Cadeira 81: Marconi Araújo

 

 

 

O Poeta Marconi Araújo, natural da cidade de Campina Grande (PB), funcionário concursado da Justiça Federal na Paraíba, nascido em 06 de julho de 1963, é graduado em estatística, licenciatura em matemática e bacharelado em direito, com especialização em direito administrativo e gestão pública (UFPB), mediação, conciliação e arbitragem (FGV-Rio) e mestrado em desenvolvimento regional (UEPB).

Embora tenha demonstrado desde a adolescência vocação para a prática poética, seu interesse pela literatura de cordel veio despertar mesmo a partir de sua inscrição no concurso “Justiça Federal em Cordel”, promovido por aquela instituição no ano de 2003, ocasião em que classificou e declamou o trabalho intitulado “Justiça Federal fazendo história”, publicado no Jornal “Tribuna Jurídica”, da Associação dos Advogados de Campina Grande, com ampla repercussão no seio jurídico e literário do Estado da Paraíba.

Autor de várias obras publicadas, há alguns anos vem desenvolvendo cordéis, tendo sido premiado e classificado em diversos eventos culturais. É atual conselheiro estadual de cultura e presidente da Academia de Cordel do Vale do Paraíba. Nas redes sociais, o poeta Marconi Araújo atua com bastante intensidade, com glosas que visam valorizar o estilo a ser observado pelos cordelistas, em obediência às regras que exigem métrica, rima e oração, especialmente. Gerencia no facebook a comunidade intitulada “Cordel em Rede”, título também utilizado em sua página no instagram, assim como apresenta um programa na rádio web fenixonline.com de modo semanal, com idêntica denominação. Recentemente criou o site www.marconiaraujo.com.br , visando difundir ainda mais as suas construções poéticas.

Dentre os seus cordéis já lançados na forma impressa, destacam-se “A feira e suas mercadorias”, “A musa do serrotão”, “O cangaço e seu significado”, “Metas de família”, “Sementes de Marielle: Legado de luta e de resistência”, “Parceria transformadora”, “O livro e sua importância”, “O cidadão das acácias”, “Família em plenitude: mensagens de amor e paz”, “Jackson do Pandeiro: Do coco de roda à roda da vida”, além de um kit cordel do direito, com as seguintes obras: “Zap zap na Justiça Federal”, “Leilão Eficaz e Empório Judicial”, “Competência e serviços”, “Perito e Defensor Público”, “Processo Judicial Eletrônico”, “Naturalização”, “Metas do Judiciário”, Juizados Especiais e Turmas Recursais”. Também atuou na organização de cordéis coletivos, tais como “O drama de Mariana e Brumadinho sob o olhar da poesia”, este de repercussão nacional, e “A arretada peleja de Zé Machão e Maria Empoderada”, uma construção coletiva com alunos de pós-graduação em letras da UFPB,  além de construir obras poéticas destinadas a destacar, através da literatura de cordel, personalidades da vida nacional, assim como diversas instituições públicas e privadas.

 

Patrono

Manoel Monteiro

 

Manoel Monteiro da Silva nasceu em Bezerros  (PE) no dia 4 de fevereiro de 1937, mas aos 15 anos  chega a Campina Grande-PB, conhecida como a ”Capital do Cordel”, em busca não só da sua feira, como também da “Tipografia Estrela da Poesia”. Então, começa a escrever e publica o primeiro folheto. Tempos depois, dialogou com Manoel Camilo no folheto nomeado: Peleja de Manoel Camilo com Manoel Monteiro, onde narra sua chegada à Paraíba.

O poeta, durante as décadas de 1950 e 1960, tirou seu sustento da venda de suas obras nas feiras de Campina e região. Com a instauração do regime militar no Brasil e toda repressão artística e cultural que se seguiu, Manoel Monteiro viu-se obrigado a buscar outros meios de trabalho, chegando a ser preso por conta de seu posicionamento ideológico e engajamento com o movimento sindicalista. Apenas em 1995 o poeta volta a viver exclusivamente da sua arte e idealiza um movimento de inovação no cordel até então produzido, denominado “Novo cordel”.

Seguro no ofício de escrever versos rimados e metrificados, suas narrativas são envolventes e prendem o leitor do princípio ao fim, além da influência verbal, própria dos grandes mestres.

Foi membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC), cadeira nº 28, patronímica do poeta Manoel Tomaz de Assis e um dos maiores poetas de cordel de todos os tempos. Com mais de 150 folhetos publicados, a exemplo de A Maior Festa Junina é Feita Aqui em CampinaO Castigo da SoberbaUma Tragédia de AmorPeleja de Manoel Camilo com Manoel Monteiro; Padre Cícero: Político ou Padre? Cangaceiro ou Santo?Quer Escrever um Cordel? Aprenda a Fazer FazendoCartilha do DiabéticoA Estória do ET, dentre outros.  Ao contrário de alguns poetas, Manoel Monteiro trouxe em seu cordel intitulado “Lampiã: Herói de meia tigela”, certo tom de crítica e realismo, descortinando as astúcias do coronel Virgulino.

Manoel Monteiro foi considerado, também, como responsável pela inserção da literatura de cordel como ferramenta de estudo nas escolas da Paraíba, em razão da qualidade de sua produção, implantando folhetos de cordel nas salas de aula em Campina Grande (PB). O cordelista deixou uma produção densa e diversificada, que abarca toda a área da atividade humana.

Nos últimos anos de sua vida, Manoel Monteiro enfrentava problemas de saúde, sendo diagnosticado com diabetes, apresentando dificuldade na visão e. ainda assim, estava em plena atividade escrevendo livros paradidáticos para grandes editoras. Lançou, pouco antes de sua morte, o projeto intitulado: Cordelando a Paraíba, no qual ele e outros escritores recontaram a história de cada um dos 223 municípios paraibanos (LOPES, 2014).

Participou do Projeto Paraíba, Sim Senhor!. Nesse projeto, Manoel Monteiro apresentava resumos biográficos de ilustres filhos deste Estado.

Manoel Monteiro não é apenas um escritor da poesia popular: acima de tudo, é um grande incentivador e divulgador desta modalidade literária, não apenas no estado da Paraíba, mas no Brasil. Foi também um exímio pesquisador da cultura popular, escrevendo artigos para jornais e revistas. Fez das contracapas de seus folhetos uma espécie de espaço de crítica, onde ele expunha o que pensava sobre o assunto abordado em questão (RIBEIRO, 2009). Ganhou em 2010, o prêmio de melhor cordelista do país, outorgado pela Associação Brasileira de Literatura de Cordel, situada no Rio de Janeiro, em Santa Teresa.

Em junho de 2014, deixou o mundo do cordel de luto ao falecer com 78 anos de idade. Após oito dias desaparecido, o poeta e cordelista pernambucano Manoel Monteiro foi encontrado morto em um quarto de hotel em Belém, Pará. Sua morte foi confirmada pela família dele no final da tarde do dia 8 de junho de 2014 (LOPES, 2014).

Fonte:  ( www.paraibacriativa.com.br )

 

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