Cadeira 25: Guilherme Teles

 

Guilherme Teles

 

José Guilherme Teles, nasceu em Belém, Pará, em 25 de junho de 1949. É pai de seis filhos e avô de quatro netos. É jornalista, cordelista e professor. Vive e trabalha no Rio de Janeiro desde os anos 1970. Gosta de escrever e escreve prosa e poesia desde os 14 anos. Se auto-classifica como aprendiz de poeta.

Publicou em edição do autor, em 1983, o seu primeiro livro: POEMEUS, experiência poética.

Em 2017 publicou oito cordéis: O Poeta Agradecido, Belém, Cidade das Mangueiras, A Conquista do Brasil, O Coronelismo, O Estado Novo, Conjugação Verbal, Classes de Palavras e As Embalagens e os Impactos Ambientais.
Também em 2017, pela Editora Labra-dor, lançou o livro Pequena História do Rio de Janeiro, em cordel sextilha, com um glossário dos fatos históricos cordelisados na obra.

De 2018 até junho de 2020 já publicou: mais de 60 cordéis sob temas diversificados, como Expressões Nordestinas, Gaúchas, Mineiras, Nortistas e Cariocas, além de homenagens a autores paraenses como Benedicto Monteiro, Dalcídio Jurandir, In-glês de Sousa e Zé Vicente (Lindolfo Mar-ques de Mesquita), o patrono escolhido para a cadeira 25, ocupada pelo autor.

Lançou ainda em 2020, Poemeus II, livro todo em cordel, A menina que perdeu a cabeça (e outras histórias), ficção infanto-juvenil e o seu primeiro romance Os Meni-nos da Mangueira. Todos pelo Clube de Autores.

E-mail: barreirotell@ibest.com.br
Tel.: (21) 99888-3013

 

Patrono

Lindolfo Marques Mesquita (Zé Vicente)

 

ZÉ VICENTE é pseudônimo Lindolfo Marques Mesquita, poeta popular nascido em Belém, no dia 11 de janeiro de 1898.

Na década de 1920, fez carreira no jornalis-mo. Trabalhou como repórter da Folha do Norte, onde criou uma coluna com crônicas humorísti-cas, intitulada Na Polícia e nas Ruas, sob o pseudônimo de Zé Vicente, passando depois a colaborar com O Estado do Pará, também como cronista-humorista.

Com a Revolução de 1930, perdeu o emprego no jornal. Em fevereiro de 1932, lançou pe-la Guajarina, um folheto de cordel autobiográfico narrando a situação:

Eu já quase não sabia /Se ainda era brasileiro,
Pois até os meus patrícios /Me expulsaram do terreiro
E eu vivia, minha gente, /Na minha terra – estrangeiro.

É provável, que seu primeiro folheto publi-cado pela Guajarina tenha sido O azar, a cruz e o diabo: divertida história do homem mais aza-rado do mundo (com 38 sextilhas), porém não há indicação da data de impressão. Publicou ainda, antes de 1930, O Pixininga (22 sextilhas), que conta a história de um novilho, assim de-nominado.

Além de jornalista, ativista político e poeta de cordel, Lindolfo Mesquita ocupou diversos cargos na administração pública e na política no seu estado natal. Foi prefeito da cidade paraense de Vigia, durante o Estado Novo (1933); diretor do Departamento Estadual de Imprensa e Pro-paganda (DEIP), Aposentou-se em 8 de fevereiro de 1968.

Autor de diversos folhetos de cordel, no final da década de 1930 escreveu o clássico A greve dos bichos, com 62 sextilhas, uma crítica de costumes sobre a inutilidade das greves no mundo dos animais. Lançado pela Guajarina, em 1939, possui inúmeras edições publicadas tanto no Pará como em estados do Nordeste do Brasil.

Zé Vicente abordava assuntos políticos e sociais, assim como histórias de animais e de valentões.

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