Cadeira 91: Jairo Vasconcelos

Jairo Vasconcelos

 

Francisco Jairo de Vasconcelos, nasceu no dia 26 de fevereiro de 1966, no Sítio Alvacã, Santana do Acaraú, Ceará. Agricultor até aos 18 anos. Com 18 anos, mudou-se para Santos, São Paulo, onde trabalhou em restaurante, como  funcionário, trabalhando em todas Setores. Hoje é sócio de restaurantes.
Sempre foi leitor e admirador dos Poetas, de tanto lê obras de grandes poetas e escritores, começou rascunhar versos, e tomou gosto pela poesia que continuou.
Poesia
Eu sinto todas lembranças.
Nas noites e nas manhãs,
Do meu tempo de criança  .
Lá no sítio de Alvaçã.
Da minha casa de alpendre.
Dos meus pés de Cajueiros.
Dos frutos não que me ofende.
Das aves do meu terreiro.
Da mamãe e do papai.
Dos irmãos e da vovó.
Das coisas que não existe mais.
Dos quartos com caritós.
Dos banhos de lagoa.
Das caçadas de preás.
Eu andava todo atoa.
Com os cantos dos sabiás.
Dos jogos de futebol.
Escola com palmatória.
Que deixava-me em mal lençol
Hoje é  motivos de glória.
Das noites  mornas de luar.
Dos piados das corujas.
Das chuvas preliminares.
Com ela nasce a babuja.
Hoje estou velho, usado.
A vida me açoitou.
Perdi os sonhos dourados.
Da juventude o fulgor…

Patrono

Casimiro José Marques de Abreu

 

Casimiro José Marques de Abreu (Barra de São João, 4 de janeiro de 1839 — Nova Friburgo, 18 de outubro de 1860) foi um poeta brasileiro da segunda geração do romantismo. Filho do fazendeiro português José Joaquim Marques de Abreu[1] e de Luísa Joaquina das Neves, uma fazendeira de Barra de São João, viúva do primeiro casamento. Com José Joaquim ela teve três filhos, embora nunca tenham sido oficialmente casados. Casimiro nasceu na Fazenda da Prata, localizada na Serra do Macaé anteriormente localizada no território de Nova Friburgo hoje em Casimiro de Abreu, propriedade herdada por sua mãe em decorrência da morte do seu primeiro marido, de quem não teve filhos.

 

Poesia do patrono.
Casimiro de Abreu

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias
De despontar da existência!
– Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é – lago sereno,
O céu – um manto azulado,
O mundo – um sonho dourado,
A vida – um hino d’amor!

Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d´estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!

Oh! dias de minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberto o peito,
– Pés descalços, braços nus –
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!

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