Cadeira 84: Angélica Costa

 

 

 

Ana Angélica da Costa (Literata Angélica Costa) poetisa, escritora, acadêmica, palestrante. Nasceu aos 16 de dezembro do ano de 1966, natural de Monteiro- PB, radicalizada na cidade de Camalaú, localizado no Cariri Ocidental da Paraíba, a320 km da capital João Pessoa, desde a mais tenra infância.
 Filha de Marina Viana da Costa e Manoel Araújo da Costa, divorciada, graduanda do curso Letras/ Espanhol na Universidade Estadual da Paraíba UEPB, ex- conselheira tutelar gestão 2016/2020.
Acadêmica nas Academias:
•Academia Paraibana de Poesia – (APP) ocupando a cadeira de n° 05, Patrono Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos – João Pessoa- PB;
•Academia de Artes Ciências e Letras do Brasil – ALCIBRAS- Rio de Janeiro- RJ ocupando a cadeira de n°86;
• Membro da União Brasileira dos Escritores Paraibanos UBE-PB.
Obras publicadas:
“Uma Mulher em Evidência” (2014 Poemas);
“Sentimentos e um Segredo” (2017 Poemas) está obra traz uma coletânea de poesias românticas e um cd anexo com poemas por ela declamados, além da poesia Maria Clara que foi musicalizada.
Participação em Antologias:
Nacionais: Colorário da Alma (2018) Brincando de Poesia (2019) poema infantil onde os homenageados  são seus netos: Arthur Francisco e Maria Clara, União Brasileira dos Escritores Paraibanos UBE-PB ( 2020);
Internacionais:
Ecos do Nordeste – (Portugal) e Literarte Celebra o Nordeste Brasileiro (Genebra – Suíça).
Títulos:
No decorrer de sua trajetória literária foi agraciada com o “Título de Moção de Aplausos”  – Câmara Municipal de Camalaú-PB (2018)
“Título Melhores Profissionais do Nordeste” – (2019) Gravatá – PE
Participação em Festivais de Poetas e Declamadores e Saraus Poéticos.
O ex – Deputado Federal Luiz Couto (PT- PB) Câmara dos Deputados –  Brasília – Sessão – 195:3.55.0 Hora 14h3 – Fase – PE Data 13/07/2017, onde informa na Tribuna daquela Casa Legislativa ao Sr Presidente, Atas e Srs Deputados o seu reconhecimento para todo Brasil pela produção do livre ” Sentimentos e um Segredo” e parabeniza a literata Angélica Costa por mais essa iniciativa que enriquece ainda mais a nossa cultura Paraibana e Brasileira.
Fundadora e Presidenta da Casa dos Poetas do Cariri – CPC – Camalaú – PB ( Data de fundação 02 de junho de 2019).

Patronesse

Anayde Beiriz

 

Poeta e professora, ela escandalizou a sociedade retrógrada da Paraíba com o seu vanguardismo: usava pintura, cabelos curtos, saía às ruas sozinha, fumava, não queria casar nem ter filhos, escrevia versos que causavam impacto na intelectualidade paraibana e escrevia para os jornais.

Anayde Beiriz nasceu em 1905, em João Pessoa. Diplomou-se pela Escola Normal em 1922, com apenas 17 anos, destacando-se como primeira aluna da turma. Além de normalista, era poeta e amante das artes. Logo que se formou, passou a lecionar na colônia de pescadores perto de sua cidade natal. Em 1925, ganhou um concurso de beleza. Circulava também nos meios intelectuais, onde declarava-se publicamente a favor da liberdade e da autonomia feminina.

A figura de Anayde Beiriz é pontual e coincide com a história de muitas mulheres que, tanto no passado quanto no presente, foram punidas e hostilizadas com justificativas em cima de padrões morais sexuais. Ela teve sua história protagonizada no filme “Parahyba, Mulher Macho”, da cineasta Tizuka Yamakazi, devido a sua resistência, atuação política e liberdade de amar enfrentando preconceitos e julgamentos. Seu nome está ligado à história por ter se envolvido com um homem conservador cujas ideias ela discordava. Esse homem era João Dantas, advogado e jornalista, candidato republicano de oposição a João Pessoa (vice de Getúlio Vargas, até então governador da Paraíba). Após o confronto conhecido como Revolta da Princesa (que deu origem ao território de Princesa), João Dantas se envolveu amorosamente com Anayde. Nessa disputa, a polícia invade a casa de João Dantas a mando de João Pessoa, em buscas de armas, mas ao revistar a residência e não encontrar nada, foram localizadas correspondências enviadas por Anayde, as quais foram amplamente divulgadas na imprensa, a fim de sujar a honra de Dantas. Posteriormente, João Dantas dispara um tiro e mata João Pessoa, em uma confeitaria no Recife. Como o fato causou grande impacto na população, Anayde teve de se refugiar. Dantas, após ser preso, também acabou sendo encontrado morto dentro da cela. No mesmo ano, desencadeia a Revolução de 1930, que mesmo com justificativas políticas, tem no plano de fundo essa trama machista, onde a mulher acaba por sofrer a pior punição, que é a morte social, seguida da morte física. Conforme é representado no filme citado acima, Anayde foi vítima do próprio caminho, já que após a perda do companheiro, ficou só e marginalizada, acabando por tomar veneno e morrendo sozinha em um abrigo em Recife – Pernambuco, sendo abandonada pela família e enterrada como indigente (LINS, 1983). Tizuka, diretora do filme sobre Anayde, que também foi recriminada e criticada pela escolha em contar a história da paraibana, fala sobre a personagem: “ela queria ser ela mesma. Escolheu o seu próprio caminho, enfrentou um mar de preconceitos, o excesso de uma falsa dignidade das chamadas questões de honra. Que honra é essa, que maltrata e mata as pessoas?” (LINS, 1983)

Ficou conhecida como a “Paraíba masculina, mulher-macho sim senhor”.

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