Cadeira 61: Magna Fernandes

Magna Fernandes

 

Magna Eugênia Fernandes do Rêgo, nasceu na cidade de Pau dos Ferros/RN no dia 27
de Dezembro de 1989, sendo a primogênita do casal: Francisco Eurimar Fernandes de Paiva e
Apolônia Fernandes de Queiroz Paiva. O casal teve seis filhos ao todo: Magna, Adriano
Leonardo, Marina Maria, Maria do Carmo, Margarida Eloiza e Marisa Aléxia. A família tem
moradia fixa no Povoado de Várzea Nova, zona rural de Encanto/RN. Logo com a dentição,
Magna passou a sofrer com queixas auditivas, onde constatou-se que era uma criança com
deficiência auditiva e os seus pais iniciaram uma carreira em prol de sua saúde. A família de
ambos os lados era bastante religiosa e aos três meses Magna foi batizada tendo como padrinhos
de batismo os tios: Elizabete Paiva e Antônio Alves, de apresentar: Lucélia e de consagrar: Inez
Filha (tia materna).
Filha de pais professores, desde muito cedo Magna tomou gosto pelos estudos,
ingressando na pré-escola na Escola Estadual “Justino Granjeiro” no ano de 1994, quando então
tinha 4 anos. Ao chegar na primeira série, no ano de 1996, já sabia ler fluentemente e realizava
pequenas produções textuais, o incentivo em casa eram os livros da biblioteca da escola de sua
mãe e, mais tarde, os cordéis da coleção de seu pai.
E assim, em meio aos livros, à poesia e à natureza Magna foi crescendo e se destacando
por onde passava. Porém, a primeira produção poética se deu na 6ª série, quando estudava na
Escola Estadual “Cid Rosado” sendo um trabalho prescrito pela professora Aparecida
Granjeiro, que veio a se tornar sua madrinha de Crisma, no ano seguinte, foi contemplada com
o primeiro lugar no concurso FEMINT, promovido pela escola, categoria poesia com o cordel
“Riquezas Nordestinas”. Conforme já prescrito, a religiosidade era uma marca da família da
poetisa, deste modo, após a sua primeira eucaristia, aos 12 anos, Magna tornou-se catequista e
passou a compor diversas pastorais na sua comunidade, na Capela de Nossa Senhora das
Graças, comunidade esta formada em torno de um milagre ocorrido com a tia Graça Souza que
foi quem criou sua mãe.
A partir de então começaram as produções poéticas, com destaque às paixões da
adolescência, bem como as questões revolucionárias próprias desta fase, sendo publicado o
primeiro livro no ano de 2007, intitulado Miscelânea de Versos, quando na época, Magna
realizava cursinho pré-vestibular. Ainda neste ano, Magna foi aprovada para o curso de Letras
na UFRN e ganhou bolsa integral através do Prouni para Psicologia, no Centro Universitário
de João Pessoa-UNIPÊ, sendo esta última a sua escolha. Assim, mudou-se temporariamente
para a capital paraibana para dividir casa com outras estudantes e lutar pela sua graduação, que
ocorreu no ano de 2012 com êxito, tendo formação em Terapia Cognitivo Comportamental e
Terapia Sistêmico Familiar. Também neste ano, foi contemplada com a publicação do poema
“Doses de Amor” na Antologia Brasileira de Novos Poetas, por meio do prêmio Poetize. No
ano seguinte, foi convidada a publicar alguns poemas no livro: “Palavra é arte: Poesia”.
Em 2013 começou a trabalhar no Centro de Referência da Assistência Social, em
Francisco Dantas/RN e em 2014 iniciou os trabalhos com a psicologia clínica na Clínica
Washington Faelante em Pau dos Ferros/RN. Ainda em 2014 foi convidada a trabalhar no
município de Potiretama/CE e em novembro deste ano assumiu por meio de concurso público
o cargo de psicóloga na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Juventude no
município de Mossoró/RN, estando lotada desde então no Núcleo Integral de Apoio à Criança
– NIAC “Pinguinho de Gente”, um acolhimento infantil. O ano de 2015 marcou sua realização
do sonho de infância de ser professora, atuando como docente na atual Faculdade Regional
Jaguaribana (FRJ), que marcou sua carreira enquanto professora de nível superior e pósgraduação abrindo portas para outras instituições. Paralelamente, concluiu a pós-graduação em
Saúde Mental pela Faculdades Integradas de Cruzeiro (FIC).
No ano de 2016 foi o seu enlace matrimonial com Francisco Clenilson de Oliveira Rêgo,
na Capela de Nossa Senhora de Fátima no Sítio Várzea Velha – Encanto/RN, saindo da casa
dos pais e passando a residir com o esposo no Bairro Osvaldo Januário do Rêgo na mesma
cidade. Em 2017 foi aprovada no Mestrado em Letras da UERN, resgatando um antigo desejo
de percorrer os corredores desta faculdade como aluna, sendo aprovada com êxito, obtendo
título no ano de 2019. Também neste ano iniciou a pós-graduação em Neuropsicologia pela
UNICORP e foi aprovada em mais um concurso público, desta vez para o município de
Taboleiro Grande/RN, na Secretaria de Saúde, ficando lotada no Núcleo de Apoio à Saúde da
Família (NASF).
Magna descreve-se como uma pessoa realizada, é amante da família e da Psicologia,
possui uma conta no instagram @magnafernandespsi onde publica conteúdos profissionais e
@magnaeugenia onde divulga suas poesias. O gosto poético sempre foi aguçado, assim como
a paixão pela leitura e escrita, ultimamente dedicou-se mais a escrita de cordéis biográficos,
servidos como homenagens às pessoas e à cultura de sua região como: vaqueiros e cana-deaçúcar.
Foi convidada a fazer parte da Academia Literária Virtual “O Clube da Poesia
Nordestina” no dia 7 de Julho de 2020 e a partir de então foi agraciada com a cadeira nº 125,
escolhendo como patrono o saudoso poeta encantense: Chico Quelé.

 

Patrono

 

Francisco Clemente Sobrinho, conhecido popularmente como “CHICO QUELÉ”,
nasceu aos 20 dias de Julho de 1940, na cidade de Encanto – Rio Grande do Norte, filho de
João Clemente da Silva e Cecilia Maria da Conceição.
Viveu sua infância e juventude na companhia de seus pais e seus 4 irmãos e 2 irmãs,
dedicado ao trabalho da agricultura familiar. Desde cedo demonstrava interesse pela parte de
fazer versos, poesia e cordel, era amante de cantoria entre violeiros ou repentista de viola que
disputavam entre si versos improvisados. Cursou até o quarto ano primário no antigo Grupo
Escolar Joaquim Correia.
Foi tomando gosto por aquela arte que para ele mais parecia uma brincadeira, chegando
a participar de um evento simples e tradicional na região realizado na semana santa conhecido
como “Queda do Judas”, no sábado de aleluia, nesse evento a brincadeira consistia em fazer
versos entre os amigos com todos os pertences Judas, envolvendo os moradores locais,
atividade conhecida como “Testamento do Judas”.
Foi um jovem de vida simples e participativo na comunidade local. Casou-se aos 22
anos com a jovem Rita Urbano de Souza, professora municipal, vindo a constituir uma família
com 6 filhos, sendo 3 homens e 3 mulheres, que ao longo de sua vida somaram-se ainda 3 netos,
2 netas e 2 bisnetos.
Com relação ao trabalho continuou trabalhando na agricultura familiar associando já a
outras atividades na área comercial, iniciando-se como feirante na cidade de Pau dos Ferros
aproximadamente nos anos de 1970, em seguida, pelos anos de 1973 tornou-se proprietário da
panificadora São Francisco seguido também de um comércio chamado “Mercearia” onde já
contava com o apoio da família nas atividades existentes.
Passados alguns anos se desfez da panificadora, mantendo ainda a mercearia e agora
acrescentando uma nova atividade no ramo empresarial como empreiteiro em uma firma
registrada como o nome “Empreiteira Santa Rita” voltada para atividades de construção e
serviços de estradas, rodagens e açudes.
A sua vida também foi marcada com a participação na política local, primeiro ocupando
uma cadeira na câmara municipal como vereador mais bem votado e em anos seguintes como
vice-prefeito na gestão do saudoso Osvaldo Januário do Rego.
Sempre dedicado a família surgiu a oportunidade de mudar-se para Natal junto a esposa
e a maioria dos filhos no ano de 1997. Em Natal construiu um bom círculo de amigos no bairro
Neópolis, onde fixou residência. Nessa oportunidade foram surgindo novas formas de brincar
com as palavras através de versos e poesia, sobre situações do cotidiano, despertando entre os
amigos a admiração pelos versos e o entusiasmado para registra-los em um livro.
Assim, iniciou-se a organização dos escritos com a colaboração dos amigos e o apoio
da família. A publicação do livro que recebeu o título “O Sonho de um Poeta” ocorreu no centro
comunitário do conjunto residencial Jiqui – Bairro de Neópolis – Natal RN, em 15 de Setembro
1998 recebendo aceitação e participação dos amigos e admiradores da poesia.
Devido a complicações de saúde por conta da glicose alta, consecutivamente nos anos
de 2002 e 2004 realizou amputações nas duas pernas vindo a se tornar deficiente físico. Teve
seus últimos dias de vida na cidade de Natal – RN falecendo no dia 29 de novembro de 2006
por múltiplos agravos na saúde, pois tinha glicose alta, problemas renais e cardíacos. Sua vida
teve como principal legado a humildade e a simplicidade sempre considerado um homem
popular e de bom coração.

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