Cadeira 20: Roberto Lins

Roberto Lins

 

Roberto Pereira Lins, nascido em 27 de fevereiro de 1959, bacharel em Ciências Contábeis, funcionário da Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB-PE, Membro Efetivo da Academia Escadense de Letras – AELE, poeta, cantor e compositor.

Escadense de coração, tendo chegado à cidade aos 2 (dois) meses de vida. Filho de Antônio Mendes da Silva e Thereza da Rocha Lins (ambos in memorian). Pai de Paulo Roberto e Marília Thereza.

Apontado como um dos mais expressivos músicos que mantém o legado poético-musical do eterno Rei do Baião, Luiz Gonzaga, Roberto Lins, cuja carreira artística começou em 1998, sempre acreditou na vocação universalista e atemporal do forró pé de serra. Nasceu em Jaboatão dos Guararapes, mas foi criado no município de Escada, na Zona da Mata Sul, a 55 quilômetros do Recife. Além de cantor e compositor, é membro da AELE- Academia Escadense de Letras, tendo como Patrono Luiz Conzaga “Rei do Baião”, do IHAAGE- Instituto Histórico, Arquitetônico, Arqueológico e Geográfico da Escada e da Academia Literária do Clube da Poesia Nordestina, de Serra Talhada, que tem como patrono Accioly Neto, cantor e compositor de música popular brasileira.

Em 1998, mesmo ano que iniciou a carreira, conheceu em Cruz das Almas, na Bahia, pessoas que lidam com a música e lhe proporcionaram a oportunidade de mostrar o seu valor musical, como os grandes músicos Vagno Cardoso e Beto Rebelde. De volta ao Recife, em 2000, teve a oportunidade de se aproximar de Xico Bizerra, Júnior Vieira, Aracílio Araújo, Maurício Santos por exemplo. Todos esses encontros despertaram ainda mais o interesse de Roberto em abraçar o forró nordestino.

Lançou seu primeiro trabalho autoral, chamado de “Lindo coração”. A faixa deu nome ao CD, feito em parceria com o amigo Juarez do Acordeon. A partir desse trabalho, fez várias apresentações em casas noturnas não só no Recife, mas também em cidades do interior espalhadas pelo Brasil.

Em 2006, Roberto lançou seu segundo disco, “Forró apimentado”, que contou com uma série de músicas autorais. Desde então, o entusiasmo crescente pelas composições e o amadurecimento artístico o levaram a produzir sua terceira obra musical, “Pra ser feliz”, lançada em 2007. O repertório deste último trabalho conta com mais de 50% de músicas de sua autoria. “Forró de Verdade”, de 2008, é o nome do 4º  trabalho de Roberto Lins. Usando e abusando do xote, xaxado e baião, o artista produziu um CD pra se dançar da primeira à última faixa. Na sequência, “Roberto Lins e Banda Flor de Croatá” (2009), “20 maiores sucessos” (2011), com músicas de Gonzagão, e “Solitário e sonhador” (2016).

Recentemente, lançou o seu novo CD, “Tempestade da Paixão”, que já está disponível nas plataformas digitais, o clipe que remete ao trabalho, na Sala de Reboco, no Sítio Horizonte Azul, em São Lourenço da Mata, e no Bairro do Recife.  O novo álbum de Roberto Lins tem como base musical o forró pé de serra, com músicas inéditas do artista e em parceria com Sílvio Mendes, Léo Poeta e Paulinho do Forró e também composições de Antonio José e Júnior Vieira.

Patrono

Accioly Neto

Accioly Neto, iniciou sua carreira artística como vocalista dos grupos Bulldog e Big Som, no Rio de Janeiro.[2] Ao longo de sua carreira participou de diversos festivais de música e lotou casas de espetáculo principalmente no Nordeste cantando grandes sucessos nacionais de sua composição interpretados por cantores de renome, como Fagner, Flávio José, Elba Ramalho, Fábio Junior, Roberta Miranda, Nando Cordel e outros.[2]

Em 1981, casou-se com Tereza, produtora musical, e teve uma filha, Talitha. Em 1991, voltando de Maceió para Recife, sofreu um grave acidente na estrada, que lhe deixou sequelas, enfrentando um período de forte depressão. Ainda assim, continuou compondo. Seu primeiro CD “Lembrança de um Beijo” lançado em 1995 teve a música homônima interpretada magistralmente por Fagner e por outros grandes cantores. Acometido por um Aneurisma Cerebral, faleceu precocemente em 29 de outubro de 2000 aos 50 anos de idade. O CD “Meu Forró”, lançado após a sua morte, traz sucessos como “Espumas ao Vento”, que, em 2003, fez parte da trilha sonora do filme Lisbela e o Prisioneiro, dirigido por Guel Arraes.

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