Cadeira 59: Lêda Santos

Lêda Santos

 

Lêda Santos, Pernambucana das artes… Professora e amante da literatura, sempre encontrou nas palavras e na música forma simples e bela de ver o mundo. Iniciou seu exercício literário escrevendo relatos cotidianos de sua vida particular, depois passou para os poemas, poesias, citações poéticas e crônicas políticas. Amante da poesia e da nossa cultura, hoje segue com o projeto ” CANTANDO E ENCANTANDO” onde declama seus versos. Descobrindo talentos, hoje está se revelando ao mundo como Cantora e Escritora e uma Poeta acima de tudo. Participante da XI – XII – XII Antologia da SPVO – UBE 60 ANOS e Quartas ás Quatro II; “ALAP – Nas Asas da Emoção IV; “Um sonho de Todos” Vol. I – II e III; “Chuva Literária” Essência Poética I” Antologia de Autores Nordestinos; “Festival: Vamos Fazer Poesias Vol. 5 e 6; “Deusas da Poesia” e seus Predicados; “Cartas Poéticas” Autora do Livro, “Poesias e brincadeiras na sala de aula” UFPE – Edições Paulinas; “Suave Mágica Pedagogia FREINET”; Cordel “A vivência da Educação Física” UFPE ; “Poesias Musicadas “Brincadeiras na sala de aula”; A Poesia em todos os ritmos – “Grupo Multicultural Cantando e Encantando”.

 

Patrono

João da Cruz e Sousa

 

Nasceu dia 24 de novembro de 1861, filho dos escravos alforriados Guilherme da Cruz, mestre-pedreiro, e Carolina Eva da Conceição, João da Cruz desde pequeno recebeu a tutela e uma educação refinada de seu ex-senhor, o marechal Guilherme Xavier de Sousa – de quem adotou o nome de família, Sousa.

A esposa de Guilherme Xavier de Sousa, Dona Clarinda Fagundes Xavier de Sousa, não tinha filhos, e passou a proteger e cuidar da educação de João. Aprendeu francês, latim e grego, além de ter sido discípulo do alemão Fritz Müller, com quem aprendeu Matemática e Ciências Naturais.

Em 1881, dirigiu o jornal Tribuna Popular, no qual combateu a escravidão e o preconceito racial. Em 1883, foi recusado como promotor de Laguna por ser negro.

Em 1885, lançou o primeiro livro, Tropos e Fantasias em parceria com Virgílio Várzea. Cinco anos depois foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como arquivista na Estrada de Ferro Central do Brasil, colaborando também com diversos jornais.
Em fevereiro de 1893, publicou Missal (prosa poética baudelairiana) e em agosto, Broquéis (poesia), dando início ao simbolismo no Brasil que se estende até 1922.

Em novembro desse mesmo ano casou-se com Gavita Gonçalves, também negra, com quem teve quatro filhos, todos mortos prematuramente por tuberculose, levando-a à loucura.

OBRAS

Broquéis (1893, poesia)
Missal (1893, poemas em prosa)
Tropos e Fantasias (1885, poemas em prosa, junto a Virgílio Várzea)
Obra póstuma Editar
Últimos Sonetos (1905)
Evocações (1898, poemas em prosa)
Faróis (1900, poesia)
Outras evocações (1961, poema em prosa)
O livro Derradeiro (1961, poesia)
Dispersos (1961, poemas em prosa)

LEGADO

E FLorianópolis, onde Cruz e Sousa nasceu, o antigo Palácio do Governo recebeu o nome do poeta e lá encontram-se seus restos mortais: é o Palácio Cruz e Souza, prédio eclético que fica próximo a Praça XV de Novembro e é um ponto turístico da cidade. Um grande mural com a imagem do poeta fica no prédio vizinho ao palácio.[7] Além disso, vários municípios o homenageiam usando seu nome para nomear ruas e avenidas.

Sylvio Back dirigiu um filme sobre o poeta lançado em 1998. Interpretou Cruz e Sousa o ator Kadu Karneiro. Todo o texto do filme é só de poemas de Cruz e Sousa.

Em Lages, existe o Clube Cruz e Souza, que preserva a sua história e promove a cultura negra.

Joel Rufino dos Santos publicou em 2012 o romance Claros sussurros de celestes ventos, em que figuram como personagens tanto o poeta quanto a Núbia que dá nome a um poema em Broquéis.

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