Cadeira 49: Francisco Ribeiro dos Santos

 

 

 

Francisco Ribeiro dos Santos, nasceu no ano de 1972, em Lago da Pedra- MA, reside atualmente na cidade de Lucas do Rio Verde- MT. Professor e escritor dedicam-se, no momento, a participar de livros coletivos com 10 já publicados sendo dois livros de poesia infantil publicado individual. Ama viajar conhecer novas culturas e é membro do Núcleo de Artes e Letras de Portugal. Com formação em Letras e Literaturas e Pedagogia. Mestre em Ciências da Educação.

 

Patrono

 

Gonçalves Dias

 

 

Gonçalves Dias (1823-1864) foi um poeta, professor, jornalista e teatrólogo brasileiro. É lembrado como o grande poeta indianista da Primeira Geração Romântica. Deu romantismo ao tema índio e uma feição nacional à sua literatura. É lembrado como um dos melhores poetas líricos da literatura brasileira. É Patrono da cadeira nº. 15 da Academia Brasileira de Letras.

Antônio Gonçalves Dias nasceu em Caxias, Maranhão, no dia 10 de agosto de 1823. Filho de um comerciante português e uma mestiça viveu em um meio social conturbado. Durante os anos da infância, ajudou seu pai no comércio, ao mesmo tempo, que recebeu educação de um professor particular.

Em 1838, viajou para Coimbra e ingressou no Colégio das Artes, onde concluiu o curso secundário. Em 1840 matriculou-se na Universidade de Direito de Coimbra, onde teve contato com escritores do romantismo português, entre eles, Almeida Garrett, Alexandre Herculano e Feliciano de Castilho.

Durante sua permanência em Coimbra, escreveu a maior parte de suas obras, inclusive a famosa “Canção do Exílio” (1843), onde expressa o sentimento da solidão e do exílio. Em 1845, depois de formado em Direito, Gonçalves Dias retornou para o Maranhão, indo no ano seguinte morar no Rio de Janeiro procurando integrar-se ao meio literário.

Em 1847, com a publicação de “Primeiros Cantos”, conseguiu sucesso e o reconhecimento do público. Recebeu elogios de Alexandre Herculano, poeta romântico português. Ao apresentar o livro, Gonçalves Dias confessa: “Dei o nome Primeiros Cantos às poesias que agora público, porque espero que não sejam as últimas”. Em 1848 publica o livro “Segundos Cantos”.

Em 1849, é nomeado professor de Latim e História do Brasil no Colégio Pedro II. Durante esse período escreveu para várias publicações, entre elas, o Jornal do Comércio, a Gazeta Mercantil e para o Correio da Tarde. Nessa época funda a Revista Literária Guanabara.

Em 1851, Gonçalves Dias publica o livro, “Últimos Cantos”. Regressa ao Maranhão e conhece Ana Amélia Ferreira do Vale, por quem se apaixona, mas por ser mestiço não tem o consentimento da família dela que proíbe o casamento. Mais tarde casa-se com Olímpia da Costa.

Gonçalves Dias exerceu o cargo de oficial da Secretaria de Negócios Estrangeiros, foi várias vezes à Europa e em 1854, em Portugal, encontra-se com Ana Amélia, já casada. Esse encontro inspira o poeta a escrever o poema “Ainda Uma Vez — Adeus!”.

Em 1862, Antônio Gonçalves Dias vai à Europa para tratamento de saúde. Sem resultados embarca de volta no dia 10 de setembro de 1864, porém o navio francês Ville de Boulogne em que estava, naufraga perto do Farol de Itacolomi, na costa do Maranhão, onde o poeta falece.

Gonçalves Dias faleceu na costa do Maranhão, no dia 3 de novembro de 1864.

Obras de Gonçalves Dias

  • Beatriz Cenci, teatro, 1843
  • Canção do Exílio, 1843
  • Patkull, teatro, 1843
  • Meditação, 1845
  • O Canto do Piaga, 1846
  • Primeiros Cantos, 1847
  • Leonor de Mendonça, 1847
  • Segundos Cantos, 1848
  • Sextilhas do Frei Antão, 1848
  • Últimos Cantos, 1851
  • I – Juca Pirama, 1851
  • Cantos, 1857
  • Os Timbiras,1857 (inacabado)
  • Dicionário da Língua Tupi, 1858
  • Liria Varia, 1869, obra póstuma)
  • Canção do Tamoio
  • Leito de Folhas Verdes
  • Marabá
  • Se se Morrer de Amor
  • Ainda Uma Vez
  • Seus Olhos
  • Canto de Morte
  • Meu Anjo, Escuta
  • Olhos Verdes
  • O Canto do Guerreiro
  • O Canto do Índio
  • Se Te Amo, Não Sei

 

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