cartola. Nos dois últimos anos, tem publicado cordéis curtos em diversas antologias de poesia pelas mais diversas editoras do Brasil, inclusive em edições infantis. Em 2019, foi convidado a fazer a revisão e apresentação do livro “ABC do cordel” de autoria de Zeca Pereira e também convidado a fazer parte do Conselho editorial da Nordestina Editora. O autor dedica-se a oficinas de criação e palestras em sua região com o intuito de difundir a sua obra e a literatura de cordel. Atuando nas mais diversas linhas temáticas do gênero, o poeta confessa tem maior afinidade com as linhas infantil e reflexiva. Faz publicações diárias do “Cordel em doses homeopáticas”, reflexões feitas em forma de uma estrofe única de cordel, em diversas redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter, Linkedln, Tumblr e WhatsApp). Em parceria com Arnaldo Júnior, criou, em 2018, a “Companhia de Cordel Versos em Brasa”que propõe atividades pedagógicas e projetos tendo como base o cordel. Tem participado em projetos de cordel coletivo com cordelistas de todas as regiões do país. Faz parte da União dos Escritores Independentes (UEI) e da Casa do Poeta e do Escritor de Ribeirão Preto. Seus cordéis são lançados de forma independente, desde 2018, sendo o primeiro deles “A maldição de Narciso”, destacando-se, entre seus títulos, “Isadora e Amora”, “Piolin”, “Lucas e a lua”, “Tião Valentão e Rosa Formosa”, Cordel Materno”, “Cordel Natalino”.

 

Patrono

Augusto dos Anjos

 

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos (Sapé, 20 de abril de 1884 — Leopoldina, 12 de novembro de 1914) foi um poeta brasileiro, identificado muitas vezes como simbolista ou parnasiano.Todavia, muitos críticos, como o poeta Ferreira Gullar, preferem identificá-lo como pré-modernista, pois encontramos características nitidamente expressionistas em seus poemas.

É conhecido como um dos poetas mais críticos do seu tempo, focando suas críticas ao idealismo egocentrista que se emergia em sua época, e até hoje sua obra é admirada tanto por leigos como por críticos literários.

Augusto dos Anjos nasceu no Engenho Pau d’Arco, atualmente no município de Sapé, Estado da Paraíba. Foi educado nas primeiras letras pelo pai e estudou no Liceu Paraibano, onde viria a ser professor em 1908. Precoce poeta brasileiro, compôs os primeiros versos aos sete anos de idade.

Em 1903, ingressou no curso de Direito na Faculdade de Direito do Recife, bacharelando-se em 1907. Em 1910 casa-se com Ester Fialho. Seu contato com a leitura influenciaria muito na construção de sua dialética poética e visão de mundo.

Dedicou-se ao magistério, transferindo-se para o Rio de Janeiro, onde foi professor em vários estabelecimentos de ensino. Faleceu em 12 de novembro de 1914, às 4 horas da madrugada, aos 30 anos, em Leopoldina, Minas Gerais, onde era diretor de um grupo escolar. A causa de sua morte foi a pneumonia. Na casa em que residiu durante seus últimos meses de vida funciona hoje o Museu Espaço dos Anjos.
Durante sua vida, publicou vários poemas em periódicos, o primeiro, Saudade, em 1900. Em 1912, publicou seu livro único de poemas, Eu. Após sua morte, seu amigo Órris Soares organizaria uma edição chamada Eu e Outras Poesias, incluindo poemas até então não publicados pelo autor.

A poesia brasileira estava dominada por simbolistas e parnasianos, dos quais o poeta paraibano herdou algumas características formais, mas não de conteúdo. A incapacidade do homem de expressar sua essência através da “língua paralítica” (Anjos, p. 204) e a tentativa de usar o verso para expressar da forma mais crua a realidade seriam sua apropriação do trabalho exaustivo com o verso feito pelo poeta parnasiano. A erudição usada apenas para repetir o modelo formal clássico é rompida por Augusto dos Anjos, que se preocupa em utilizar a forma clássica com um conteúdo que a subverte, através de uma tensão que repudia e é atraída pela ciência.

A obra de Augusto dos Anjos pode ser dividida, não com rigor, em três fases, a primeira sendo muito influenciada pelo simbolismo e sem a originalidade que marcaria as posteriores. A essa fase pertencem Saudade e Versos Íntimos. A segunda possui o caráter de sua visão de mundo peculiar. Um exemplo dessa fase é o soneto Psicologia de um Vencido. A última corresponde à sua produção mais complexa e madura, que inclui Ao Luar.

Sua poesia chocou a muitos, principalmente aos poetas parnasianos, mas hoje é um dos poetas brasileiros que mais foram reeditados. Sua popularidade se deveu principalmente ao sucesso entre as camadas populares brasileiras e à divulgação feita pelos modernistas.
Hoje em dia diversas editoras brasileiras publicam edições de Eu e Outras Poesias.

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