Cadeira 5: ADEILZA PEREIRA

Adeilza Pereira

 

 

Membro da Academia Literária
Padrinho: Luiz Gonzaga Maia

 

 

Adeilza Pereira Lima Mourato, nascida aos 04 de Setembro de 1968 na cidade de Serra Talhada -PE. Filha de agricultores, casada, mãe de um filho e avó de um neto. Graduada em Licenciatura em Pedagogia com Especialização em Psicopedagogia ambas pela UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO. Sou Professora do Ensino Fundamental I, na rede Municipal há mais de 32 anos e poetisa desde os 16, com diversos trabalhos escritos e publicados, dois cordéis da minha autoria: A HISTÓRIA DE BERNARDO VIEIRA em 2001 e O MEIO AMBIENTE E A SECA em 2016. Em 2020 ingressei na ACADEMIA LITERÁRIA CLUBE DA POESIA NORDESTINA, coordenada pelo o poeta, jornalista e produtor cultural IRANILDO MARQUES, na qual participo de várias LIVES, tenho participação em 5 Livros e vários cordéis coletivos e 8 Diplomas. Fui classificada no concurso com o tema MÃES em 6° Lugar e no I Concurso Virtual com o tema: VOU GANHAR O FESTIVAL NA TERRA DE LAMPIÃO em 2° competindo com 110 poetas. Participei também do VII FESTIVAL VAMOS FAZER POESIA no qual fui classificada em 2° Lugar em declamação e do VIII FESTIVAL VAMOS FAZER POESIA, ficando entre os vinte melhores colocados, classificando- me em 20° Lugar. Participo dos CORDÉIS COLETIVOS organizado e coordenado pelo poeta paraibano: José de Sousa Dantas. Resido atualmente em Serra Talhada- PE.

 

 

Patrono

 

Valdemar Emygdio de Miranda

 

Valdemar Emygdio de Miranda, nasceu no Recife em 05 de Agosto de 1897, era filho do Professor: Auxêncio da Silva Viana e de Maria dos Passos de Miranda Andrade, seus pais se fixaram em Serra Talhada, abrindo uma Escola na sua residência, na Praça Sérgio Magalhães(onde hoje funciona o BNB), tendo tal fato acontecido no princípio do século passado até mais ou menos o ano de 1920. Emygdio viveu na cidade até os 18 ou 19 anos. Ainda jovem entregou- se ao vício do álcool sem abandonar a poesia e passou a peregrinar palas cidades do interior de Pernambuco.

Descrito como um boêmio sem morada fixa, vagando pelos Sertões do Pajeú, pousando ora em Arcoverde, ora em Serra Talhada, demorando algum tempo em Caruaru, retornando a Triunfo e estendendo sua viagem até Princesa Isabel na Paraíba, onde recebeu o carinhoso apelido de “Vate peregrino”.

Muito cedo começou a versejar e a beber, era muito querido pelas pessoas por ser um homem respeitador, bom poeta e ótimo declamador, sabia de cor tanto os seus versos quanto os de outros vates mais conhecidos. Assim, naqueles tempos de romantismo, um poeta de sua estampa e competência literária fazia muito sucesso em qualquer cidade, principalmente nas do interior.

Em sua bibliografia apenas dois títulos: Rosal, como prefácio de Ulysses Lins e Rosa da Serra e outros poemas. Um dos seus mais belos sonetos: A UM BURGUÊS. Foi amigo de alguns dos mais importantes coronéis da polícia da época, entre eles: Cornélio Soares e José Pereira. Com suas poesias encantou dezenas de pessoas, conquistando o respeito e muitas paixões. O poeta não teve o prazer de ver suas obras publicadas, faleceu em 29 de Agosto de 1933 aos 36 anos de idade em Arcoverde,( na época Rio Branco), onde foi sepultado.

Após sua morte os amigos reuniram alguns desses poemas e publicaram nos livros: ” ROSAL” e ” ROSA DA SERRA”.

Cadeira 4: GIOVANNI FIALHO

Giovanni Fialho

 

 

Membro da Academia Literária
Padrinho:

 

Giovanni Silva Fialho, nascido aos 28 de maio de 1967, na cidade de Pão de Açúcar, Estado de Alagoas, filho de João Fialho de Mello e Helena Silva Fialho. É membro-fundador da Academia de Letras de Pão de Açúcar, onde ocupa a Cadeira nº 17, tendo como patrono o imortal Jorge Luiz Santos Barbosa.

Foi no ano de 1990, com 20 anos de idade, que começou a criar seus primeiros textos literários, daí, em diante, apaixonou-se pela arte das letras e nunca mais parou.

É formado em Sistemas de Informação pela Universidade Federal de Alagoas e acadêmico do curso de Direito pela Faculdade Pio Décimo de Canindé de São Francisco/SE.

Por ser uma pessoa, essencialmente, tímida, não gosta de badalações e nem de chamar à atenção, iniciou-se no campo literário escrevendo e assinando sob um pseudônimo e, durante muito tempo, somente pessoas próximas conheciam esse pseudônimo.

Pertence a uma família de escritores e poetas. É o oitavo filho do casal e o mais moço dos homens. Tem escrito ao longo da vida inúmeros poemas, crônicas, cordéis e músicas dos mais variados temas e estilos. Considerado pelos colegas um poeta romântico, geralmente, autobiográfico. Possui um senso crítico muito aflorado. Apesar da paixão pela poesia não vive da arte. Participou da “Antologia Poética de Pão de Açúcar”, da III Antologia do Encontro de Escritores Monte-alegrenses & Convidados, Antologia de Escritores e Leitores Piranhenses/2019, escreveu vários cordéis: “A Saga do Rei Jasão”, “O Toque Mágico do Rei Midas”, “O Caboclo, o Secretário de Cultura e o Prefeito”, “De Cristino Cleto a Corisco”, “O Vigia e o Lobisomem”, “Os Deuses do Olimpo”, “Papa-vento e Ventania” e outros. Participou da Coletânea do VI Festival Vamos Fazer Poesia, do Cordel Coletivo: do cordel: “Até nas pontas de ripas/tem cheiro de poesia” e outros. Possui 02 livros de poemas já revisados e prontos para publicação.

Possui um gosto musical quedado para a MPB, Bossa Nova, Rock Progressivo, Rock Pop e músicas regionais.  Na poesia, é fã de poetas como Augusto dos Anjos, Olavo Bilac, Vinícius de Moraes, Rodolfo Coelho Cavalacante, Livino Farias Brasão (Livino Bola) e muitos outros.

 

 

Patrono

Rodolfo Coelho Cavalcante

 

Natural da cidade de Rio Largo, Alagoas, o poeta cordelista Rodolfo Coelho Cavalcante nasceu no dia 12 de março de 1917, filho de Artur de Holanda Cavalcante e Maria Coelho Cavalcante. Ainda na adolescência deixou a casa dos pais e percorreu todo o interior do estado de Alagoas, Sergipe, Aos 13 anos de idade, deixou a casa paterna. Percorreu parte do norte e do nordeste especificamente os estados de Alagoas, Sergipe, Ceará, Maranhão e Piauí, exercendo atividades circense como palhaço, propagandista e camelô com o objetivo de auxiliar as finanças familiares entre outras atividades. Fase esta em que já era possível vislumbrar um exímio versejador participando de pastoris, cheganças e reisados.

Todavia foi em Parnaíba no Piauí que mantem seu primeiro investimento no cordel adquirindo para revenda os folhetos do poeta e editor João Martins de Ataíde, dando inicio a atividade de folheteiro.

Em 1945 instala-se em Salvador, Bahia, inicia o movimento em defesa da classe poetas, publicando um folheto dedicado ao Governador da época Otávio Mangabeira, que acabou por liberar os poetas, cantadores e folheteiros da proibição de comercializarem seus produtos em praças públicas. Sua carreira de cordelista e defensor da cultura popular se firma e promove em 1955, juntamente com Manoel D’Almeida Filho e outros expoentes da poesia popular o I Congresso Nacional de Trovadores e Violeiros ocasião em que foi fundada a Associação Nacional de Trovadores e Violeiros, hoje Grêmio Brasileiro de Trovadores, com sede em Salvador, BA. Como jornalista, fundou alguns periódicos, como A Voz do Trovador, O Trovador e Brasil Poético. Tornando-se ainda autor do Hino dos Trovadores.

Seu envolvimento o conduziu a militar também no jornalismo e posteriormente auxilia na fundação da Associação de Imprensa Periódica da Bahia, e filia-se à Associação Baiana de Imprensa. Trovador entusiasta, fundou A voz do trovador, O trovador e Brasil poético, órgãos do movimento trovadoresco. Tem idealizado e realizado muitos movimentos, visando à união dos cantadores.

Brito (2014, p. 39) ao referir-se a Rodolfo Coelho Cavalcante afirma: “O poeta transforma sua experiência de ler, ouvir, imaginar e perceber em narrativas poéticas que imprime e formata em folhetos como meio de comunicação para transmitir informações e notícias originárias de várias fontes, para serem lidas, ouvidas e adquiridas por outros grupos de consumidores”.

Nesse caminhar o poeta também vai atuar como editor promovendo uma significativa rede de distribuidores em todo o nordeste, divulgando sua própria obra e de outros poetas. Sua obra percorria vários temas sendo os mais recorrentes os abecês, biografias, cantorias e fatos do cotidiano. Foi também tema de vários poetas e pesquisadores da literatura de cordel.

O início de sua carreira não foi nada fácil. Imprimia seus folhetos de maneira muito artesanal, no geral composto de 8 páginas, com capas em xilogravuras ou clichês, confeccionados artesanalmente, com a ajuda dos filhos. Somente a impressão era feita em tipografias.

O poeta após uma vasta produção e luta permanente em defesa da cultura popular morre em 7 de outubro de 1986, vitima de atropelamento em frente a sua residência na cidade de salvador, Bahia. Morte que causou repercussão no Brasil e no exterior levando outros poetas a publicar sobre ele. Provavelmente o que mais toca os corações poéticos seja o fato do poeta e trovadorista ter enviado pouco antes de seu falecimento uma trova para o II Concurso de Trovas de Belém do Pará, com o seguinte texto:

 

Quando este mundo eu deixar

A ninguém direi adeus.

Dos poetas quero levar

Suas trovas para Deus.

 

Com esta trova Rodolfo Coelho Cavalcante encantou-se deixando seu legado lítero poético, e um território firme para a cultura popular.

 

 

Produção Literária

 

  1. A carta de Je­sus Cristo a Roberto Carlos
  2. A chegada de Castelo no céu
  3. A chegada de Lampião no céu
  4. A discussão de um Padre com um comunista
  5. A discussão do padre com a protestante
  6. A liberdade de volta seca
  7. A língua da mulher faladeira
  8. A louca de Maragogipe
  9. A maneira da mu­lher não ter filhos
  10. A moça mis­teriosa
  11. A moça que bateu na mãe e virou ca­chorra
  12. A moça que bateu na mãe e virou ca­valo
  13. A morte de Zé Arigó
  14. A morte do “Coroné Ludugero”
  15. A morte do bandido Guabiraba
  16. A morte do grande Presi­dente Getúlio Vargas
  17. A morte não existe
  18. A mulher que deu a luz uma cobra porque zombou do B. Jesus da Lapa
  19. A mulher que fez a barba do marido apulso
  20. A mulher que foi surrada pelo diabo
  21. A mulher que matou seus próprios filhos
  22. A mulher que virou ser­pente
  23. A negra da trouxa misteriosa procurando tu
  24. A nova santa que apareceu em S. Paulo
  25. A renuncia do Ex-Presi­dente Dr. Jânio Quadros
  26. A san­ta que apareceu em Belém
  27. A terra brilhará outra vez a vinda do “Cometa Kohoutek”
  28. A tragédia da fonte nova
  29. A trairá misteriosa
  30. A verdade sobre o divórcio
  31. A vida de Castro Alves
  32. A vida de Ruy Barbosa
  33. A vida de Santo Ivo
  34. A vida do escritor Dr. Joaquim Inojosa
  35. A vida do Pa­dre Antônio (O milagroso de Urucania)
  36. A vida do planeta marte e os discos voadores
  37. A vida do porre hoje em dia
  38. A vida do sertanejo
  39. A vitória da democracia no Brasil e o fim do comunis­mo
  40. A vitória de Mangabeira
  41. A vitória do Dr. Lomanto Júnior
  42. A volta de Getúlio
  43. ABC da carestia
  44. ABC da dança
  45. ABC da macumba
  46. ABC da minha terra
  47. ABC da normalista
  48. ABC da nova dança (A dança do Gute-Gute)
  49. ABC da vaidade
  50. ABC de Aracaju
  51. ABC de Chico Xavier
  52. ABC de Jorge Amado
  53. ABC de Lucas da Feira
  54. ABC de Maria Bonita, Lampião e seus Cangaceiros
  55. ABC de Mário Filho (Recife)
  56. ABC de Origenes Lessa
  57. ABC do caminho de Areia
  58. ABC do Carnaval
  59. ABC do pão
  60. ABC do vai levando
  61. ABC dos namora­dos
  62. ABC dos namorados, do amor, do beijo, da dança
  63. Alma em conflito
  64. Amor e falsidade ou o destino de uma princesa Antônio Conselheiro o santo guerreiro de Canudos
  65. Antônio Dó – O famoso bandoleiro do Rio São Francisco
  66. As modas escandalosas de hoje em dia
  67. As proezas de um pai de santo
  68. Cascatas de luzes
  69. Castro Alves: o poeta dos escravos
  70. Catulo da paixão cearense
  71. Catu­lo nasceu brilhando como o luar do sertão
  72. Cidade Salvador o postal do Brasil
  73. Co­mentário das greves
  74. Cosme de Farias – Defen­sor do povo baiano
  75. Crime do cami­nho de Areia
  76. Depoimento de um menor abandonado
  77. Descrição do Brasil
  78. Discussão de Cavalcante com canário
  79. Dis­cussão de dois poetas
  80. Discussão de Guido Guerra com uma Testemunha de Jeová
  81. Distante da minha terra não posso ter alegria – Canção de um paüaiuano
  82. Edson Carneiro o gigante do folclore afro-brasileiro
  83. Encontro do Cego Aderaldo com Ro­dolfo Coelho Cavalcante
  84. Eugenia Infante da Câmara: a bem amada de Castro Alves
  85. Francelinos Piaui o grande filho do sertão
  86. Getúlio voltará
  87. Hildemar de Araújo Costa: um poeta da Bahia
  88. História da 1ª jornada da literatura de cordel em Campinas – SP: (de 3 a 8 de maio, de 1982)
  89. Historia da moça que se casou com o diabo
  90. His­toria da moça que virou cavalo
  91. Historia de João dos Passos historia do príncipe formoso
  92. Historia do Cel. Gavião e o escravo sofredor
  93. História do Príncipe Formoso
  94. Inundação de cachoeira
  95. Inundação do Rio São Francisco em 1946
  96. Joana D’arc (A virgem de Lorena)
  97. Joaquim Heleodoro G. dos Santos: um benfeitor de Petrópolis
  98. Lampião não era tão cão como se pinta
  99. Maceió é o orgulho do Nordeste, capital coração do meu Brasil
  100. Machado de Assis: fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras
  101. Macumba da Bahia
  102. Macumba da negra saiu errada
  103. Márcio Catunda: um ilustre literato brasileiro
  104. Maria mata homem – A valente da Paraíba
  105. Mário Linário Leal: sua vida e suas obras : sua mensagem de fé
  106. Matota o matador de crianças
  107. No reino dos animais
  108. Nós queremos Getúlio
  109. O andarilho do São Francisco
  110. O arrazamento da cidade de Nazaré (pelo falso profeta Agapito”)
  111. O barulho de Lampião no inferno
  112. O boi de sete chifres
  113. O boi que falo no Piauí
  114. O candomblé da Bahia
  115. O clamor da en­chentes do Ceara e as inundações na Bahia
  116. O colar misterioso
  117. O cometa Halley volta à terra depois de 76 anos
  118. O desastre ferroviário de Sergipe
  119. O desencanto da moça que bateu na mãe e virou cachorra
  120. O dever da humanidade
  121. O drama das inundações em Salvador
  122. O dra­ma de Arapiraca ou a mor­te do Dr. José Marques
  123. O drama do comandante
  124. O encontro da mulher de Brotas com São Pedro
  125. O encontro de Cancão de Fôgo com José do Telhado
  126. O encontro de Guabiraba com Lampião
  127. O encontro de Rodolfo Cavalcante com Lampião Virgulino
  128. O encontro de Rodol­fo Cavalcante com Ricardo Lopes
  129. O filho que levantou falso à mãe e virou bicho
  130. O homem que ganhou na Loteria Esportiva ajudado pelo Diabo
  131. O homem que não acreditava em Deus
  132. O homem que virou mulher
  133. O mangue vai se acabar
  134. O marido que trocou a mulher por uma TV a Cores
  135. O menino de dois meses que está falando em Pernambuco
  136. O menino que falou com Nossa Senhora
  137. O mes­sias prometido
  138. O mi­lagre da Conceição
  139. O milagre de Santa Terezinha (Drama em três atos)
  140. O misterioso homem do canivete
  141. O mundo vai se acabar
  142. O novo Presidente Getúlio Vargas
  143. O que Jânio Quadro está fazendo no Brasil
  144. O pobre vive de teimoso
  145. O protestante que foi expulso do céu
  146. O que disse Jesus há 2.000 anos
  147. O que Getúlio fez pelo Brasil
  148. O rapaz que virou burro em Minas Gerais
  149. O segundo debate do Padre com o comunista
  150. O sofrimento do povo
  151. O trovador do Brasil
  152. O ultimo adeus de Getú­lio Vargas
  153. O valentão de Jequié
  154. O verdadeiro amor de mãe
  155. O violino do diabo
  156. O viver da meretriz
  157. Orestes Quércia: vamos ganhar pra mudar 1982
  158. Os cabeludos de ontem e os cabeludos de hoje
  159. Os horrores do fim do mundo
  160. Os milagres do Padre Antônio
  161. Os namoros de hoje em dia
  162. Padre Cicero o Santo de Juazeiro
  163. Paulista virou tatu viajando pelo metrô
  164. Por­que não sou protestante
  165. Praga de gafanhotos
  166. Quando Jesus padecia
  167. Quando Jesus padecia
  168. Quem ama mulher casada não tem a vida segura
  169. Quem ê casado não pode
  170. Quem era que não chorava quando Jesus padecia
  171. Reportagens dolorosas
  172. Romance de Afonso e Maurisa
  173. Senhor Deus dos Exilados
  174. Sermão do Padre Cícero
  175. Simões Filho: sua gloriosa vida
  176. Todo orgulho termina no fundo da sepultura
  177. Trovas escolhidas
  178. Tudo na terra tem fim
  179. Turiba o desordeiro
  180. Vida de solteiro ê boa mas de casado é melhor.

Cadeira 3: LUIZ GONZAGA MAIA

Luiz Gonzaga Maia

 

 

Membro da Academia Literária
Padrinho:

 

Luiz Gonzaga Maia, nasceu em 14 de novembro de 1965 em Limoeiro do Norte-Ceará. Casado com a professora Maria Lucirene da Silva. Membro da Academia Limoeirense de Letras e da Academia Literária Clube da Poesia Nordestina. Atua na poesia considerando uma das principais atividades de sua vida.

Participa anualmente do Festival Vamos Fazer Poesia, tendo alcançado várias colocações importantes, como:

 

Patrono

LOURO BRANCO

 

Francisco Maia de Queiroz, o popular Louro Branco, poeta, repentista e compositor, nasceu dia 02 de Setembro de 1943 na Vila Feiticeiro no município de Jaguaribe – CE. Foi pescador, agricultor e vendedor ambulante. Começou a cantar aos 12 anos de idade, morou nas cidades de : Jaguaribe – CE, Jaguaretama –CE, Coronel João Pessoa – RN, Limoeiro do Norte – CE, Mossoró – RN, Iguatú – CE, Caicó – RN, e atualmente em Santa Cruz do Capibaribe onde morava desde 1991.

Cantou em vinte estados do Brasil, com todos os maiores cantadores do Nordeste, participou em mais de 400 festivais, tem ao todo mais de 700 composições.

Cadeira 2: BENTO SALES

Bento Sales

 

 

Membro da Academia Literária
Padrinho: IRANILDO MARQUES

 

Bento Vieira Sales, nasceu em 21 de março de 1968 na cidade de Independência, Estado do Ceará. Alfabetou-se no Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL). Em 1983, mudou-se para Brasília, onde começou os estudos formais. Voltou para sua cidade natal no ano seguinte e, fazendo cursos supletivos, concluiu o ensino fundamental (antigo primeiro grau) em 1986. Em 1987, então com 18 anos, fora para a cidade de Amparo, estado de São Paulo, porém não estudou em razão de não encontrar vaga. Em 1988, mudou-se para Manaus, Amazonas, onde recomeçou os estudos, concluindo o nível médio (antigo segundo grau) em 1990. Após várias tentativas em outras áreas, em 1996, conseguiu passar no vestibular para Letras, Língua Portuguesa da Universidade Federal do Amazonas, concluindo em 2000.  A poesia está na genética e genealogia familiar tanto da parte paterna quanto da materna. Escreve cordel, conto, música, poemas em geral, como soneto, haicai e etc.

Publicou um cordel impresso intitulado O País do Faz-de-Conta, que já está na segunda edição. Lecionou algum tempo Português e Literatura, porém, atualmente, é comerciante. Participou do concurso literário Vamos Fazer Poesia de 2019, em Serra Talhada, Pernambuco, promovido pelo poeta e produtor cultural Iranildo Marques. Teve também participação nos livros de cordel coletivo: Cordelistas em defesa da Amazônia, em 2019 e Diga não à violência doméstica, em 2020, organizados pelo poeta Zeca Pereira.

Apesar de ter iniciado os estudos formais já um pouco tardio, em virtude de desajustes paternos, é um leitor inveterado, aficionado, sobretudo por literatura e conhecimentos gerais. É um autodidata inato. Está sempre à procura de um novo conhecimento.

 

Patrono

Ariano Suassuna

 

Ariano Suassuna foi um dramaturgo, romancista, poeta e professor brasileiro. Sua obra é conhecida por expressar a cultura e as tradições da região Nordeste.  Ele é autor do Auto da Compadecida, considerado uma obra-prima da literatura brasileira.

Ariano Vilar Suassuna nasceu em João Pessoa, Paraíba, em 16 de junho de 1927. Faleceu em 23 de julho de 2014, em Recife, Pernambuco. Era casado e teve seis filhos. Ele cresceu na Fazenda Acauhan, no sertão do estado. Durante a Revolução de 1930, seu pai, ex-presidente (governador) da Paraíba, foi assassinado por motivos políticos, e a família mudou-se para Taperoá, Paraíba, onde morou até 1937.

Na adolescência, Suassuna foi morar em Recife, Pernambuco, onde completou os estudos escolares e formou-se em direito, em 1950. Durante os anos de faculdade, ele fundou com colegas o Teatro do Estudante de Pernambuco (TEP) e o Movimento de Cultura Popular (MCP). Por um breve período, combinou a carreira de advogado com a de dramaturgo.

O trabalho de Suassuna se destaca por valorizar as tradições populares. Suas peças trazem personagens nordestinos, muitos deles inspirados nos folhetos de cordel: o malandro, o sertanejo mentiroso (como João Grilo), o cangaceiro (como Severino de Aracaju), os capangas, entre outros.

Suassuna escreveu suas primeiras peças de teatro ainda na faculdade: Uma mulher vestida de sol (1947) e Cantam as harpas de Sião (1948). Auto da Compadecida, a peça que lhe trouxe fama, foi escrita em 1955. Entre obras de teatro, poesia, romances e ensaios, Suassuna foi autor de cerca de trinta livros. Outros títulos importantes incluem Auto de João da Cruz (1950), A pena e a lei (1959), A farsa da boa preguiça (1960) e Romance d’A Pedra do Reino e o príncipe do sangue do vai-e-volta (1971).

Em seus esforços pela valorização da cultura popular, Suassuna ajudou a fundar dois movimentos importantes. O primeiro, em 1960, foi o Teatro Popular do Nordeste, que pretendia valorizar o saber dos artistas populares e buscar uma maneira nordestina de fazer teatro. O segundo, em 1970, foi o Movimento Armorial, que tinha como objetivo criar uma arte erudita (ou culta) com base na arte popular. Esse movimento envolveu não só teatro, mas também outras formas de arte, como música e dança.

Além de ser escritor, Suassuna teve uma longa carreira como professor da Universidade Federal de Pernambuco. Ele começou a dar aulas em 1956 e só parou em 1994, quando se aposentou. Em 1989, ele foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira de número 32. Ente 1994 e 1998, foi secretário de cultura de Pernambuco. Em 2017, foi publicado postumamente sua última obra Romance de dom Pantero no palco dos pecadores.

Fontes: Encyclopedia Britannica, Wikipedia e o site https://www.todamateria.com.br/ariano-suassuna.

Cadeira 1: IRANILDO MARQUES

Iranildo Marques

 

 

Membro da Academia Literária
Padrinho: Bento Sales

 

 

Iranildo Luiz Marques de Sá, produtor cultural, poeta, escritor, jornalista, professor, fundador do Jornal Desafio (juntamente com alguns amigos que formavam o Grupo de Poetas Desafio, com Coletâneas publicadas). Filho de Dalvim Gomes de Sá (in memorian) e Iradete Marques. Casado com Evânia Marques, pai de quatro filhos: Fernanda, Fernando, Isabela e Ingrid e tem dois netos, Raquel e Luís Miguel.

Foi presidente da Fundação Casa da Cultura de Serra Talhada (1993-1996) na qual realizou o Festival de Música Vamos Cantar. Membro da União Brasileira de Escritores (UBE/PE). Obras literárias publicadas: Minhas Palavras (1983), De Mãos Vazias (1984), Encontro (1985), Coletânea de Poesias Desafio – Volume I (1989), Volume II (1990), Volume III (1992), Volume IV (1996). Idealizador e realizador do Festival Vamos Fazer Poesia, o maior Festival de Poesia do mundo, contando com a oitava edição, com o intuito de se confraternizar num encontro de grandiosos poetas e divulgar a poesia pelo mundo. Idealizador do Clube da Poesia Nordestina e da Academia Literária Virtual.

 

LIVROS PUBLICADOS:

MINHAS PALAVRAS (1983)

DE MÃOS VAZIAS (1984)

ENCONTRO (1985)

 

 

FUNDOU O GRUPO DE POETAS DESAFIO REALIZANDO O4 COLETÂNEAS DE POESIAS!

 

 

PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO CASA DA CULTURA DE SERRA TALHADA-PE

 

PRINCIPAIS PROJETOS:

AQUISIÇÃO DE 25 INSTRUMENTOS MUSICAIS PARA A FILLARMÔNICA VILLABELENSE JUNTO À FUNDAÇÃO BANCO DO BRASIL

Iranildo Marques, fazendo entrega de instrumentos Musicais para Filarmônica Vilabelense, enquanto presidente da Fundação Casa da Cultura de Serra Talhada.

 

FESTIVAL VAMOS CANTAR

 

FESTIVAL VAMOS FAZER POESIA

 

Inscreva-se no meu Canal do Youtube:

https://www.youtube.com/channel/UCLufgurwQ9tTGMfW2RGyW9g

 

Patrono

 

João Paraibano 

 

João Pereira da Luz, mas conhecido como João Paraibano foi um poeta e repentista paraibano, nasceu no ano de 1952 em Princesa Isabel, estado da Paraíba e que viveu muitos anos em Afogados da Ingazeira no Sertão Pernambucano. Dos 62 anos de vida, 40 foram dedicados à poesia e à cantoria nordestina. João nunca frequentou escola, mas sempre criou seus versos de improviso, foi um dos principais repentistas do país, e participou de dezenas de festivais pelo Brasil inteiro. João Paraibano é considerado por muitos apologistas e admiradores da cantoria e do repente, um dos maiores cantadores de repente no braço da viola. Sua grandeza fica ainda maior  quando o tema refere-se ao Sertão, onde ao longo desses anos tornou-se especialista no tema. Entretanto, foi um grande poeta cantando tantos outros assuntos da cultura popular de improviso.

O repentista foi ganhador de vários festivais de violeiros, com três participações no Fantástico pela Rede Globo de Televisão, juntamente com o poeta Sebastião Dias, e recentemente no final de 2010 fez a despedida do ex-presidente Lula com o poeta Valdir Teles. Este nobre poeta fez várias apresentações com diversos cantadores da viola, como, por exemplo: Ivanildo Vilanova, Sebastião da Silva, Sebastião Dias, Valdir Teles, Severino Ferreira, Severino Feitosa, Moacir Laurentino, Geraldo Amâncio, Raimundo Caetano, Nonato Costa e Raimundo Nonato (Os Nonatos), entre outros tantos gênios poetas do improviso. Sebastião Dias foi quem mais o acompanhou em congressos e cantorias “pé-de-parede”, por esse Brasil afora.

O poeta certo dia estava em uma festa e devido a uma briga com sua esposa, por motivos de ciúmes, foi preso. Conta-se que quando se viu preso o poeta aos prantos e em estado de embriaguez, declamou os seguintes versos de improviso para o delegado:

Doutor eu sei que errei
Por dois fatos: dama e porre.
Por amor se mata e morre.
Eu nem morri, nem matei,
Apenas prejudiquei
Um ambiente de classe.
Depois de apanhar na face
Bati na flor do meu ramo.
Me prenderam porque amo
Quanto mais se eu odiasse.
Poeta mesmo ofendido
Sabe oferecer afeto.
Faz pena dormir no teto
Da morada de um bandido,
Se humilha, faz pedido
Ninguém escuta a voz sua,
Não vê o sol, nem a lua
Deixar o espaço aceso.
Por que um poeta preso
Com tantos ladrões na rua?

Sei que não sou marginal,
Mas por ciúmes de alguém,
Bebi pra fazer o bem,
Terminei fazendo o mal.
Eu tendo casa, quintal,
Portão, cortina, janela,
Deixei pra dormir na cela
Com a minha cabeça lesa,
Só sabe a cruz quanto pesa
Quem está carregando ela.

Poeta é um passarinho
Que quando está na cadeia
Sua pena fica feia,
Sente saudade do ninho,
Do calor do filhotinho,
Da fonte da imensidade.
Se come deixa a metade
Da ração que o dono bota,
Se canta esquece da nota
Da canção da liberdade.

Doutor, se eu perder meu nome
Não acho mais quem o empreste,
A minha mulher não veste,
Minha filhinha não come
E a minha fama se some
Para nunca mais voltar.
Não querendo lhe comprar,
Mas humildemente peço:
Se puder, rasgue o processo
E deixe o poeta cantar.

João Pereira da Luz, faleceu em 1º de setembro de 2014 após passar 21 dias internado na UTI do Hospital Alfa, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, lutando contra uma infecção contraída durante o tratamento de um coágulo na cabeça surgido depois de um acidente no mês de agosto. O poeta deixou esposa, três filhos e três netos. O corpo foi levado para Afogados da Ingazeira, onde residia.

O Clube da Poesia Nordestina lança a sua Academia Literária

 

O Produtor Cultural, Poeta Iranildo Marques fundador Clube da Poesia Nordestina, lança a sua mais nova ideia em prol da poesia nordestina e brasileira. Trata-se da: Academia Literária Virtual do Clube da Poesia Nordestina.

A Academia irá divulgar os POETAS POPULARES BRASILEIROS através do nosso site e contará com dezenas de POETAS que divulgarão suas ESTROFES no site diariamente.

O site terá, além de Poesias, a biografia dos Poetas Acadêmicos e seus respectivos Patronos.

“Estamos criando a TV POESIA, que irá divulgar nossos Poetas Populares e também a nossa música Raiz. Na TV iremos também resgatar POETAS e APOLOGISTAS, para que a nossa
POESIA não morra. Estamos na campanha para alocarmos POETAS MEMBROS ACADÊMICOS e também APOLOGISTAS que irão contribuir com a divulgação dos nossos trabalhos através das Coletâneas de Poesias que serão lançadas ao longo do ano de 2020 pelo Clube da Poesia Nordestina”, disse Iranildo Marques.

Para ser Membro Acadêmico, o Poeta precisa participar de pelo menos 3 (três) Concursos anuais e pagar uma mensalidade de R$ 20,00, (totalizando R$ 240,00, (12 parcelas) até Dezembro de 2020).

O Poeta Acadêmico, terá visibilidade através do nosso site, publicando poesias e participando do Concurso: Poeta do Mês, bem como participar também dos concursos que o Clube da Poesia Nordestina oferece. Além de participar da TV POESIA através das suas declamações e no final do ano, receberá 80% das mensalidades pagas durante o ano em livros (20 livros serão enviados aos Poetas Acadêmicos).
O ACADÊMICO APOLOGISTA, receberá o Certificado Virtual (Para ser Impresso) e o seu nome, foto e biografia estarão no site. O Apologista terá o seu aniversário divulgado no nosso SITE, participará de sorteios todos os meses (Camisas, Agendas, Livros…) e no final do mês de Dezembro, o Acadêmico APOLOGISTA receberá 10 exemplares, produção dos Poetas Acadêmicos do Clube da Poesia Nordestina. Serão 06 Coletâneas editadas por ano.

Para participar como Poeta Acadêmico ou Apologista, é só entrar em contato com o poeta Iranildo Marques, (87) 9.9956-4137.