Cadeira 31: Cleber Duarte

Cleber Duarte

 

Francisco Cleber Duarte Furtado, administrador de empresas por formação, analista de compras por profissão e poeta por condição, nasceu em Umarizal, RN, em 13 de maio de 1980.

Filho do pedreiro, pescador, caçador e agricultor João Furtado Sobrinho e da Dona de casa Ivete das Chagas Duarte Furtado, ambos filhos da mesma cidade potiguar. O poeta tem como irmãos: Kleiton Duarte e Cleuma Duarte.

Residia com seus pais, seus irmãos e sua avó paterna, Maria Rita da Conceição, desde o nascimento até próximo a maior de idade.
Em maio de 1998, prestes à completar os seus 18 anos, após terminar o ensino médio no ano anterior, o poeta decidiu partir de sua terra natal, em busca de oportunidades na cidade de Brasília – DF, onde residiam os seus avós maternos: Luiz Celestino das Chagas e Rita Duarte Oliveira, morou com eles durante 10 anos e em seguida passou a morar sozinho e posteriormente com seus irmãos.

Cleber teve como seu primeiro trabalho na capital federal, ser empacotador numa loja de calçados, ficando apenas o período de experiência, pois não tinha trato, habilidades em fazer os pacotes e embalagens, especialmente nos embrulhos para presentes. Em dezembro do mesmo ano em que chegou e da experiência sem sucesso na loja de calçados, conseguiu um trabalho numa livraria do aeroporto, onde a partir dali, passou a conviver com os livros, tanto física como culturalmente. Após o primeiro trabalho em livraria, trabalhou por mais 14 anos na área, onde optou por sair, pois vislumbrava trabalhar na sua área de formação.

Em junho de 2004, ingressou na faculdade privada no curso de Administração, se formando em meados de 2008.

Já no cargo de gestão da última empresa do ramo literário, sendo essa especializada em concursos públicos, o mesmo decidiu mudar de ares e apostar na profissão que escolheu se formar, desde então, mais precisamente, a partir de 2012, Cleber tornou-se comprador, analista de compras em indústrias alimentícias da região, função essa que exerce desde então.

Ainda em 2012, conheceu a sua esposa, Rosileide no qual se casaram quase que de imediato e passaram a morar juntos no mesmo ano. 06 anos após, mais precisamente em 18 de janeiro de 2018, tiveram o Vinícius, filho amado e muito esperado pelo casal.

Foi a partir do nascimento do seu filho, que Cleber se descobriu um poeta, passou a escrever homenagens rimadas aos seus amigos mais próximos, ainda muito fora da métrica, algumas vezes sem rima, mas sempre com oração e coração. Diante disso, buscou aperfeiçoar-se nas poesias de cordel e foi indicado à participar do Projeto Cultural Cordel Improvisado, grupo esse de whatsapp, com diversos poetas experientes, no qual aprendeu muito e ainda aprende até hoje. Em seguida ingressou através de convites em mais alguns grupos de poesia na plataforma de bate-papo, sendo alguns deles: “Um pouco de mim…”; Amantes da Poesia; Cordel, Repente e Viola; Clube da Poesia Nordestina, dentre outros. Grupos esses que também te deram e dão suportes na aprendizagem, incentivam no processo de aperfeiçoamento e prática cotidiana da poesia popular nordestina.
Seu primeiro livreto, foi um Cordel Intitulado de: “Decassílabos de um Poeta em Construção”, uma coletânea das primeiras glosas em dez versos, publicado em 2018 pela Editora Cordelaria Castro.

 

Participou também de alguns projetos culturais de Cordéis Coletivos Impressos, tais como:

2018 – Cordel Coletivo “Se eu tivesse outra chance de nascer…” – Organizado pelo Poeta: El Gorrión
2018 – Cordel em Homenagem ao Rio São Francisco – Organizado pela Poetisa: Graciele Castro
2019 – Cordel em Homenagem às vítimas de Mariana e Brumadinho – Organizado pelo Poeta: Marconi Araújo
2020 – Cordel – As Gigantes Lições do Coronavírus – Organizado pelo Poeta: Marconi Araújo
2020 – Livro Coletânea Vamos Fazer Poesia 7ª edição – Organizado pelo Poeta: Iranildo Marques
2020 – Livro Coletânea em Homenagem à Mulher – Clube da Poesia Nordestina – Organizado pelo Poeta Iranildo Marques
2020 – Livro Coletânea em Homenagem às Mães – Clube da Poesia Nordestina – Organizado pelo Poeta Iranildo Marques

Em maio de 2020, o Poeta Cleber Duarte, é convidado a fazer parte da Academia Literária Virtual do Clube da Poesia Nordestina (ALVCPN), tornando-se egresso da cadeira de nº 31, tendo como seu Patrono o Escritor: Machado de Assis.

Boas inspirações e muita poesia.

 

Patrono

 

Machado de Assis

 

Machado de Assis (Joaquim Maria Machado de Assis), jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 21 de junho de 1839, e faleceu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908. É o fundador da cadeira nº. 23 da Academia Brasileira de Letras. Velho amigo e admirador de José de Alencar, que morrera cerca de vinte anos antes da fundação da ABL, era natural que Machado escolhesse o nome do autor de O Guarani para seu patrono. Ocupou por mais de dez anos a presidência da Academia, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis.

Filho do pintor e dourador Francisco José de Assis e da açoriana Maria Leopoldina Machado de Assis, perdeu a mãe muito cedo, pouco mais se conhecendo de sua infância e início da adolescência. Foi criado no Morro do Livramento. Sem meios para cursos regulares, estudou como pôde e, em 1854, com 15 anos incompletos, publicou o primeiro trabalho literário, o soneto “À Ilma. Sra. D.P.J.A.”, no Periódico dos Pobres, número datado de 3 de outubro de 1854. Em 1856, entrou para a Imprensa Nacional, como aprendiz de tipógrafo, e lá conheceu Manuel Antônio de Almeida, que se tornou seu protetor. Em 1858, era revisor e colaborador no Correio Mercantil e, em 1860, a convite de Quintino Bocaiúva, passou a pertencer à redação do Diário do Rio de Janeiro. Escrevia regularmente também para a revista O Espelho, onde estreou como crítico teatral, a Semana Ilustrada e o Jornal das Famílias, no qual publicou de preferência contos.

O primeiro livro publicado por Machado de Assis foi a tradução de Queda que as mulheres têm para os tolos (1861), impresso na tipografia de Paula Brito. Em 1862, era censor teatral, cargo não remunerado, mas que lhe dava ingresso livre nos teatros. Começou também a colaborar em O Futuro, órgão dirigido por Faustino Xavier de Novais, irmão de sua futura esposa. Seu primeiro livro de poesias, Crisálidas, saiu em 1864. Em 1867, foi nomeado ajudante do diretor de publicação do Diário Oficial. Em agosto de 1869, morreu Faustino Xavier de Novais e, menos de três meses depois (12 de novembro de 1869), Machado de Assis se casou com a irmã do amigo, Carolina Augusta Xavier de Novais. Foi companheira perfeita durante 35 anos.

O primeiro romance de Machado, Ressurreição, saiu em 1872. No ano seguinte, o escritor foi nomeado primeiro oficial da Secretaria de Estado do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, iniciando assim a carreira de burocrata que lhe seria até o fim o meio principal de sobrevivência. Em 1874, O Globo (jornal de Quintino Bocaiúva), publicou em folhetins, o romance A mão e a luva. Intensificou a colaboração em jornais e revistas, como O Cruzeiro, A Estação, Revista Brasileira (ainda na fase Midosi), escrevendo crônicas, contos, poesia, romances, que iam saindo em folhetins e depois eram publicados em livros. Uma de suas peças, Tu, só tu, puro amor, foi levada à cena no Imperial Teatro Dom Pedro II (junho de 1880), por ocasião das festas organizadas pelo Real Gabinete Português de Leitura para comemorar o tricentenário de Camões, e para essa celebração especialmente escrita. De 1881 a 1897, publicou na Gazeta de Notícias as suas melhores crônicas. Em 1880, o poeta Pedro Luís Pereira de Sousa assumiu o cargo de ministro interino da Agricultura, Comércio e Obras Públicas e convidou Machado de Assis para seu oficial de gabinete (ele já estivera no posto, antes, no gabinete de Manuel Buarque de Macedo). Em 1881 saiu o livro que daria uma nova direção à carreira literária de Machado de Assis – Memórias póstumas de Brás Cubas, que ele publicara em folhetins na Revista Brasileira de 15 de março a 15 de dezembro de 1880. Revelou-se também extraordinário contista em Papéis avulsos (1882) e nas várias coletâneas de contos que se seguiram. Em 1889, foi promovido a diretor da Diretoria do Comércio no Ministério em que servia.

Grande amigo de José Veríssimo, continuou colaborando na Revista Brasileira também na fase dirigida pelo escritor paraense. Do grupo de intelectuais que se reunia na redação da Revista, e principalmente de Lúcio de Mendonça, partiu a ideia da criação da Academia Brasileira de Letras, projeto que Machado de Assis apoiou desde o início. Comparecia às reuniões preparatórias e, no dia 28 de janeiro de 1897, quando se instalou a Academia, foi eleito presidente da instituição, à qual ele se devotou até o fim da vida.

A obra de Machado de Assis abrange, praticamente, todos os gêneros literários. Na poesia, inicia com o romantismo de Crisálidas (1864) e Falenas (1870), passando pelo Indianismo em Americanas (1875), e o parnasianismo em Ocidentais (1901). Paralelamente, apareciam as coletâneas de Contos fluminenses (1870) e Histórias da meia-noite (1873); os romances Ressurreição (1872), A mão e a luva (1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878), considerados como pertencentes ao seu período romântico.

A partir daí, Machado de Assis entrou na grande fase das obras-primas, que fogem a qualquer denominação de escola literária e que o tornaram o escritor maior das letras brasileiras e um dos maiores autores da literatura de língua portuguesa.

A obra de Machado de Assis foi, em vida do Autor, editada pela Livraria Garnier, desde 1869; em 1937, W. M. Jackson, do Rio de Janeiro, publicou as Obras completas, em 31 volumes. Raimundo Magalhães Júnior organizou e publicou, pela Civilização Brasileira, os seguintes volumes de Machado de Assis: Contos e crônicas (1958); Contos esparsos (1956); Contos esquecidos (1956); Contos recolhidos (1956); Contos avulsos (1956); Contos sem data (1956); Crônicas de Lélio (1958); Diálogos e reflexões de um relojoeiro (1956).

Fonte: http://www.academia.org.br/academicos/machado-de-assis/biografia

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