Cadeira 57: Bento Sales

 

 

 

 

Bento Vieira Sales nasceu em 21 de março de 1968 na cidade de Independência, estado do Ceará. Alfabetou-se no Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL). Em 1983, mudou-se para Brasília, onde começou os estudos formais. Voltou para sua cidade natal no ano seguinte e, fazendo cursos supletivos, concluiu o ensino fundamental (antigo primeiro grau) em 1986. Em 1987, então com 18 anos, fora para a cidade de Amparo, estado de São Paulo, porém não estudou em razão de não encontrar vaga. Em 1988, mudou-se para Manaus, Amazonas, onde recomeçou os estudos, concluindo o nível médio (antigo segundo grau) em 1990. Após várias tentativas em outras áreas, em 1996, conseguiu passar no vestibular para Letras, Língua Portuguesa da Universidade Federal do Amazonas, concluindo em 2000.  A poesia está na genética e genealogia familiar tanto da parte paterna quanto da materna. Escreve cordel, conto, música, poemas em geral, como soneto, haicai e etc.

Publicou um cordel impresso intitulado O País do Faz-de-Conta, que já está na segunda edição. Lecionou algum tempo Português e Literatura, porém, atualmente, é comerciante. Participou do concurso literário Vamos Fazer Poesia de 2019, em Serra Talhada, Pernambuco, promovido pelo poeta e produtor cultural Iranildo Marques. Teve também participação nos livros de cordel coletivo: Cordelistas em defesa da Amazônia, em 2019 e Diga não à violência doméstica, em 2020, organizados pelo poeta Zeca Pereira.

Apesar de ter iniciado os estudos formais já um pouco tardio, em virtude de desajustes paternos, é um leitor inveterado, aficionado, sobretudo por literatura e conhecimentos gerais. É um autodidata inato. Está sempre à procura de um novo conhecimento.

 

Patrono

Ariano Suassuna

 

 

Ariano Suassuna foi um dramaturgo, romancista, poeta e professor brasileiro. Sua obra é conhecida por expressar a cultura e as tradições da região Nordeste.  Ele é autor do Auto da Compadecida, considerado uma obra-prima da literatura brasileira.

Ariano Vilar Suassuna nasceu em João Pessoa, Paraíba, em 16 de junho de 1927. Faleceu em 23 de julho de 2014, em Recife, Pernambuco. Era casado e teve seis filhos. Ele cresceu na Fazenda Acauhan, no sertão do estado. Durante a Revolução de 1930, seu pai, ex-presidente (governador) da Paraíba, foi assassinado por motivos políticos, e a família mudou-se para Taperoá, Paraíba, onde morou até 1937.

Na adolescência, Suassuna foi morar em Recife, Pernambuco, onde completou os estudos escolares e formou-se em direito, em 1950. Durante os anos de faculdade, ele fundou com colegas o Teatro do Estudante de Pernambuco (TEP) e o Movimento de Cultura Popular (MCP). Por um breve período, combinou a carreira de advogado com a de dramaturgo.

O trabalho de Suassuna se destaca por valorizar as tradições populares. Suas peças trazem personagens nordestinos, muitos deles inspirados nos folhetos de cordel: o malandro, o sertanejo mentiroso (como João Grilo), o cangaceiro (como Severino de Aracaju), os capangas, entre outros.

Suassuna escreveu suas primeiras peças de teatro ainda na faculdade: Uma mulher vestida de sol (1947) e Cantam as harpas de Sião (1948). Auto da Compadecida, a peça que lhe trouxe fama, foi escrita em 1955. Entre obras de teatro, poesia, romances e ensaios, Suassuna foi autor de cerca de trinta livros. Outros títulos importantes incluem Auto de João da Cruz (1950), A pena e a lei (1959), A farsa da boa preguiça (1960) e Romance d’A Pedra do Reino e o príncipe do sangue do vai-e-volta (1971).

Em seus esforços pela valorização da cultura popular, Suassuna ajudou a fundar dois movimentos importantes. O primeiro, em 1960, foi o Teatro Popular do Nordeste, que pretendia valorizar o saber dos artistas populares e buscar uma maneira nordestina de fazer teatro. O segundo, em 1970, foi o Movimento Armorial, que tinha como objetivo criar uma arte erudita (ou culta) com base na arte popular. Esse movimento envolveu não só teatro, mas também outras formas de arte, como música e dança.

Além de ser escritor, Suassuna teve uma longa carreira como professor da Universidade Federal de Pernambuco. Ele começou a dar aulas em 1956 e só parou em 1994, quando se aposentou. Em 1989, ele foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira de número 32. Ente 1994 e 1998, foi secretário de cultura de Pernambuco. Em 2017, foi publicado postumamente sua última obra Romance de dom Pantero no palco dos pecadores.

Fontes: Encyclopedia Britannica, Wikipedia e o site https://www.todamateria.com.br/ariano-suassuna.

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