Cadeira 93: Ademarcos Santana

 

 

Ademarcos nasceu na cidade Frei Paulo-SE, no dia 14 de setembro de 1982, mas é natural de Nossa Senhora Aparecida-SE, onde reside ainda hoje. Filho de Mizael Santana e Isaltina Dantas Santana (servente).

Sergipano nato, desde criança gostava de ouvir as fábulas e as histórias orais. Seu gosto pela escrita começou ainda jovem quando escreveu um poema para a monografia da professora Maria Aparecida. Mas o interesse ganhou força no ensino médio, a partir dos ensinamentos do professor Murilo, o qual mostrou o encanto da literatura.

Estudou o ensino fundamental na Escola Estadual João Salônio em Nossa Senhora Aparecida-SE, buscando a continuidade de seus estudos no município vizinho, Ribeirópolis-SE, onde concluiu o ensino médio na Escola Municipal Josué Passos.

Foi declamando sua poesia em alguns eventos proporcionados pela Academia Literária do Amplo Sertão (ALAS) e na Festa das Barracas, em sua cidade, que passou a ser conhecido em sua região. Na literatura, é ledor de Esopo, Patativa do Assaré, Leandro Gomes de Barros, Ariano Suassuna, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e João Firmino Cabral.

Criou o boletim informativo O Grito no município de Nossa Senhora Aparecida/SE, pela PASCOM da paróquia Nossa Senhora Aparecida. Com o fim do informativo, criou, juntamente com Aparecido Santana, o jornal A Voz do Povo, que teve um breve período de duração. Escreveu também para o jornal In Loco, de Ribeirópolis/SE.

Os meios de comunicação, O Grito e A Voz do Povo, aguçaram o dom pela fotografia, que exerce até hoje. Sua foto mais famosa é a da Romaria de 2009, além de outras que foram capa de livros, jornais e revistas. Também atua como designer e, entre as suas criações, está a Bandeira do Munícipio de Nossa Senhora Aparecida, em parceria com Reinaldo Bomfim; o brasão da Paróquia Nossa Senhora Aparecida; a logomarca dos Trilheiros da Maniçoba e de empresas de várias regiões.

 

TEXTO PUBLICADOS EM ANTOLOGIA

CRONOLOGIA NORDESTINA – Ademarcos Santana (III Encontro Sertanejo de Escritores & Leitores/ Organização Edivan Santtos. (2018) Aracaju: Infographics. 100p. (Pág.10-11)

 

A CADEIRA E O GELADINHO – Ademarcos Santana (III Encontro Sertanejo de Escritores &

Leitores/ Organização Edivan Santtos. (2018) Aracaju: Infographics. 100p.(Pág.12)

 

POETAS ESQUECIDOS – Antologia Abrindo ALAS / Academia Literária do Amplo Sertão

Sergipano. 3 ed. Nossa Senhora da Glória: Lumia – Escritório de Design, 2019.124 (pag.46)

 

O CAVALO FAMOSO E O ACIDENTADO – Antologia Abrindo ALAS / Academia Literária do Amplo Sertão Sergipano. 3 ed. Nossa Senhora da Glória: Lumia – Escritório de Design, 2019. 124 (pag.47)

 

 

 

Patrono

 

João Firmino 

 

João Firmino Cabral nasceu em 1° de janeiro de 1940, em Itabaiana, Sergipe. Filho de Pedro Firmino Cabral (cantador de feira e embolador) e de Cecília da Conceição (roceira). Agricultor desde menino, começou já na juventude a demonstrar o seu interesse pelas letras, pois comprava folhetos de Literatura de Cordel, que usava como cartilha e, com eles, aprendeu a ler. Aos 17 anos, com o auxílio do seu mestre, o poeta Manoel D’Almeida Filho, descobriu sua vocação poética e escreveu seu primeiro folheto, uma Profecia do Padre Cícero. Daí por diante, não lhe faltou mais inspiração e todas as obras de sua autoria são bem aceitas pelo povo.

Em 1977, ficou 1º lugar em um concurso realizado pelo SESC, SENAC e Caixa Econômica Federal, com o trabalho A REVOLTA DE UM ESCRAVO. Em 1976, foi agraciado com o prêmio oferecido pela secretaria de Estado de Pernambuco, recebendo das mãos do então secretário de cultura Ariano Suassuna.

Em Aracaju, viveu exclusivamente da Literatura de Cordel, mantendo a única banca fixa de folhetos cordelianos de Sergipe, localizada na Passarela das Flores do Mercado Antônio Franco, onde frequentemente recebia com carinho poetas de Sergipe e de outros Estados, como também estudantes, professores, pesquisadores e turistas do Brasil e do mundo. Escreveu diversos folhetos educativos a pedido de escolas e entidades públicas e privadas. Proferiu palestras em diversas instituições de ensino. Em 2002, foi agraciado com a medalha do Mérito Cultural Serigy, concedida pela Prefeitura Municipal de Aracaju. Em 2003, foi escolhido como patrono da 1ª Cordelteca do Brasil, que funciona na Biblioteca Pública Municipal Clodomir Silva, em Aracaju.

Desde 2006, recebeu Mensão Honrosa do SESC por vários anos. Em agosto de 2008, foi homenageado quando participou do Dia do Nordestino, evento organizado pela ANESP – Associação dos Nordestinos do Estado de São Paulo. Em 2008, foi convidado especial da Bienal do Livro de Fortaleza/CE. Teve diversos folhetos publicados pelas editoras Luzeiro-SP e Tupynanquim-CE.

Em 2008, tomou posse na ABLC, na cadeira 36, patronímica de Expedito Sebastião da Silva. O poeta João Firmino morreu em decorrência de problemas causados por leucemia, em 1 de fevereiro de 2013, em Aracaju.

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