Cadeira 54: ZILMAR DE SOUZA

Zilmar de Souza

 

 

Membro da Academia Literária
Padrinho:

 

 

José Zilmar Soares de Souza, nascido em 17. 05. de 1950, na cidade de Cel. João Pessoa, Rio Grande do Norte, filho de José Soares da Silva e Maria França de Souza, Radialista, Cantador, Repentista, Cordelista e autor de vários Cordéis entre eles: Conheça o Fantástico Amazonas. Atualmente morando em Manaus, onde divulga por 43 anos em Rádios e Televisões a cantoria improvisada e o Cordel.

 

Patrono

Cadeira 53: SOCORRO REBOUÇAS

Socorro Rebouças

 

 

Membro da Academia Literária
Padrinho: Troya D´Souza

 

 

Maria do Socorro Lima Rebouças, nasceu no dia 09 de junho de 1966 em Capanema-PA, onde reside até o dia de hoje. Filha de Antônio de Souza Rebouças e Maria Paulina de Lima Rebouças, estudou até o 2° grau em escola pública (Capanema -PA) e tem formação acadêmica em pedagogia (UEPA), tendo exercido a função de professora 30 anos. Mãe de Mateus, João e Priscila, avó de Júlia, Vicente e Maria Helena, membro da Primeira Igreja Batista, servindo ao Senhor desde sua conversão em 1991, e até que Ele volte.

Poetisa cordelista, possui vários trabalhos publicados em portais eletrônicos e apresentados em programações culturais diversas. Escreveu três livros, “Mulheres anônimas na Bíblia e suas preciosas lições”, Lançando a boa semente através da poesia” e “Cordel com açaí”, vários cordéis de temas variados. Tem participação em cinco antologias e no Dicionário Biobibliográfico dos Cordelistas Contemporâneos. É membro da Academia Paraense de Literatura de Cordel (APLC), Academia Capanemense de Letras e Artes (ACLA) e Academia Literária Clube da Poesia Nordestina (ALCPN). Emprega com frequência sextilhas, septilhas e décimas para escrever seus cordéis, destacando temas vinculados ao Pará, a julgar por seu canal no YouTube e página no Facebook intitulados “Cordel com açaí”. Também se brinda sobretudo, com conteúdos cristãos, motivada por estudos feitos com profundidade nos livros da Bíblia.

 

Patrono

 

Cláudio Cardoso

 

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Cadeira 51: ODEÍDE DANTAS

Odeíde Dantas

 

 

Membro da Academia Literária
Padrinho:

 

 

FRANCISCA ODEÍDE DANTAS DE MORAES, oriunda de Cacaré dos Dantas, município de Cajazeira do Rolin, Paraíba. Imperatrizense por adoção, desde os 7 meses de idade, aqui cresci, física e intelectualmente. Casei-me com um belo rapaz cheio de adjetivos inerentes ao caráter e um próspero comerciante. Dessa união nasceram 8 filhos, desses criamos 7 maravilhosos presentes que DEUS nos deu. Desses 7 filhos, 6 mulheres e 1 homem, dos quais tenho muito orgulho dessa prole. Todos os filhos têm nível superior e eu também. Meu digníssimo esposo tinha um grau de estudo de profissionalizante muito bem desempenhado. Meu querido companheiro nos deixou há 4 anos, deixando grande saudade pra todos nós,(sete filhos, vinte e cinco netos e dois bisnetos).

Patronesse

Cecília Meireles

 

Cecília Meireles (1901-1964), foi uma poetisa, professora, jornalista e pintora brasileira. Foi a primeira voz feminina de grande expressão na literatura brasileira, com mais de 50 obras publicadas. Com 18 anos estreia na literatura com o livro “Espectros”.

Participou do grupo literário da Revista Festa, grupo católico, conservador. Dessa vinculação herdou a tendência espiritualista que percorre seus trabalhos com frequência. Embora mais conhecida como poetisa, deixou contribuições no domínio do conto, da crônica, da literatura infantil e do folclore.

Cecília Benevides de Carvalho Meireles (1901-1964) nasceu no Rio de Janeiro no dia 7 de novembro de 1901. Perdeu o pai poucos meses antes de seu nascimento e a mãe logo depois de completar 3 anos. Foi criada por sua avó materna, a portuguesa Jacinta Garcia Benevides.

 

Formação

Cecília Meireles fez o curso primário na Escola Estácio de Sá, onde recebeu das mãos de Olavo Bilac a medalha do ouro por ter feito o curso com louvor e distinção. Em 1917 formou-se professora na Escola Normal do Rio de janeiro. Estudou música e línguas. Passou a exercer o magistério em escolas oficiais do Rio de Janeiro.

 

Carreira literária

Em 1919, Cecília Meireles lançou seu primeiro livro de poemas, “Espectros” com 17 sonetos de temas históricos. Em 1922, por ocasião da Semana de Arte Moderna ela participou do grupo da revista Festa, ao lado de Tasso da Silveira, Andrade Muricy e outros, que defendia o universalismo e a preservação de certos valores tradicionais da poesia. Nesse mesmo ano, casa-se com o artista plástico português Fernando Correia Dias, com quem teve três filhas.

Cecília Meireles estudou literatura, folclore e teoria educacional. Colaborou na imprensa carioca escrevendo sobre folclore. Atuou como jornalista em 1930 e 1931 e publicou vários artigos sobre educação. Fundou em 1934 a primeira biblioteca infantil no Rio de Janeiro. O interesse de Cecília pela educação se transformou em livros didáticos e poemas infantis.

Ainda em 1934, a convite do governo português, Cecília viaja para Portugal, onde profere conferências divulgando a literatura e o folclore brasileiros. Em 1935 morre seu marido.

 

Professora

Entre 1936 e 1938, Cecília lecionou Literatura Luso-Brasileira na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em 1938, o livro de poemas “Viagem” recebe o Prêmio de Poesia, da Academia Brasileira de Letras. Em 1940 casa-se com o professor e engenheiro agrônomo Heitor Grilo.
Nesse mesmo ano, Cecília leciona Literatura e Cultura Brasileira na Universidade do Texas. Profere conferência sobre Literatura Brasileira em Lisboa e Coimbra. Publica em Lisboa o ensaio “Batuque, Samba e Macumba”, com ilustrações de sua autoria.

Em 1942 torna-se sócia honorária do Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro. Realiza várias viagens aos Estados Unidos, Europa, Ásia e África, fazendo conferências sobre Literatura, Educação e Folclore.

 

Características da obra de Cecília Meireles

A rigor, Cecília Meireles nunca esteve filiada a nenhum movimento literário. Sua poesia, de modo geral, filia-se às tradições da lírica luso-brasileira. Apesar disso, suas publicações iniciais evidenciam certa inclinação pelo Simbolismo, reúnem religiosidade, desespero e individualismo. Há misticismo no campo da solidão, mas existe a consciência de seus dons e seu destino:

“Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
-Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.”

Quais são as grandes obras de Cecília Meireles?

A verdade é que as obras de Cecília Meireles até hoje têm um impacto muito saudável e educacional para a literatura brasileira.

Não só no Brasil, mas em outros países as obras dessa grande escritora brasileira tem a sua função em educar e mostrar às pessoas o quanto a literatura é libertadora.

Ouvir a seguir algumas obras de Cecília Meireles para você conhecer ainda mais sobre o trabalho natural dessa grande escritora e poetisa brasileira.

  • Pequeno Oratório de Santa Clara, poesia (1955)
  • Evocação Lírica de Lisboa, prosa (1948)
  • Romanceiro da Inconfidência, poesia (1953)
  • Pístóia, Cemitério Militar Brasileiro, poesia (1955)
  • Romance de Santa Cecília, poesia (1957)
  • Nunca Mais… e Poema dos Poemas (1923)
  • Doze Noturnos de Holanda, poesia (1952)
  • Escolha o Seu Sonho, crônica (1964)
  • Baladas Para El-Rei, poesia (1925)
  • Poemas Escritos Na Índia (1962)
  • Eternidade em Israel, prosa (1959)
  • Ou Isto Ou Aquilo, poesia (1965)
  • Metal Rosicler, poesia (1960)
  • Giroflê, Giroflá, prosa (1956)
  • Canção, poesia (1956)
  • Espectros, poesia (1919)
  • Vaga Música, poesia (1942)
  • Viagem, poesia (1939)
  • Mar Absoluto, poesia (1945)
  • Viagem, poesia (1925)
  • Antologia Poética, poesia (1963)
  • Retrato Natural, poesia (1949)
  • A Rosa, poesia (1957)

 

As melhores frases de Cecília Meireles

 

Cecília Meireles

Confiasse aqui algumas citações de Cecília Meireles e conheço ainda mais sobre os pensamentos e forma de educar dessa grande escritora e educadora brasileira.

“Liberdade de voar num horizonte qualquer, liberdade de pousar onde o coração quiser.”

“Adestrei-me com o vento e minha festa é a tempestade.”

“Quanto mais me despedaço, mais fico inteira e serena.”

“Tenho fases, como a Lua; fases de ser sozinha, fases de ser só sua.”

“Aprendi com as primaveras a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira.”

“Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda.”

“De longe te hei de amar – da tranquila distância em que o amor é saudade e o desejo, constância.”

“A minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, e foram sempre positivas para mim: silêncio e solidão.”

“Se em um instante se nasce e um instante se morre, um instante é o bastante pra vida inteira.’

“Em toda a vida, nunca me esforcei por ganhar nem me espantei por perder. A noção ou o sentimento da transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade.”

Cadeira 50: NECI ALMEIDA

Neci Almeida

 

Membro da Academia Literária
Padrinho:

 

 

Neci Lopes de Almeida, nasceu aos 23 de fevereiro no Sítio Santo Antônio de Lima no município de Itapetim-PE, filha de Narciso Henrique da Silva e Laura Lopes de Almeida, divorciada, mãe de três filhos: Felipe Almeida, Iara Lopes e Ana Lopes, funcionária pública Municipal e poetisa.

Patrono

Pedro Amorim

 

 

PEDRO VIEIRA DE AMORIM, (1921/2011), nasceu no sítio  Surubim município de Desterro-PB, filho de Jerônimo Correia de Amorim  e Tereza Maria da Conceição , viveu a maior parte da sua vida no sítio Surubim, trabalhando na agricultura,  aos dezenove anos de idade  começou  a cantar repente ao lado  de  Zé  Aires de Mendonça,  Manuel  Raimundo, Olívio  de Livramento,  Zé  Catota e  Lourival  Batista. Participou  de vários congressos era conhecido  como o Poeta dos vaqueiros.
Sou o vaqueiro mais velho
Que hoje tem no sertão
Ainda tenho no corpo
As marcas do meu gibão
Mas o peso da idade
Me obrigou  contra a vontade
Deixar minha  profissão.
Poeta: Pedro Amorim.

 

Cadeira 49: EMÍLIA ALVES

Emília Alves

 

 

Membro da Academia Literária
Padrinho:

 

 

Emília Alves de Sousa, é natural de Floriano (PI). Graduada em Serviço Social e especialista em Educação: Docência do Ensino Superior, atuou como assistente social e professora, encontrando-se atualmente aposentada. É poeta, cordelista e editora da Rede HumanizaSUS. Integra a Cordelaria da Chapada do Corisco (COCHACOR) e a Associação de Jornalistas e Escritores do Brasil (AJEB) – Seção Piauí. É autora dos livros: Além das Fronteiras, Realizando Sonhos, e Poesias de uma Vida. Também é autora dos cordéis: Padre Pedro Balzi, Construtor de Amor; A Biblioteca Escolar: Complemento do Ensino-Aprendizagem; A Menina e o Jabuti; A Revolução dos Bichos em Cordel (adaptação da obra de George Orwell); Aladim e a Lâmpada Mágica em Versos de Cordel; As Aventuras de Dino e Simão; Acolhimento no Cuidado em SaúdeQuem não tem Cão, Caça Feliz com seu Gato, e Provérbios em Cordel.

 

Patrono

Alberto de Oliveira

 

Alberto de Oliveira, nome literário de Antônio Mariano Alberto de Oliveira, nasceu em 28 de abril de 1857, em Saquarema. Iniciou seus estudos na escola pública de sua cidade natal e, posteriormente, prosseguiu a formação em Niterói. Mais tarde, ingressou no curso de Farmácia e também estudou Medicina, embora não tenha concluído esta última graduação. Além da carreira literária, exerceu cargos públicos ligados ao ensino e à administração estadual.

Em 1878, publicou sua primeira obra, Canções Românticas, livro ainda marcado pela influência do Romantismo. Pouco depois, tornou-se um dos principais representantes do Parnasianismo no Brasil, ao lado de Olavo Bilac e Raimundo Correia, formando a célebre “tríade parnasiana”. Sua poesia destacou-se pelo rigor formal, pela musicalidade e pela valorização da perfeição estética, características marcantes do movimento parnasiano.

Alberto de Oliveira foi também um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira nº 8, cujo patrono é Cláudio Manuel da Costa. Em 1924, após a morte de Olavo Bilac, recebeu o título de “Príncipe dos Poetas Brasileiros”, reconhecimento máximo de sua importância na literatura nacional.

Embora identificado com o Parnasianismo, o escritor demonstrou abertura às novas correntes literárias. Em entrevista concedida ao jornal A Vanguarda, em 1925, declarou simpatia pelo Modernismo, atitude que evidenciou seu espírito conciliador e sua sensibilidade diante das transformações culturais do período.

Entre suas obras mais conhecidas destacam-se Meridionais, Versos e Rimas, Sonetos e Poemas e o famoso poema “Vaso Grego”, considerado um dos símbolos da poesia parnasiana brasileira.

O poeta faleceu em 19 de janeiro de 1937, em Niterói, deixando uma contribuição fundamental para a consolidação da poesia brasileira do final do século XIX e início do século XX.

 

Justificativa da escolha: A sua poesia “Inspiração” me inspirou a escrever a minha 1ª poesia, ainda na adolescência, em uma atividade escolar. Essa poesia abre o meu livro: “Poesia de uma Vida”, que será lançado no dia 26.06.26

Cadeira 48: ENAIDE VIDAL

Enaide Vidal

 

 

Membro da Academia Literária
Padrinho:

 

 

Enaide de Alencar Vidal Pires, nasceu em Água Branca, Paraíba, Brasil, filha de José de Freitas Vidal e Gualterina Alencar Vidal. É viúva, tem 08 filhos, 17 netos e 4 bisnetos. Foi professora de língua portuguesa e advogada. Exerceu as duas profissões, hoje, aposentada. Reside em Recife e participa de grupos literários e antologias de contos e poesias. Tem 4 livros publicados e ganhou em 2016 o prêmio “DULCE CHACON” – ESCRITORA NORDESTINA, com o livro, RETALHOS DE VIDA COSTURADOS DE SAUDADE.
Membro da Academia Literária Clube da Poesia Nordestina!

Patrono

 

A

Cadeira 47: EURÍDICE DE CARVALHO

Eurídice de Carvalho

 

 

Membro da Academia Literária
Padrinho:

 

 

Eurídice de Carvalho Melo Pita, nasceu em Senhor do Bonfim/BA, filha do poeta, trovador, cordelista e romancista Antônio de Carvalho Melo e de Rosete Nery Melo. Graduada em Administração Pública pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e em Direito pela Universidade Católica de Salvador (UCSAL), possui pós-graduação em Direito Penal. Advogada, professora, escritora, poeta, trovadora, cronista e romancista. É membro titular da Academia de Letras e Artes de Senhor do Bonfim (ACLASB), onde ocupa a cadeira de número 06, patronímica de Antônio de Carvalho Melo. Durante quatro anos, presidiu a ACLASB, recebendo diversas homenagens, incluindo um tributo prestado pela instituição e o Troféu Pedro Raimundo de Poesias, na cidade de Juazeiro/BA, pelo segundo lugar.

 

Patrono

 

Cadeira 46: SEVERINO ARAÚJO (In Memoriam)

 

Severino Araújo

(In Memorian)

 

 

Membro da Academia Literária

 

 

Severino Luiz de Araújo, nasceu na cidade de Carpina (PE) em 12/03/1939 (81 anos), Economista formado pela Universidade Católica de Pernambuco. Sua vida profissional foi intensa, tendo trabalhado na Câmara dos Deputados (Brasília-DF) durante 28 anos, vindo recentemente a participar do Festival Vamos Fazer Poesia (Serra Talhada-PE).

 

Patrono

Carlos Pena Filho

 

Carlos Souto Pena Filho (Recife, 17 de maio de 1929 – Recife, 1 de julho de 1960) foi um advogado, jornalista e poeta brasileiro, considerado um dos mais importantes poetas pernambucanos da segunda metade do século XX depois de João Cabral de Melo Neto. Formado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife, em frente à qual hoje se encontra o busto do poeta.

 

Obra

A poética de Carlos Pena Filho, carregada de oralidade e musicalidade, possui forte apelo pictórico. Visual e plástico, o poeta “pinta” o poema com palavras. Dono de um lirismo envolvente, é um poeta de imagens plásticas onde se destaca a cor, o movimento e a luz. Escreveu vários poemas tendo nos títulos a palavra retrato e cerca de uma centena contendo os nomes das cores ou referências a elas. Dentre estas, possuía forte interesse no Azul, a ponto de alguns afirmarem que trata-se de uma “poesia vestida de azul”. Seu primeiro trabalho como poeta, o soneto “Marinha”, foi publicado em 1947 pelo Diário de Pernambuco. Em 1952, publicou o primeiro livro: “O Tempo da Busca”.

Ainda estudante, publicou “Memórias do Boi Serapião” em 1956. Bacharelou-se em 1957 e no ano seguinte saiu “A Vertigem Lúcida”, seu terceiro livro, premiado pela Secretaria de Educação e Cultura de Pernambuco. Em 1959, lançou o “Livro Geral”, reunindo sua obra poética já editada acrescida de poemas novos (Prêmio de Poesia do Instituto Nacional do Livro). Compositor, em parceria com Capiba, renomado músico pernambucano, foi autor de letras de músicas de sucesso, entre as quais destaca-se “A mesma rosa amarela”, incorporada ao movimento da Bossa Nova na voz de Maysa, e depois gravada por outros artistas como Vanja Orico, Tito Madi e Nelson Gonçalves, “Claro Amor”, “Pobre Canção” e “Manhã de Tecelã”.

Cadeira 45: MAGNA FERNANDES

Magna Fernandes

 

 

Membro da Academia Literária
Padrinho: Luiz Gonzaga Maia

 

 

Magna Eugênia Fernandes do Rêgo, nasceu na cidade de Pau dos Ferros/RN no dia 27  de Dezembro de 1989, sendo a primogênita do casal: Francisco Eurimar Fernandes de Paiva e Apolônia Fernandes de Queiroz Paiva. O casal teve seis filhos ao todo: Magna, Adriano Leonardo, Marina Maria, Maria do Carmo, Margarida Eloiza e Marisa Aléxia. A família tem moradia fixa no Povoado de Várzea Nova, zona rural de Encanto/RN. Logo com a dentição, Magna passou a sofrer com queixas auditivas, onde constatou-se que era uma criança com deficiência auditiva e os seus pais iniciaram uma carreira em prol de sua saúde. A família de ambos os lados era bastante religiosa e aos três meses Magna foi batizada tendo como padrinhos  de batismo os tios: Elizabete Paiva e Antônio Alves, de apresentar: Lucélia e de consagrar: Inez Filha (tia materna).
Filha de pais professores, desde muito cedo Magna tomou gosto pelos estudos, ingressando na pré-escola na Escola Estadual “Justino Granjeiro” no ano de 1994, quando então tinha 4 anos. Ao chegar na primeira série, no ano de 1996, já sabia ler fluentemente e realizava pequenas produções textuais, o incentivo em casa eram os livros da biblioteca da escola de sua mãe e, mais tarde, os cordéis da coleção de seu pai.

E assim, em meio aos livros, à poesia e à natureza Magna foi crescendo e se destacando por onde passava. Porém, a primeira produção poética se deu na 6ª série, quando estudava na Escola Estadual “Cid Rosado” sendo um trabalho prescrito pela professora Aparecida Granjeiro, que veio a se tornar sua madrinha de Crisma, no ano seguinte, foi contemplada com o primeiro lugar no concurso FEMINT, promovido pela escola, categoria poesia com o cordel “Riquezas Nordestinas”. Conforme já prescrito, a religiosidade era uma marca da família da poetisa, deste modo, após a sua primeira eucaristia, aos 12 anos, Magna tornou-se catequista e passou a compor diversas pastorais na sua comunidade, na Capela de Nossa Senhora das Graças, comunidade esta formada em torno de um milagre ocorrido com a tia Graça Souza que foi quem criou sua mãe.

A partir de então começaram as produções poéticas, com destaque às paixões da adolescência, bem como as questões revolucionárias próprias desta fase, sendo publicado o primeiro livro no ano de 2007, intitulado Miscelânea de Versos, quando na época, Magna realizava cursinho pré-vestibular. Ainda neste ano, Magna foi aprovada para o curso de Letras na UFRN e ganhou bolsa integral através do Prouni para Psicologia, no Centro Universitário de João Pessoa-UNIPÊ, sendo esta última a sua escolha. Assim, mudou-se temporariamente para a capital paraibana para dividir casa com outras estudantes e lutar pela sua graduação, que ocorreu no ano de 2012 com êxito, tendo formação em Terapia Cognitivo Comportamental e Terapia Sistêmico Familiar. Também neste ano, foi contemplada com a publicação do poema “Doses de Amor” na Antologia Brasileira de Novos Poetas, por meio do prêmio Poetize. No ano seguinte, foi convidada a publicar alguns poemas no livro: “Palavra é arte: Poesia”.

Em 2013 começou a trabalhar no Centro de Referência da Assistência Social, em Francisco Dantas/RN e em 2014 iniciou os trabalhos com a psicologia clínica na Clínica Washington Faelante em Pau dos Ferros/RN. Ainda em 2014 foi convidada a trabalhar no município de Potiretama/CE e em novembro deste ano assumiu por meio de concurso público o cargo de psicóloga na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Juventude no município de Mossoró/RN, estando lotada desde então no Núcleo Integral de Apoio à Criança – NIAC “Pinguinho de Gente”, um acolhimento infantil. O ano de 2015 marcou sua realização do sonho de infância de ser professora, atuando como docente na atual Faculdade Regional Jaguaribana (FRJ), que marcou sua carreira enquanto professora de nível superior e  pós graduação abrindo portas para outras instituições. Paralelamente, concluiu a pós-graduação em Saúde Mental pela Faculdades Integradas de Cruzeiro (FIC).

No ano de 2016 foi o seu enlace matrimonial com Francisco Clenilson de Oliveira Rêgo, na Capela de Nossa Senhora de Fátima no Sítio Várzea Velha – Encanto/RN, saindo da casa dos pais e passando a residir com o esposo no Bairro Osvaldo Januário do Rêgo na mesma cidade. Em 2017 foi aprovada no Mestrado em Letras da UERN, resgatando um antigo desejo de percorrer os corredores desta faculdade como aluna, sendo aprovada com êxito, obtendo título no ano de 2019. Também neste ano iniciou a pós-graduação em Neuropsicologia pela UNICORP e foi aprovada em mais um concurso público, desta vez para o município de Taboleiro Grande/RN, na Secretaria de Saúde, ficando lotada no Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF).

Magna descreve-se como uma pessoa realizada, é amante da família e da Psicologia, possui uma conta no instagram @magnafernandespsi onde publica conteúdos profissionais e @magnaeugenia onde divulga suas poesias. O gosto poético sempre foi aguçado, assim como a paixão pela leitura e escrita, ultimamente dedicou-se mais a escrita de cordéis biográficos, servidos como homenagens às pessoas e à cultura de sua região como: vaqueiros e cana-de-açúcar.

Foi convidada a fazer parte da Academia Literária Clube da Poesia Nordestina, no dia 7 de Julho de 2020, escolhendo como patrono o saudoso poeta encantense: Chico Quelé.

 

Patrono

 

Chico Quelé

 

Francisco Clemente Sobrinho, conhecido popularmente como “CHICO QUELÉ”, nasceu aos 20 dias de Julho de 1940, na cidade de Encanto – Rio Grande do Norte, filho de João Clemente da Silva e Cecilia Maria da Conceição.

Viveu sua infância e juventude na companhia de seus pais e seus 4 irmãos e 2 irmãs, dedicado ao trabalho da agricultura familiar. Desde cedo demonstrava interesse pela parte de fazer versos, poesia e cordel, era amante de cantoria entre violeiros ou repentista de viola que disputavam entre si versos improvisados. Cursou até o quarto ano primário no antigo Grupo Escolar Joaquim Correia.

Foi tomando gosto por aquela arte que para ele mais parecia uma brincadeira, chegando a participar de um evento simples e tradicional na região realizado na semana santa conhecido como “Queda do Judas”, no sábado de aleluia, nesse evento a brincadeira consistia em fazer versos entre os amigos com todos os pertences Judas, envolvendo os moradores locais, atividade conhecida como “Testamento do Judas”.

Foi um jovem de vida simples e participativo na comunidade local. Casou-se aos 22 anos com a jovem Rita Urbano de Souza, professora municipal, vindo a constituir uma família com 6 filhos, sendo 3 homens e 3 mulheres, que ao longo de sua vida somaram-se ainda 3 netos, 2 netas e 2 bisnetos.

Com relação ao trabalho continuou trabalhando na agricultura familiar associando já a outras atividades na área comercial, iniciando-se como feirante na cidade de Pau dos Ferros  aproximadamente nos anos de 1970, em seguida, pelos anos de 1973 tornou-se proprietário da panificadora São Francisco seguido também de um comércio chamado “Mercearia” onde já contava com o apoio da família nas atividades existentes.

Passados alguns anos se desfez da panificadora, mantendo ainda a mercearia e agora acrescentando uma nova atividade no ramo empresarial como empreiteiro em uma firma registrada como o nome “Empreiteira Santa Rita” voltada para atividades de construção e serviços de estradas, rodagens e açudes.

A sua vida também foi marcada com a participação na política local, primeiro ocupando uma cadeira na câmara municipal como vereador mais bem votado e em anos seguintes como vice-prefeito na gestão do saudoso Osvaldo Januário do Rego.

Sempre dedicado a família surgiu a oportunidade de mudar-se para Natal junto a esposa e a maioria dos filhos no ano de 1997. Em Natal construiu um bom círculo de amigos no bairro Neópolis, onde fixou residência. Nessa oportunidade foram surgindo novas formas de brincar com as palavras através de versos e poesia, sobre situações do cotidiano, despertando entre os amigos a admiração pelos versos e o entusiasmado para registra-los em um livro.

Assim, iniciou-se a organização dos escritos com a colaboração dos amigos e o apoio da família. A publicação do livro que recebeu o título “O Sonho de um Poeta” ocorreu no centro comunitário do conjunto residencial Jiqui – Bairro de Neópolis – Natal RN, em 15 de Setembro 1998 recebendo aceitação e participação dos amigos e admiradores da poesia.

Devido a complicações de saúde por conta da glicose alta, consecutivamente nos anos de 2002 e 2004 realizou amputações nas duas pernas vindo a se tornar deficiente físico. Teve seus últimos dias de vida na cidade de Natal – RN falecendo no dia 29 de novembro de 2006 por múltiplos agravos na saúde, pois tinha glicose alta, problemas renais e cardíacos. Sua vida teve como principal legado a humildade e a simplicidade sempre considerado um homem popular e de bom coração.