Cadeira 89: Mônica Freitas

Mônica Freitas

 

Maria Mônica de Freitas, nasceu na cidade de Apodi, no dia 04 de maio de 1966. Casou-se pela primeira vez ainda muito jovem, sendo furto deste casamento os três filhos: Luís Carlos, Laedson Jesulei e Luana Mirtes. Divorciou-se em 1998 e no ano de 2007 casou-se novamente com José Expedito Alves de Oliveira.

Nunca residiu oficialmente em outro lugar, desde que nasceu. É professora vinculada ao sérvio público do estado do Rio Grande do Norte desde 2000, sendo Graduada em Letras, com habilitação para o ensino de Língua Portuguesa. É também Especialista e Mestra na mesma área.

É indígena descendente da etnia Tapuia Paiacu do Apodi, por isso, na dissertação de mestrado, trabalha com a temática etnico-racial, sendo a história indígena o foco de uma intervenção pedagógica no ensino de produção textual e análise do discurso.

Antes de ser professora, trabalhou na educação e na justiça, como secretária. Foi exatamente quando era secretária do Juizado Especial de Apodi que começou a escrever poesias. Tem vários poemas escritos, alguns sonetos e estrofes da poesia popular. Algus de seus poemas foram publicados em antologias poéticas, estanado-se o concurso Poesias 2019, com a publicação do Soneto “Desolação”.

A professora Mônica Freitas, atualmente, exerce a função de Coordenadora Pedagógica na Escola Estadual em Tempo Integral Professora Maria Zenilda Gama Torres, em Apodi.

 

Patrono

José Martins

 

José Martins de Vasconcelos, nasceu na cidade de Apodi, no dia 11 de novembro de 1874. Ainda jovem saiu de sua cidade natal e foi viver na cidade vizinha, Mossorá, com a finalidade de encontrar um trabalho e também de estudar. Um dos seus primeiros trabalhos foi o de vender jornais, mas, também foi músico, alfaiate e por fim ingressou na carreira de jornalista, desenvolvendo serviços tipográficos. Foi fundador da tipografia, O NORDESTE, que até o ano de 2011 estava em pleno funcionamento.

O jornalista-poeta, digno desta adjetivação por ser autor de diversos poemas, incluindo entre os quais o hino do município de Apodi, participou ativamente de todos os movimentos literários e políticos de sua época: foi fundador de jornais, fez teatro, criou bandas de música, escreveu e publicou os seguintes livros de poesia: Saltérios de Saudades, Renovos D´Alma, O Sultão, Goivos. Além destas obras, o conto Histórias do Sertão.

Entre as suas poesias, sempre havia alguma que exaltava o lugar onde nasceu, como é o caso do poema Minha Terra (Apodi), escrito no ano de 1903.

 

Minha Terra (Apodi)

Vinha de longe, de outras terras vinha
Cismado em ti, a luz d´um sol candente
Quando visei-te no tapiz florante,
Formoso e altiva, ó meiga terra minha.

Vi-te cingindo um arrebol que tinha
Uns nimbos de ouro sob o céu ridente;
Ria a teus pés um estendal virente
De um lago ameno, onde o amor se aninha!…

Via a igrejinha de são joão batista,
Nosso patrono; e a capelinha antiga
Do cemitério, onde eu fui batizado.
Quanta saudade nessa tarde quista
Tive de ti, como da quadra amiga
De minha infância, o meu torrão amado.

Outro exemplo vivo de seu amor pela terra natal é o poema que hoje é oficialmente registrtado como hino do município de Apodi. Abaixo, transcrevemos algumas de suas estrofes:

“Nestas plagas de campos ardentes
onde o sol tem mais brilho e calor
vive um povo de heróis e valentes
que não temem da vida o labor

Salve terra querida e pujante
Salve filha de vasto sertão
Que o progresso te cinja e levante
Na vanguarda de grande nação!”

O jornalista e poeta José Martins de Vasconcelos faleceu em Mossoró, no ano de 1947, aos 73 anos de idade, lugar aonde viveu e desenvolveu todas as suas atividades de jornalista e poeta, músico, comerciante e intelectual dos mais primorosos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você pode usar estes HTML tags e atributos: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>