Cadeira 97: Everaldo Sousa

Everaldo Sousa

 

Everaldo Luiz Lima de Sousa, nasceu em Serra Talhada/PE também chamada “Terra de Lampião”, em 18 de agosto de 1952.
Cantor e compositor já nos anos 70, foi vocalista da Banda Côngruos/ST e da Banda Edésio e Seus Red Caps. Teve como referências musicais: Geraldo Vandré, Chico, Caetano, Gil, Jair Rodrigues, Elis e outros.

Bom andarilho, viajou por vários estados e viveu as diferenças sociais comuns à vida de um sertanejo. Trabalhando na Copacabana Records (São Paulo) gravadora musical, conhecida por ter em seu elenco vários artistas consagrados da música brasileira, conheceu alguns deles de perto. Quiçá teria sido a oportunidade para apresentar seus escritos e ter suas composições reconhecidas, mas orgulhoso que era, não se deixou levar pelos sonhos.

Com algumas de suas composições, a exemplo de Morena Dançadeira, gravada pelo cantor Assisão, que tem mais de 700 músicas gravadas por ele e por outros intérpretes, voltou para o sertão e para a sua família, restando apenas as memórias desta luta inglória.

Somente em 2014 a poesia fez morada em sua vida. Após sofrer a perda prematura do filho amado, transformou a dor em versos. Faz deles o seu alento, a sua energia. Pretende que seja o caminho para trazer de volta a paz e a felicidade perdidas.

Hoje é membro convidado da Academia Literária Virtual, ocupa a cadeira 97. Está editando o seu Primeiro Livro de Poesias com previsão de publicação em janeiro de 2021.

 

Patrono

Zé Dantas

 

José de Souza Dantas Filho (Carnaíba de Flores, Pernambuco, 1921 – Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1962). Compositor. Aos nove anos muda-se para o Recife para estudar em colégios internos. Influenciado pela família, ingressa na Faculdade de Medicina da Universidade do Recife, em 1942.

Enquanto estuda fora, visita regularmente a Fazenda Brejinho, propriedade rural da família onde ele tem contato com diversas manifestações culturais populares do interior de Pernambuco. Pouco a pouco, inicia o registro de relatos orais, poemas e toadas cantadas pelos vaqueiros. Aprende a tocar violão como autodidata, compondo canções com temas relacionados ao cotidiano sertanejo.

Em 1947, em Recife, conhece Luiz Gonzaga (1912-1989), famoso pela popularização de ritmos nordestinos, adaptados aos moldes da música comercial urbana do Rio e Janeiro com a ajuda do parceiro Humberto Teixeira (1915-1979). A canção Vem Morena é a sua primeira parceria com Luiz Gonzaga, lançada em 78 rpm, em 1950. Recém-formado, Zé Dantas muda-se para a cidade do Rio de Janeiro no início de 1950 para trabalhar como residente do Hospital dos Servidores do Estado, ao qual se vincula mais tarde como funcionário público. Na bagagem, traz de Pernambuco muitas ideias para a composição em parceria com Luiz Gonzaga de baiões como A Volta da Asa Branca, A Dança da Moda e Forró de Mané Vito, gravadas em 1950. O sucesso das gravações faz com que Dantas, Humberto Teixeira e o Rei do Baião participem do programa No Mundo do Baião, nos estúdios da Rádio Nacional, em 1951. Nele, o compositor conta histórias e imita personagens típicos do sertão nordestino.

Nos anos 1950, Luiz Gonzaga grava em discos de 78 rotações diversas composições em parceria com Zé Dantas, como Xote das Meninas, Vozes da Seca e A Letra I – homenagem à esposa Iolanda Dantas – (todas de 1953), Riacho do Navio (1955), o coco Derramaro o Gai (1950) e Siri Jogando Bola (1956), entre outros. Além de Luiz Gonzaga, suas composições também são gravadas por Jackson do Pandeiro (1919-1982), que interpreta Forró em Caruaru (1955); Ivon Curi (1928-1995), com Farinhada (1955) e O Xem-Nhem-Nhem (1958); e Marinês (1935-2007), intrepretando Cadê o Peba (1961) e O Bom que o Coco Tem, (1962).

Em 1959, é lançada a coletânea Luiz Gonzaga Canta Seus Sucessos com Zé Dantas, destacando-se Sabiá, O Xote das Meninas, Vozes da Seca e Cintura Fina. Zé Dantas morre em 1962 e, no ano seguinte, o Luiz Gonzaga grava o compacto Homenagem a Zédantas, com duas composições do parceiro, A Profecia e Xô Pavão, e duas exaltações a ele por outros autores, Homenagem a Zé Dantas (Antônio Barros, 1930) e Zé Dantas (Onildo Almeida, 1928).

As canções de Zé Dantas, especialmente as compostas com Luiz Gonzaga, são gravadas por vários artistas: O Xote das Meninas por Wilson Simonal (1939-2000) e Marisa Monte (1967); Vem Morena por Alceu Valença (1946) e Gilberto Gil (1942); Riacho do Navio por Carmélia Alves (1923-2012), Fagner (1949) e Maria Bethânia (1946); A Volta da Asa Branca por Dominguinhos (1941-2013) e Hermeto Pascoal (1936); Acauã por Gal Costa (1954) e Quinteto Violado.

Em 2003, é lançado o CD Todos Cantam Zé Dantas & Luiz Gonzaga!, reunindo interpretações de suas obras por artistas como Chico Buarque (1944), Elba Ramalho (1951) e Marina Elali (1982), cantora e neta de Zé Dantas, que chega a fazer uma versão pop em inglês para O Xote das Meninas(All She Wants).

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