CADEIRA 135: JÔNATAS SILVA

 

 

 

JÔNATAS SILVA DA CUNHA CASTRO

Filho do Sertão Paraibano, de Jonas Tadeu da Cunha Castro e Maria do Carmo Silva da Cunha Castro. Atualmente vive em João Pessoa-PB.
Professor de Educação Física, trabalha com esportes paralímpicos na área de deficiência visual.

Tem na família poetas e poetisas que formaram seu caráter e sua veia poéticas. Amante da natureza e das coisas simples.
Principal Obra: Cordel do Goalball (https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2020-08/coluna-cordel-paralimpico)

PATRONO

Belarmino de França

 

BELARMINO DE FRANÇA (26 de dezembro de 1894 a 20 de março de 1982)

Belarmino de França, poeta popular, nasceu na cidade de Pombal-PB, mais precisamente no sítio Várzea da Serra no antigo distrito de Paulista (o qual foi elevada a categoria de cidade em 1961. Era filho de Vicente Manoel de França e Maria Benvinda Fernandes.

Seu Belo, como também era conhecido, teve seu ensino fundamental em uma escola rudimentar, que freqüentou apenas quarenta e cinco dias, o suficiente para instigar sua grande sabedoria. Mas, o que verificamos, é que, aliado a sua privilegiada inteligência, sua verdadeira escola foi os caminhos dos sertões, a lida na fazenda Várzea da Serra, de cujo solo, água represada, a bonança dos invernos ou a vivenciando os causticantes anos de seca, entre os “elementos naturais da natureza”, ele retirava seus próprios frutos e a subsistência da sua grande família.

Contraiu núpcias no dia 22 de outubro de 1922, com Emerentina Dantas de Sousa, cujo enlace matrimonial nasceram os seguintes filhos: Federalino, Rita, Benigno, Almira, Alzira, Maria, Padre Solon, Raimundo (Doca) e Benedito Dantas de França. A exceção de padre Solon, todos os filhos viviam da agropecuária, em diferentes propriedades do município de Paulista-PB.

Quando idoso, dizia: “Já me considero velho para a lembrança dos moços. O mundo de vocês, não foi o meu. O meu, foi diferente, com cheiro gostoso do café torrado em casa, balidos de ovelhas, cururu cantando nas lagoas, romãs cor-de-rosa, e um alvorecer serenado, orvalhando flores. Meus amores foram muitos, para só ficar um… Às vezes, de olhos cerrados, medito a vida. E na cabeça dos serrotes, cumprimento as lagartixas… E piso o chão que me viu nascer, apanhando gafanhotos e borboletas amarelas. Amarelas e irisadas, grandes e pequenas. Como tudo fica longe, sinuosamente evocativo”.

O poeta faleceu na terra em que nasceu.

A verdade é que, entre a beleza da serra e a quietude da então povoação, vila e depois cidade de Paulista, viveu o poeta Belarmino de França, sempre alegre e de bem com a vida, improvisando versos e repentes que representava os gritos da sua alma, a memória do seu povo, o ardente amor à natureza, o cotidiano da vida sertaneja, tudo inspirado, cantado e decantado em versos e prosas, legado que ficará para sempre na memória dos amantes da poesia popular nordestina. Belarmino Fernandes de França, assim como Leandro Gomes de Barros, são filhos que orgulham as cidades de Pombal e Paulista, terras dos grandes poetas.

Entre a beleza da serra e a quietude da vila de Paulista, viveu ali o poeta, sempre alegre e bem, improvisando versos, que representam os gritos da sua alma em contato com a própria natureza.

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